Leandro M. Cortes
Às vezes o que te falta não é coragem é ausência de atitude. A tal iniciativa da qual falávamos, lembra?
Não te prenda a um nós que desatou faz tempo. Nó que se desata não se ata mais. Nada será como antes. É preciso desaprender para aprender. Simples assim!
Não se distraia demais, a vida passa, o amor cria asas e o tempo voa. Cuide, cultive, cative, queira bem, antes que seja tarde demais.
Para alguns Deus é a segunda opção na vida, para outros a salvação. Mas na vida dele, Deus, sempre estaremos em primeiro plano nas suas orações.
Cultive boas vibrações e positividade nesse jardim interno. Não deixe crescer nem mágoa, nem rancor, nem dores e nem o medo. Pode todos os seus monstros interiores. Não deixe que a dúvida, nem a incerteza cresçam e sufoquem suas certezas diante da vida.
Às vezes busco em Deus paz de espírito, harmonia para meus desequilíbrios, tranquilidade para minhas inquietações, serenidade para minhas ansiedades. Em outras, apenas as palavras certas para montar esse quebra-cabeças chamado vida.
Que ninguém nos roube o direito ao desatino de vez em quando. Isso é o que nos salva dessa morbidez chamada rotina. Pratiquemos, pois, os nossos desapegos sentimentais internos de tudo que nos torna obesos diante da vida. De todas essas tralhas emocionais que nos consomem diariamente o pensamento.
A vida é pluma leve.
Que a vida leve consigo
Tudo que impede
Os ventos do destino de
Me elevarem as alturas.
Tudo que me impede
De folhear os dias e
E alimentar a alma
Diante das páginas da vida.
O nome desse rio é vida.
Esse rio corre sem parar.
Esse rio tem coração, tem
Alma. Esse rio tem nome.
Esse rio nasce e desaguá
No mesmo lugar.
Esse rio é doce é salgado.
Esse rio tem sede.
Esse rio tem lá suas marcas.
Esse rio é passageiro.
Esse rio, que me banha.
Esse rio que me lanha.
Esse rio que me afoga a dor.
Esse rio que é pureza e amor.
Esse rio não morrerás .
Eternizar-se-á em sua
Passagem.
Tranformar-te-ia em poesia.
Faria de você meu cais em
Meio ao caos. Quem dera
Te conhecer, quando nem
Mesmo a mim Conheço.
Desconheço esse
Calabouço a que me jogo.
Cederia a você meu calor
Em dias invernais, mas não
Sei em que estação vive
Esse coração que mendiga
Companhia para seus dias
De solidão extrema.
Palavras são como flechas pontiagudas, cuidado com suas. Palavras desferidas a esmo, ferem não o corpo, mas a alma.
Não quero ser tragado pela ansiedade, pelo mau humor, nem pela mágoa e nem pelo rancor. Quero de vez em quando poder respirar um pouco mais de tranquilidade, paz de espírito e leveza na alma.
Como se chama aquela coisinha pequenina que fica sempre depois de uma partida, sempre depois de um fim? Saudade! Saudade de coisas e pessoas que a vida e o tempo me furtaram.
Hoje acabei descobrindo que não tenho mais paciência para esperar. Esperar que me visualizem e respondam. Esperar o amor chegar. Esperar que me amem. Esperar o tempo passar e a dor sanar. Hoje acabei descobrindo que não tenho mais paciência para atravessar ruas nas madrugadas e nem esperar que o amor se decida. Ou vai, ou fica. Simples assim!
Nossas relações são feitas de estações, elas esquentam, esfriam, crescem e florescem. Dão lá seus frutos, até que em um belo dia simplesmente deixamos de morrer para renascer diversas vezes para o mesmo amor em uma mesma vida.
De todos os nãos que recebi pelo caminho, você foi e continua o sendo o sim mais bonito com o qual a vida já me presenteou.
