MORENO
A saudade é tanta que nem sei como se escreve. Existe letra capaz de explicar? Se tudo o que sinto se resume em querer me jogar na lembrança dos teus braços sem precisar dizer mais nada. Saudade é a vontade de voltar naquele dia, parar o tempo naquele abraço e dar replay sem precisar rebobinar. Saudade é você dormir pensando no primeiro beijo e ainda conseguir sentir o gosto do último. Saudade é tudo fazer lembrar, e nada poder substituir, é a vida jogando na sua cara que o futuro pode ser prazeroso se você tiver paciência, é a hora que passa arrastando e, quando chega, voa. E explicar é muito limitado, porque saudade é sentimento que cresce enquanto o amor permanece bem guardado. Ainda assim, pode ser que você tente, mas no final verá que saudade não se explica... Apenas se sente.
Hoje, como nos outros dias, amei você.
Mas não amei como no início, como nos dias em que nos víamos com frequência, como nos nossos encontros perfeitos, como na fase fácil que julgávamos chata. Não amei como quem ama um presente, um sorriso, um cheiro, e até mesmo um momento. Ou como quem mal sabe o que é amor e mesmo assim o diz.
Eu te vi dormindo e você parecia tão digno de ser inesquecível que aquela cena foi a resposta pra pureza do que eu sinto.
Hoje, eu te amei de um jeito que você poderia não acreditar, por ser algo que nem eu mesma consiga expor e, ainda assim, sem te provar, seria amor.
O que eu sinto por você é tão puro, e tão intenso, e tão bonito, que dá vontade de te guardar numa caixinha pra ninguém te fazer mal. E te ter a hora que eu quiser, até quando não der, mesmo se a vida nos impuser uma distância surreal... Ah, se eu pudesse! Só pra te fazer feliz do jeito que você merece.
Talvez a melhor forma de você viver essa loucura é fazer do seu sorriso o motivo pra te livrar do hospício.
Autoanálise de uma sintática.
Estou exausto! E foi somente no dia em que criei essa indignação que deixei de ser mim. Ser mim é algo realmente incômodo, mas não para um mim. Mim nada faz, nada sente, mim, geralmente, não é nada além de um mero objeto. É! Um objeto usado para receber as ações que lhe são impostas. Mas eu, que já fui mim, um dia serei promovido a alguém. Eu costumo ser um grande sujeito. Dono de todas as minhas ações, e quando sofro com elas, costumo ser um sujeito paciente. Apenas procuro manter o controle da situação, já fui mim o suficiente, e estou desgastado de nunca guiar o desenvolver de um predicado. Sei que sempre fui muito útil e necessário, eu sempre depende de mim, mas quero um pouco mais de aventura, cansei de ser tônico nesse mundo, quero ser átono! Uma interjeição! Singular! E sempre deixar reticências, para que haja uma eterna expectativa sobre esse sujeito, que pode até ser simples, por muitas vezes oculto, mas jamais indeterminado.
Venho abrir parênteses para dizer, não me entendam como esnobe, que não tenho sinônimos. Desde que me tornei um eu, venho sendo influenciado por muitas pessoas, quando um tal de adjunto adnominal surgiu na minha vida nunca mais fui o mesmo, vivo sendo modificado por esse cara de nome feio. Mas, um certo dia, reparei, que apesar de enfeitar e enriquecer a minha existência, ele não era um alguém essencial, vital. Foi quando encontrei quem me completava, por vezes se mostrava pequeno, e em outras enorme, mas sempre imprescindível. Seu nome? Complemento Nominal, mais um cara de nome feio, mas sem o qual não posso viver, na sua ausência minha oração é incompleta e sinto-me totalmente nonsense. Pois é, eu que sempre fui isolado como um vocativo, me vi eternamente em oração. E nesse momento me uno a todos os advérbios que me rodeiam a fim de fazer desse desabafo uma ideia concreta. E com esses companheiros vou tentar relatar a causa dessa sensação, para lhes mostrar que essa companhia, apesar de todas as concessões que fiz e condições que impus, tem um efeito sobre mim, que não há modos para excluí-lo desse meu tempo, não há preço que pague, nem oposição que me convença, de que essa não é a direção e o modo como sempre quis me sentir. E apesar de ter me mostrado piegas, apenas tinha a finalidade de explicar que o amor é imperativo e se impõe, o amor não usa ninguém como objeto e por isso se diz intransitivo, é completo, pleno, e constrói sozinho seu predicado, como eu sempre quis e nunca fui capaz. Hoje entendo que estou rodeada de quem pode me ajudar e me complementar, e até mesmo o amor, tão auto-suficiente, por vezes necessita que alguém contribua para que possa ser compreendido.
"Quando você não se enxergar no meu olhar e a minha boca o seu nome não pronunciar é porque estou te beijando."
Guetto Moreno
O recinto secreto de oração tem formado mais pregadores eficazes do que todas as escolas teológicas juntas.
O lema de muito crente é: "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Eu, no entanto, digo: "faça o que você diz, e diga o que você faz".
Analisando o problema do mundo no que diz respeito a falta de alimento nas mesas de muitas pessoas, concluimos que o problema não é a falta de pão, mas de compaixão; não é a falta de alimento, mas de amor; o que é desperdiçado nas mesas de muitos é, justamente, o que falta nas mesas de outros.
O diabo é muito mais erudito e eloqüente que o mais eficaz dos pregadores, por isso cuidem ser mais espirituais do que intelectuais.
Jamais conseguirei buscar a misericórdia de Deus se não levo em consideração os meios pelas quais essa misericórdia é alcançada.
Há muitos que ensinam muito bem com suas palavras, já outros não precisam de palavras para ensinar.
A maior evidência do poder de Deus na vida de uma pessoa é o andar em conformidade com a Palavra dEle.
Há muitos fariseus nos púlpitos evangélicos de hoje. Estão usando máscaras e apresentado uma falsa piedade. Não é de se admirar, visto que a Palavra de Deus nos orienta sobre tais pessoas. Cuidado para não está admirando e bajulando um hipócrita!
