MORENO
“O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.” Leonardo Boff
Acho que você ocupa minha mente de um jeito que passa a fazer parte de mim. Parece estar no sangue. Circulando nas veias e bombeando meu coração. Literalmente, parece me trazer a vida o fato de amar você. Eu acordo e você já está nas mensagens e ligações. Na minha voz rouca falando 'Bom Dia, meu amor'. Você já está na minha caminhada até o ponto, e no caminho até o trabalho. Está nas refeições, nos descansos e até na vontade de deitar e dormir em qualquer canto. Você está tão presente em forma de sentimentos, sensações e sonhos que a ausência passa a ser letal, porque é contraditório. E, às vezes, acho pouco, e acho injusto, e acho desperdício de felicidade. Mas é ainda maior a vontade de passar por cima disso tudo e ter o seu amor na linha de chegada.
Sei que algumas fases virão e conseguiremos, com a ajuda de Deus, ultrapassar cada uma delas. Fases boas, que serão bem vindas, e fases ruins, que serão passageiras. Sei que o choro cairá quando a saudade apertar, e a solidão do meu quarto me engolir numa noite de sábado, apenas com o meu olhar fixo no lustre de vidro que ainda tem as suas digitais nítidas, mas, no dia seguinte, a esperança será a sensação de menos um dia sem você. Menos um dia no calendário idiota que não me ajuda a te encontrar. Menos um dia na cama com o lado esquerdo vazio. E que Deus no ajude e nos acolha nessa trajetória. Porque o meu amor é do tamanho do mundo. E o considero forte o suficiente para suportar as dificuldades, para que, no fim, seja merecido o bastante para tamanha felicidade.
Te amo!
Eu só peço para você continuar sorrindo...
Um dia eu ouvi alguém me dizer: ...-Não sofra antecipadamente...Raramente isso dá certo... Ironia ou não... Quem me disse TAVA CERTO... E aquele medo ou insegurança ou besteira ou como queria nomear o que senti naquela hora... Talvez raiva, por tudo o que eu tava ouvindo naquela ligação... 13:07 toca meu celular, atendo do outro lado da linha você me diz: '-Preta? Aconteceu algo com sua emprega hoje? Respondo que não, e se aconteceu não estava sabendo, pois ainda não estava em casa. Vc volta a falar, e me conta oq aconteceu... Pronto... que ironia, lembro em ter dito para vc, que queria ficar em Ilha Bela, pois lá não existe coisa ruim... E se existe, eu ainda não conheci. Podemos voltar já pra lá? Ainda na ligação eu pergunto: '- Vc ficou bravo, chateado, ou qualquer coisa assim? Vc responde que não... Mas o MEDO é traiçoeiro, isso, consegui definir oq é medo pra mim.. TRAIÇOEIRO. A tarde que passou, foi estranha, medo absurdo de vc se afastar, medo de vc ter ficado chateado... E ai meti os pés pelas mãos... Tá vendo porque disse que o medo é traiçoeiro? Pq com medo de perder, eu perdi. Não sei ao certo se para sempre, não sei ao certo qual a parte do seu coração que eu perdi...Sei que perdi alguma parte... Hoje eu descobri as coisas que não perdi em vc... Não perdi seu olhar... Mas perdi aquele jeito doce de me olhar... Não perdi seu sorriso... Mas perdi 100% do seu tempo gasto com sorrisos pra mim... Não perdi suas conversas... Mas perdi conversas leves e tranquila... Não perdi seu colo... Mas perdi de ficar ali deitada enquanto o mundo a minha volta para, somente para que vc possa mais uma vez acariciar minha nuca... Não perdi o abraço mais forte do mundo... Mas deixei que nesse abraço coubesse algumas coisas ruins... O sorriso mais lindo do mundo deu lugar a lágrimas e ressentimentos. As palavras mais doces do mundo deram lugar a conversas duras... O abraço forte, enfraqueceu. O beijo doce não existiu... Minhas mãos não entrelaçaram com a sua... E de repente eu fecho os olhos e peço: "-Mais um pouco de amor " Eu imploro por mais um pouco de amor..Imploro pra que vc fique mais... Imploro para que não deixe de sorrir para mim.. Seu sorriso me alimenta das coisas mais belas do mundo..Dos sentimentos mais calmos e tranquilos. E quando ele sorri, eu paraliso, quando ele me olho meu corpo anestesia e eu não sinto mais doer. Então SORRIA... SORRIA para mim pelo resto de sua vida...
Falo, quando o silêncio incomoda. Rio, quando a palavra faz cócegas. Fico, quando a companhia é gostosa. Choro, quando a dor transborda. E se falar não fizer efeito, se rir não for o suficiente, se ficar não fizer sentido, e se chorar não amenizar a dor. Escrevo.
Diz pra mim de onde vem esse encanto que eu me apaixono todos os dias. Onde foi que eu me perdi no seu olhar e nunca mais quis me encontrar? Como foi que nos conhecemos e dali em diante não quis mais saber de outra coisa, além de você, e você? Diz como é que funciona essa coisa de amar e não conseguir dizer, explicar, só demonstrar e mesmo assim não se dar por satisfeito. Porque eu me sinto inteiramente sua desde aquele dia, naquele lugar onde só nós sabemos, recostados naquela poltrona, sentindo reciprocidade em nossos lábios, pela primeira vez. Eu quis morar nos seus braços, quis esquecer os motivos que ousaram me fazer desacreditar nos sentimentos das pessoas, quis dormir na sua boca e só acordar com o cheiro do café da manhã. Como foi que tudo isso aconteceu mesmo? Eu não sei se começou do começo, ou se eu me perdi no meio do caminho e quando vi já estava lá. Diz aqui o que te fez olhar pra mim e bagunçar meus pensamentos daquele jeito. Porque eu juro que queria poder recapitular e explicar o que houve. Na verdade, eu queria mesmo é ter a dignidade de poder ter as palavras certas, e dizer com todas as letras o que sinto quando lembro daquele casal no cinema. Mas, talvez, explicar seria limitar. Guardar numa caixa o que não cabe nela. Seria assumir que tenho controle, quando todos os meus sentidos se perdem se é você vindo na minha direção. E eu choro de alegria, e rio de nervosismo. Eu sou eu mesma desde quando demos as primeiras risadas juntos, e demos as mãos, vendo que elas se encaixavam sem dizer uma palavra, e entregamos nossos corações sem medo nenhum de o outro desprezar tamanha loucura. Loucura que virou amor. Amor que virou sonho. Sonho que me faz te olhar e, ainda assim, dizer: diz pra mim que esse encanto é real, que eu prometo me apaixonar por ele todos os dias.
Despedida é uma dor momentânea que tem nome. Igual dor de barriga. Quase que literal. A cabeça da gente para de processar as informações convenientes. Nossos estômagos se comprimem conforme a respiração falha diante das lágrimas que caem e a gente tenta engolir junto da saliva. Os olhos se fecham com força como se, ao abrir, a dor fosse desaparecer. Igual criança com medo do escuro. É dor momentânea que dá e não passa. Dá lugar a saudade. Dá lugar ao vazio. Não passa porque despedida é sinônimo de estagnação. Você estaciona naquele abraço e a vontade é de pausar aquele instante pra se privar de todo o resto. Você se faz todas as perguntas mais idiotas e no final de todas elas sempre existe um "por que?" sem resposta plausível. Despedida é uma dor que dói quando você dá as costas pra pessoa que dividiu contigo aqueles dias inesquecíveis, os jantares fantásticos, as noites mais incríveis, e sai andando, enquanto a vida te enche de pessoas as quais você daria tudo pra que te dessem as costas e caminhassem sem rumo ao infinito. Despedida é injustiça. É uma vida com uma vírgula sem continuidade. É uma certeza que temos e que, mesmo assim, nos tira do eixo uma vez ou outra. É sintoma de asma, onde a bombinha pega um avião e você só recupera o ar quando ela voltar.
Vivo na lembrança do seu sorriso, na sensação do seu beijo, no tocar das suas mãos na minha pele. Vivo estacionada no momento do abraço, no instante do amasso, no segundo em que você olha pra mim e eu te encaro com a mesma ternura. Então, eu permaneço, na falta do seu carinho, na saudade do seu calor, na dor da sua ausência. Dor, essa, que me dilacera e me joga na esperança de que um dia será passado. Dor que me corrói por dentro e grita tudo o que meu coração confuso suplica. Dor que eu não suporto sentir, mas a sinto com prazer. Pois vivo a dor como prova de que esse amor existe, e nem ela me fará desistir de você.
Fico pensando no jeito incrivelmente surreal que você consegue me fazer feliz. O seu amor me fascina, e eu nunca usei essa palavra na minha vida. Fico lembrando de cada detalhe nosso e como fazer parte dele me faz viajar, como fazer parte da sua vida faz me sentir mais viva. Sou mais eu. Sou quase que um sorriso com pernas caminhando em sua direção. E você poderia estar distante. Meu sorriso continuaria sendo sorriso, sabendo que é você quem eu vou encontrar no final da caminhada. Porque, pela primeira vez, é por você que eu me vejo completamente fascinada.
Quero ser os cabelos que você tira do rosto quando o vento bater na direção errada. As mãos que você segura quando não existir motivo aparente pra isso. O corpo que você abraça quando o sono estiver se aproximando embaixo daquela manta. Quero ser o motivo do seu sorriso mais involuntário quando ouvir aquela música, ver aquele comercial, lembrar daquele episódio, entrar naquele restaurante, olhar pra aquela fotografia, atravessar aquela rua, comer aquele sanduíche, sentar naquele sofá, ou parar naquele ponto de ônibus. Quero poder ser a sua alegria mesmo sem estar aí pra ver isso. Quero ser uma lágrima de felicidade mesmo sem poder enxugá-la dizendo o quanto você é lindo. E sorrir te abraçando com aquela sensação de amor pleno que só os seus braços carregam. Quero rir das suas piadas e pegar as suas manias malucas, conversar sobre assuntos só nossos e deitar no seu colo com o seu dedo passando pela ponta do meu nariz. Quero os seus elogios quando a minha comida estiver gostosa. E a melhor sobremesa quando a vontade falar mais alto. Quero ser o olhar que os seus olhos irão encontrar todas as manhãs, e a boca que seus lábios irão beijar todas as noites. As pernas que te enlaçam sem te deixar sair. E a barriga que você irá fazer cosquinha até eu me jogar no chão de tanto rir. E quero te amar com tudo que tenho, e te pertencer com tudo o que possuo. Pra poder ser amada mesmo que distante. Ser lembrada sem ser vista. O cabelo e o corpo inteiro. A mulher da sua vida.
Eu vejo as luzes da noite de 11 de junho, e elas ainda iluminam os caminhos por onde passo sem os seus passos. Eu ouço as músicas que ouvíamos juntos e elas ainda me encantam quando meu pensamento me leva até você. E, por vezes, me olho no espelho com uma imagem de quem tem o coração esperando por alguém que as minhas mãos sentem falta e minha boca não cansa de chamar. Aquele vento frio ainda passa por mim quando a saudade bate, e aquele carpete ainda me aquece quando a lembrança não me deixa dormir. Eu não sei não sofrer por amor quando me vejo sem ele por perto, assim como não consigo me imaginar sem ele, mesmo que passe meses longe de mim. Porque as luzes que me iluminam sem os seus passos são as mesmas que me levam ao teu encontro. E eu não temo a escuridão. Desde que, ao abrir os olhos, seja você segurando a minha mão.
Sabe, solidão. Eu sei que você é a nuvem negra que tampa toda a visão do lado da vida que ainda respira. Eu sei que você é uma extensão da saudade que mora nos meus olhos e viaja pelo meu coração. Sabe, solidão. Eu sei que você aparece em forma de lágrima e gera um sentimento de vazio bem no meu estômago, fazendo a fome desaparecer. Sei que você não pede licença e me faz morar nas lembranças antes mesmo de eu esquecer. Ah, solidão! Sei bem o tipo de coisa que você é. Chega de mansinho e toma conta das noites mais longas que eu tiver. Mas não vou te chamar de Sol pra te fazer íntima, nem fingir que não te enxergo pra me fazer de vítima. Sei bem como é! Solidão... Sei que vivo no gosto do beijo que já passou, e sei que durmo na saudade do abraço embaixo do edredon, e sei que acordo e vivo na lembrança da presença do amor que, longe, é só saudade, mas não vou me permitir ser só, quando sei bem que entrego tudo a Deus e Ele sabe mais do que ninguém, minha parceira, que essa nuvem que você traz consigo é passageira.
Que meu amor não seja em vão. Que eu possa dizer que essa minha louca e longa espera seja a coisa mais sensata e digna que eu já pudera fazer na vida, de alguém que só quer ser feliz com outro alguém que também sabe o que quer. Que haja palavras para serem ditas no silêncio que perturbar. Que minhas palavras consigam tocar seu coração, assim como elas me transformam quando as pronuncio me mim. Que os abraços sejam eternizados, pois quero tê-los comigo até ficarmos bem velhinhos. Que minha vida seja a razão da sua, e vice versa. Que nossos caminhos sempre se cruzem, por mais que o destino queira testar nossa capacidade de amar. E que esse nosso amor nunca seja em vão. Que seja sempre sentimento que vem da alma, da mente sã, e do coração.
Quero mais da vida. Quero mais e sem limites. Vou fazer o que meu olhar mandar, vou buscar o que o meu coração precisa pra voltar à superfície. Quero mais beijos pra tirar o fôlego, mais surpresas só pra eu me sentir uma boba perto de todo mundo, porque até a bobice faz a vida ser mais alegre. Até parecer tolo faz os dias passarem com algum sentido diferente. Emergente. Por isso quero mais dessa coisa que faz as horas passarem e eu passar por elas como se nada fosse. Quero abraços a qualquer hora do dia. De manhã, de madrugada, no meio da rua. Quero demonstrações de afeto e respeito. Aquele que olhamos e ficamos boquiabertos, por vezes. Atitude. Quero cinco razões pra ficar, e nenhuma pra enlouquecer antes da primeira. Me exercitar pra oxigenar a alma e enrijecer o coração contra o mundo. Me sentir forte pelo menos na frente do espelho. Me sentir eu mesma sem ter que explicar nada pra ninguém. Quero presença de espírito, quando a física me impedir de tocar. Quero atenção na ausência do momento importante, nas noites em que só consigo pensar. Quero mais da vida. Quero que as palavras façam sentido e cócegas dentro de mim. Quero ser vivida. E buscar a felicidade que só posso encontrar se eu procurar enfim.
A saudade que mais dói é saber exatamente onde a felicidade mora, mas a distância bate a sua porta e diz que, por enquanto, é só saudade.
Sempre achei lindo quem saiba escrever,
tentei algumas vezes,
mas sempre vi o nada acontecer.
Pensamentos e reflexões, não há nada a temer,
a não ser para um jovem louco velho sábio,
que tinha uma tendência a enlouquecer.
Desastre ambiental,
eu só vejo choro no país do carnaval,
a meio mastro astiada,
a bandeira nacional.
Não consigo respirar,
algo me aperta mas não consigo expressar,
minha garganta tá fechada,
minha boca ta cerrada,
onde isso vai chegar?
Observando tudo a distância,
vendo de longe o meu corpo definhar,
tudo vai se desfazendo vendo um filme passar,
meus olhos fechados, vêem o filme terminar.
Sinto agora meu corpo aos poucos se desmanchar,
estou leve, me sinto capaz de voar,
voar pra onde? voar pra quê?
Me lembro que estou morto,
agora não há mais nada a se fazer.
Orações em meu bolso, e nenhuma mão no destino. Até pouco tempo isso me descrevia, mas eram relatos de uma vida vazia. Quero seguir mudando, caminhando, indo em frente, hoje eu já sei o que faz a minha mente. Quero me mudar pra longe, disso tudo que hoje sou dependente, quero ser um forte solitário, um jovem velho sonhador, que apanha e nunca aprende, carregar um coração pirata que leva tudo o que há pela frente. Quero ser um louco, porém consciente, levantar no outono e saber que é o inverno que vem pela frente. E se um dia virem relatos da minha vida que pelo menos algo vos acrescente.
Por que tudo remete à você, se nem tudo tem a ver contigo?
Todos os caminhos me levam à você, mas eu prefiro estar sozinho.
Ando lutando com o coração,
ele não te ama,
quem te quer é a minha razão.
Há quem diga que virou objeto de estudo,
que te tenho como arma branca ou escudo.
Não é o que acontece,
o problema é que é o que parece,
mas afinal de contas,
uma aranha não se prende na teia que ela mesma tece.
Eu saberia muito bem o que dizer, se o seu toque não me deixasse sem palavras, se os seus beijos não calassem o meu coração nessa ausência de explicação, nessa urgência de uma razão simples e direta que justificaria essa minha falta do que dizer quando no fundo tudo se resume no que existe entre mim e você.
Numa noite calma, o vento que bate da janela me leva até você. Fecho os meus olhos, imagino mil maneiras de te ter. Viajo em pensamento, já consigo te ver.
A brisa gelada daquela noite sem lua, me aquece a alma, imaginando a figura tua.
Fico sem jeito, imaginando teu beijo, tolo, mas não posso parar, minha mente agora já cogita te amar.
Sou forçado a sanidade, e o que me resta é a solidão.
E todo dia eu vivo sempre o mesmo dia, hora por hora e minuto por minuto, no espaço tudo gira diferente, até a gente ficar junto vai ser o mesmo dia eternamente.
As rimas andam de encontro à minhas palavras, e em cada frase que pronuncio, declamo um verso deste lindo poema chamado vida.
