Lu Correia
Não tenho compromisso com o erro, acentos ou virgulas. Eu apenas penso dentro da minha ignorância e o papel aceita, então, caminhamos juntos, eu pensando ele recebendo um pouco das minhas loucuras, livre de vírgulas, regras... Só pensamentos...
A morte para quem gosta do poder é saber que não tem poder algum, além é lógico, do poder sobre aquilo que o dinheiro pode comprar. Eu não estou a venda.
De todos os pecados do mundo, o pior é viver pela metade. Prender-se ao passado enquanto a vida passa cheia de graça e você vive a desgraça de não conseguir seguir adiante.
Por toda uma vida é tempo demais.
Olhos azuis não te faz bonito.
Talvez, significa que não tenho uma opinião formada, ainda...
Não é não, e não charme apenas.
Aqui tem partes de mim em palavras desconexas. Quem lê s meus pensamentos não lê a mim. Por vezes não falo de mim, mas de ouvir falar ou observar os transeuntes da vida que por descuido me tocam com olhares, gestos ou até palavras.
As vezes a luz se vai, não para punir um ou outro, se vai porque há tantas sementes carentes de germinar e não o farão sem a luz a lhes acalentar o inicio da vida.
Cantemos então a vida, as futuras flores multicoloridas! Mesmo que, aos que ficam, restem apenas os gritos de maria. Que o sol, viajante forte e indizível permeie eternamente o bem maior. Quem o viu, não esquecerá jamais. Gratidão
De tempos em tempos surge uma luz, um dilema e uma encruzilhada.
A luz é a sua imaginação
O dilema é a solução vigente na sua imaginação
A encruzilhada, são suas opções de escolhas
Cabe a você decidir.
Foi uma longa jornada.
Eu a vi morrer, levantar-se e por fim florescer. Exatamente nesta ordem.
Morreu de que?..de desanimo.
Levantou-se como se morreu?... por vezes, morre-se, não o corpo, mas a alma.
Floresceu como se morreu?...dizem que foi regada diariamente por um homem e seu lindo cão preto...
A traição é um ato de covardia.O traidor é um covarde que não tem coragem de ser e fazer o outro livre, então, ele prende as pessoas nas amarras da mentira e deslealdade.
Num mundo onde todos buscam suas metades os inteiros seguem sozinhos causando pavor ao invés de amor.
Medo eu tenho é do bonzinho demais. Do sorridente demais. Do prestativo demais. Pessoas confiáveis tem até cinco caras e ao menos uma carranca.
Tenho medo do morno, não me atrai a ideia de caminhar em cima do muro. Gosto da altura das emoções e fujo constantemente do medo rasteiro que impossibilita a alegria, o novo, o manejo.
Se for pra viver, que seja transbordando de emoções e sorrisos.
Lágrimas? Ouvi dizer que existem e que são salgadas, mas doce é minha esperança e alegria de viver!
Eu sou uma longa história.
Sou a grande dama vestida de negro, só me apresento ao final do espetáculo, antes, sou sutil e silenciosa.
Há quem queira pintar-me como uma tragédia de Nelson Rodrigues! Mas eu comparo-me a um grande espetáculo da Broadway! Ninguém escapa do meu olhar atento e do meu afago.
Eu sou uma senhora de muitas faces mas todos me conhecem como morte.
Ao olhar para trás vejo rostos marcados pelo tempo, ruas e estradas tortuosas marcadas em cada face, é assustador!Meus amigos envelheceram!
O tempo passou para todos e eu? Eu não o vi passar! Achava-me ainda menina, tantos sonhos, desejos, tudo igual...
Olho-me no espelho e vejo-as ali, curvas formando-se em meu rosto...
Rever velhos amigos nos faz perceber que o tempo passa para todos, inclusive para nós. Rugas...a doce vingança do tempo.
