Leandro M. Cortes
Gosto do silêncio do quarto porque é nessa hora que vivo minhas discussões internas, sem testemunhas. É nessa hora que liberto meu lado doce e meu lado depravado. É nessa hora que desenterro o passado, revivo amores e adormeço entre memórias e saudades. É no silêncio vazio, sobre a cama que repousam meus pensamentos. Gosto do calar da noite, da madrugada. Da cumplicidade com entre corpo e alma, que dividem o mesmo espaço. É nessa hora que abraço minhas angústias e vivo minhas insônias. É nessa hora que perco a timidez e caio nos braços da noite silenciosa, desnuda da luz do dia, mas coberta pelas estrelas que enfeitam o espaço vazio e contemplam nossos sonhos mais íntimos.
Vivemos uma vida nos perdoando, por erros não cometidos. Por fins necessários. Por inícios indesejados e amores sem noção. Porque existe uma coisinha interior, chamada amor. Não só amor próprio. Mas, amor pelo próximo. Pelos sentimentos alheios. Mesmo que do outro lado habite apenas a insensatez e a incompreensão diante de nossas decisões. O certo é que não teremos todas as respostas para nossas interrogações. Mas, há um remédio natural que acalma o coração, apaziguar os sentimentos e traz paz ao coração. Tempo! O tempo silencia nossas turbulências interiores. O tempo cura dores e cicatriza feridas.
Ela é decidida. Sabe o que quer e nasceu esperta, para o teu azar. Então não venha com cantadas clichês, nem segundas intenções no primeiro encontro. Não. Não rola. Ela não é só mais uma, talvez você seja só mais um igual aos demais. Cuidado! Hoje ela não está para presa, mas para predadora.
Andei por tantas ruas,
Vivi tantos amores,
Deixei lembranças e
Vivo de saudades.
Reguei alguns sonhos,
Tantos outros partilhei,
Muitos nem nasceram,
Pela ausência do amor.
Não acumulei riquezas,
nem vivo na pobreza.
a viva me fez nobre.
Sou simples por natureza.
E daí se o namoro acabou? Se ele tem outra! Ou, se ela está em outra! Segue a vida. A vida contínua. Não se prenda ao que não reside mais no coração, no pensamento e não divide mais a casa e nem a vida. Nessa vida nada é permanente, nem eterno. Tudo é transitório. Inclusive nós. Mas, sempre é tempo de recomeçar. De re-amar e remar novamente. É preciso desapegar-se dessa ideia de que ele é insubstituível. Estamos sempre mudando. Mudando o pensamento. Os móveis. A roupa. O Carro. O emprego. Não se acomode, nem ceda a rotina, a mesmice, a tolice de viver uma vida mais ou menos. Não se é feliz por opção, mas por merecimento.
Ela não é tão dependente de você assim, como você pensa. Talvez, você seja e nem perceba. Talvez, ela só necessite ser ouvida, compreendida. Talvez, só necessite de um abraço. De um amigo íntimo. Talvez, ela só necessite de um cúmplice. De um amante moderno. Talvez, ela só necessite ter a quem confidenciar seus segredos, seus sonhos. Talvez, ela só necessite de alguém para compartilhar seus risos, planos e projetos. Você só quer ter para quem ligar, para onde voltar. Você só quer viver suas fantasias e aventuras. Você só quer se autoafirmar, dar prazer ao seu ego e enaltecer o seu orgulho.
Tem se verbalizado e viralizado tanto o verbo sofrer por ai. Mas, poucos tem a coragem de descer alguns degraus na euforia da vida, para viver essa louca e subversiva sensação de inexistência diante da dor com audácia e bravura.
Tanto quis não te desejar, não te querer e não te amar. Mas é para você que acabo voltando todas as noites. É com você que acabo sonhando. É você que faz parte de todas as minhas insônias e noites estreladas. É você que desvenda e decifra todas as minha confusões e afaga minhas solidões. É você que supre minhas carências e urgências e saudades mantém meu coração aquecido quando dos dias frios. É você que ampara meus medos e evita minhas fugas e desistências. É você que me traz a certeza da cama revirada e do amanhecer mais doce entre amantes.
O amor é assim. A gente bate, se machuca e dói. Então, dói mais um pouquinho, até que num belo dia você aprende a estacionar, balizar seus sentimentos com perfeição e maestria no lugar exato e na vaga certa.
Haveria braços e abraços, corpos entrelaçados. Haveria lembranças sendo enterradas, memórias sendo afagadas e saudades sendo saciadas. Teria sido a volta mais doce, o amor entre os amores, à volta por cima. O fim da rotina. Teria sido o recomeço sem vírgulas e nem pontos. Teria sido mais que prazer, mais que um amor entre quatro paredes. Teria sido mais que um acaso, mais que um reencontro. Mas , não passou de mais uma mera coincidência do destino.
Saudades de uma pessoinha. Saudades de ontem. Saudades do que ainda não vivi. Saudades do presente porvir. Saudades do futuro por construir. Saudades do teu sorriso. Me perdi ao te ver sorrindo entre fotos. Seria Castigo? Não sei! Apenas sei que a saudade é maior que o silêncio e a distância que nos separam. Mas, optei por fazer-te livre para sorrir para o mundo. Talvez amanhã, não sei, semana que vem, daqui alguns anos o destino sorria uma vez entre sóis e una esse nó entre nós. És livre para amar. És livre para sonhar. És livre para ser feliz sem mim. Apenas saiba que vive em meus sonhos. És um pedaço do meu passado, parte do meu presente uma fração inteira do meu futuro.
No silêncio vazio da solidão dos nossos corpos, desnudos de qualquer moralidade e bons costumes, brincamos inocentemente de descobrir palavras . Uma delas é o ponto G. Nada mais me da prazer, do que fazer isso de vez em quando.
Acorda menina! A vida é assim. Ela te trás o amor por uma razão é tira por algum motivo. Há coisas na vida que é melhor não tentar entender, nem compreender, mas somente viver.
Quase sempre está em meus pensamentos. Quase sempre está no coração. Assim como, quase sempre esteve em minha vida.
No fundo sempre esperamos alguma coisa. Aliás, vivemos de esperas intermináveis, de coisas e pessoas e de tudo que ainda não vivemos.
É daí que nascem as decepções, as frustrações. Dos sonhos não realizados. Do quase deu certo. Quase!
É o telefone que não toca. A mensagem que não vem. O email que nunca chega. A porta que não se abrirá.
A ironia da vida e do amor é ter sempre
O mesmo fim. Histórias que se cruzam.
O fim vem antes, dos meios
E dos inícios. A gente morre lentamente
Com as chances desperdiçados,
Com os amores errados, com sonhos
Que se perdem, com os anos
Que se passam, com as ilusões e desilusões
Que se amontoam, sem que ninguém
Lave-as e as estenda nesse varal interior.
Você se apaixona pela vida, vive anos
A fio, mas vem um dia e, esse dia chega,
Em que ela te abandona, sem um último aceno
É uma viajem sem volta, só de ida. Se
Tivesse que te dar um conselho, diria:
Ame a vida, o amor e quem te ama,
como se fosse à primeira vez. Viva
A cada amanhecer e a cada pôr do sol,
Sem provas, nem contraprovas, nem
Porquês, ou deixas fatais. Somente
Viva! Porque muitas perguntas suas
Irão tocar o silêncio vazio e retornar
Sem demora, sem resposta.
Um dia desses. Desses qualquer, quem sabe a gente se reencontra e tenta de novo. Somente deixa rolar. E se tiver que passar. Que passe. Que se vá. Que seja feliz. E se ficar. Que fique. Simples assim.
Eu sei que pode ser que sim e pode ser que não. Mas, não custa tentar. Eu tento. Você tenta e tentamo-nos. Nessa tentação, quem sabe não de certo. O certo é que temos que dar uma chance. Abrir portas e janelas e deixar fluir. O que tiver de vir, virá. O que tiver de ir, irá. Mas que vá para não voltar, pois se voltar, nada, mas nada vai encontrar, senão, uma casa vazia. Diga que vai eu vou e nós vamos. Diz que sim?
Que o vento leve consigo tudo que te cansa e perturba. Tudo que te atrasa e te trava. Todas as lembranças indesejáveis e memórias desnecessárias.
A gente se perde um pouco mais todos os dias. Falando com pessoas erradas. Palavras sem sentido. Pensamentos fúteis. Atitudes incoerentes. Olhares indecentes e sonhos marcianos.
Ela é aquela garota que se irrita, grita e medita ao mesmo tempo. Ela é bipolar só isso! Aquela que tudo suporta e tudo supera. Aquela que faz o maior drama. Aquela que tudo reclama. Uma artista por natureza. Ela é aquela eterna palhaça, uma graça. Ela é aquela, capaz de se ferrar e perdoar. Sabe por quê? Dentro dela há um coração, bobo, puro e inocente, que é capaz de voltar a amar. Não. Ela, não é boba. Ela simplesmente acredita no amor.
