Leônia Teixeira
Veio o sol, olhei
Vi o mar
Dancei,
As ondas atravessei
Corri na areia
Descalça
Construir castelos
Cair na rede
E tudo se fez poesia.
Rasguei casacos, atirei panelas...
Se dá deu, se não deu não dá.
Tudo tem medidas,
Copos
Vinho
Marcas
Se a taça encheu
Transborda, derrama...
Quem sabe
Depois...mais tarde
De novo a gente se encontra.
Todo "maluco é beleza".
Toda beleza tem sua cor
Azul do mar
Vermelho do sangue
Verde no olhar
Todo maluco é meio louco
Louco e meio
Trás nos olhos a loucura
Sonhos loucos
Loucos sonham !
Não se preocupe com o passo
Importa as notas
O ritmo
Quem caie na chuva, escorrega.
Quem tropeça desequilibra
Quem tá em pé, senta.
Se foi pro sol é pra queimar
Se entrou na roda, gira.
Se tomou vinho
Embriaga
Quem quer peixe
Não compra carne
Não escute as ironias
Quem tem fogo tem palha
Quem se apaixona
Tá frito
Manda coração
Razão,
Já era !
Me sinto assim: meio sei lá, tanto faz, talvez dá...também se não der fica bem...pois é, sou meio diferente, um tanto igual. É que meu sorriso é alegre demais, meu olhar conversa muito...silêncio não é o meu forte, por isso converso comigo. Entendo tudo o que falo, compartilho segredos...música toco e escuto, eu de um lado e do outro, as vezes tem bate boca, disse-me disse...vez em quando discordo um pouco do que digo, mas ao final eu me entendo e tudo se ajeita.
Eu quero rosas com espinhos
Eu quero flores pra beijar.
Quero tudo que houver de bom
O mais deixa rolar
Lá vem eu na passarela
Descalça, sem compromisso
Sambando na gafieira
Rolando em céus e mar
Lá vem eu
Toda louca, destrambelhada
Malucando, dançando
No ar !
A vida é uma eterna dança das zoeiras: uns dias pra baixo outros pra lá. Mas são os dias que nos trazem flores, livros...amores, sonhos.
São os dias que nos fazem sonhar, viver...amar !
Não reclame, faça.
Não mande, vá.
Se fizermos nossa parte
Em toda parte
O mundo fica diferente
Divida
Abrace !
Multiplique as boas ações
Se doe,
Doe flores e pão
Sorrir não custa nada
Uma palvra
Estenda a mão
Um irmão, um amigo
Leve rosas
Violão,
Cante, se dê em dobro
Faça de cada irmão um irmão.
Um poeta perguntou-me
Onde fica a poesia ?
No mar dos olhos teus
Onde canta o sabiá ?
Na voz da tua boca
E as cores de onde vem ?
Do meu e do teu olhar
E quem passeia no teu rio ?
Eu e tu a sonhar
E quem é festa todo dia ?
Nos dois no mesmo lugar
E quem te leva nas estrelas ?
Um rapaz inocente
E de onde vem esse cara
Das ondas a vagar
E porque dança na lua ?
Porque canto e rio sem parar
E de onde vem o teu sorriso ?
Vem das flores, do céu e mar !
E ai eu me pergunto,
Quem será
Que me canta poesias,
Quem
Será homem ou mulher ?
Poemas faço em dois segundos
Até parece alguém no meu ouvido
Vez em quando estranho
É muito mar de poesias
Muita chuva de rosas.
Ao final da festa um abraço
Beijos no gangote
Ao final da festa
Um tchau
Amanhã, tem mais
Muito mais...
Porque eu e tu
Tu e eu
Não tem fim
São milhões de emoções
No mesmo barco
São mil palavras em silêncio
Somos procura e encontro
Mar e rio na mesma estação !
Meus sonhos são do tamanho do que vivo
Minhas letras são canções que escrevo
Meu sorriso tem a cara de festa,
Minhas lágrimas são águas passadas
Sou um pouco de tudo muito, muito mais...
Mais flores e risos
Mais dança e amigos,
Pois é, sempre fui mais que menos
O grande me atrai, me ganha
O pequeno não me faz bem.
De mim não tem nada.
Sim, e dai se eu chorar dias após dias a vontade dos olhos teus ?
Escancaro o meu melhor sorriso e me convido a bailar.
Danço com a dor dos olhos meus !
Pois é, um dia " o barraco pega fogo", vira cinzas...pó. E ai, será que a pose e o dinheiro vão juntos !
Cavalguei só
Me perdi em estradas ,
Fui ao chão
Joguei
Me dei
Entreguei meus sonhos
Errei
Por erros se pagam
Em dobro
Bis
Abandono
Solidão.
Canto as dores
Canto o riso,
Canto as flores, o mar.
Sou canto em versos
Prosa,
Sou pedaços em cantos
Sou em todo canto pedaços.
Pois, pois...ensinaste-me
Que quando se quer
Susbstitui
Arranja-se jeitos de jeito
Valeu,
Aos cegos precisa-se
Mostrar o caminho
Onde pisar
Em que não pisar.
