Marco Aurélio Martins
As Borboletas azuis nunca morrem, sempre haverá uma borboleta Azul e vai ser aquela um dia eu te dei.
Caminhar com o queixo elevado, requer muita atenção, quando altivez é confundida com soberba, o julgamento alheio é sempre rasteiro, é preciso se elevar um pouco mais para ver as nuvens de tempestade sobre o pântano da percepção comum.
No início da subida, ainda sentimos a sombra da tempestade, porque o pântano e o vale permanecem próximos demais de nossos passos — lembranças densas, pesos antigos, horizontes turvos que insistem em nos acompanhar. É apenas quando nos elevamos um pouco mais, quando permitimos que cada esforço nos afaste da lama que já não nos serve, que percebemos que a tempestade pertence ao pântano, não a nós.
