Maria Almeida
Tu, que me deste a vida
e me geraste no teu ventre de poesia.
Tu, que me deste o sonho
e me afagaste na tua balada de mãe.
O teu ser do meu ser,
como o teu sonho de mulher calma,
eterno no teu grande sorrir,
contigo quero o mesmo sentir…
Tu, que me amaste, velando
e me ensinaste também a amar.
Tu, que me apoiaste, doando,
e me mostraste o imenso mar.
O teu olhar sempre atento,
como é a vigília da mulher mãe,
carícias de um regaço imenso,
que a infância lembrada tem…
Tu, que me choraste, na partida
e me falaste no silêncio do olhar.
Tu, que me orientaste nos rumos da vida
e me mostraste como também ofertar.
O teu alento invisível presente no coração,
como estrela de uma noite enobrecida,
e a par de uma certeza adormecida,
lentamente transformada em canção…
Tu, que és mulher e mãe
e me deste a bênção do mundo.
Tu, que és esposa e companheira
e me deste o grande sonho de fundo.
És a luz da minha estrada e a leve brisa da enseada.
O teu jeito simples de ser,
mas de ser plenamente mulher.
Mulher na vontade e no querer,
o que faz de ti mulher no feminino.
Mulher sereia abraçando o mar,
entre as ondas, à noite, ao luar.
Gentil e frágil como a flor,
que em terra serviu de abrigo
ao seu livre e magnifico beija-flor.
Um obrigado enorme a todos.
Obrigado por tornaram o meu mundo muito mais livre e amistoso.
À minha filha, simplesmente por existir.
À minha mãe, pelo seu infinito e inqualificável amor.
Ao meu pai - a estrela maior para sempre presente no meu coração – pelos valores que me transmitiu e pelo carinho que me permitiu ser humilde e orgulhosamente humana.
Aos meus irmãos, por não terem desistido de mim.
A ti, pelo apoio silencioso quando eu mais precisei de o sentir.
Sorrio. Somente obedeço a Deus. E Ele diz-me para continuar. Não há desencorajamento que me faça parar.
Como o pequeno-almoço a olhar pela janela.
Hoje a madrugada fundiu-se na manhã.
Talvez dois minutos de silêncio, mas são o suficiente para um trovão cortar o ar.
Sinto súbitos crescendos de afeto pelos meus queridos e idosos gatos e, muitas vezes, enlaço-os instintivamente, como se me quisesse aconchegar a eles.
Ser especial não é ser diferente. É possuir inteligência emocional e continuar livre, a par da liberdade de todos os outros, para procurar fazer sempre o melhor e para amar sem receios.
Valorizo e aprecio as opiniões de toda a gente, não por as aceitar sem questionar, mas porque me permitem analisar e refletir, em busca de pensamentos e de atos positivos.
