Leônia Teixeira
Tudo tem um quê de poesia
Tudo tem um quê de sonhos
O amor é verso,
Em risos francos
É música suave
Canto !
E ai o amor chegou
Veio em canções, ventos.
Me fez viajar em ondas
Bateu no peito.
Acordei sonhando
Em maresias
Viajei,
Cair na chuva
Agarrei teus olhos
E sair,
Amando !
Amar é olhar o céu
É senti o vento
Deslizar em pedras
Conversar com as flores
Abraçar o tempo
Se balançar,
Amar, amar e amar...
Além dos erros
Além dos medos
Muito além...
Amar é soltar sorrisos
Brincar na areia
Viver sonhos,
Abraçar:
Abraçar a primavera
O outono,
Viajar como pássaro
Soltar as asas,
Levantar voo
Se apaixonar.
Amar além de tudo
Além do nada
É vê rosas em espinhos
É correr ruas
Dividir sorrisos,
Abraços,
Apertar no peito
Colar,
E além, muito além...
Além das flores
Além dos rios,
Além do mar !
Porque a poesia é um prato que se delicia segundos a segundos, são momentos tirados de caixinhas de surpresas...uma viagem em todos os tempos !
Todo dia me amo
me quero
um pouquinho mais,
todo dia me visto rosas
me despido de espinhos
todo dia me faço planos
me jogo flores,
danço, canto.
todo dia vou no vento
vou ao mar.
Volto com os pássaros,
passo na estrada
desço à rua.
Todo dia me faço carinho
me mando cheiros,
me dou cafuné.
Todo dia faço dengo
chamego, bem eu quero
bem me quer.
Rosto, cara de garoto
Moleque inocente,
Faz, pensa: não acredito !
Não me engana,
Mentes.
Teu olhar é sacana
Tua boca, inconsequente.
Há flores que me encantam, me dançam
Há rosas que perfumam, respiro.
Há músicas que me tocam, me cantam !
Há saudades que me abraçam, viajam
Há lembranças que guardo, lembro.
Há pessoas que apaguei, apagadas.
Há gente sem nada, calada
Há gente sem risos, sem graça...
Há coisas que marcam, que ficam,
Há outras se vão com o tempo, com o vento.
Há sonhos que tenho nas madrugadas,
Há sonhos que dormem nos meus braços
Há sonhos que se deitam na minha cama
Há palavras que se vestem, outras se desnudam.
Há sonhos que tenho dobrados, guardados.
Há coisas que dizer não faz sentido,
Há outras coisas que calar é um erro.
Há forças fracas, cansadas...
Há amores que não se esquecem
Há amores que não se lembram,
Há tantos nadas, poucos tantos !
Há quantos, tal vezes...quem sabe.
Há como encontrar saídas,
Há também como ficar parado.
Há o quê se quer e não dá,
Há o que não se quer e tem.
Há enfim tantos meios, tantos lados
Há tantas passagens, viagens...paradas.
Há começos e fins, como há fins e começos,
Há o que for, o quê tiver de ser...
Há e será: o destino é o há !
Há de acontecer o que está escrito.
Desculpa o meu silêncio, é que não existe mais nada a dizer. Usei letras, juntei palavras, formei frases...sem chances, você não entendeu, não decifrou as minhas verdades.
