Lavínia Lins
"Não há lei que derrube a dor de um coração doído pela saudade de quem decidiu atravessar a porta, sem olhar para trás, sem deixar vestígio, sem rastro pelo caminho seguido...
Ah, coração insano!
Como podes fazer doer essa alma que te carrega sem reclames?
Como podes fazer tanto por quem nada mais faz por você?
Como podes não ver que somente a ti pertence a fórmula da alegria de viver?".
"O caos se instalou pouco a pouco, então, pouco a pouco será também o seu desmonte. Comece por você. Reveja seus erros. Faça melhor. Só por hoje. Um passo de cada vez...".
"Sentia-se só.
Ele havia ido embora.
Percebeu-se, finalmente, ali.
Percebeu sua própria companhia.
Nunca mais sentiu solidão...".
"Liberdade é poder dizer um 'sim' ou um 'não' sem medo, sem consciência pesada, sem me deixar para trás".
"A felicidade não é um lugar onde se chega; ela está no que se vive durante o caminho percorrido...".
Se você trabalha pelo bem e para o bem, não tem porque temer a curva. O caminho que vem levará você ao melhor destino...
"Viver não tem um grande sentido até que você encontre em si, nas outras pessoas, naquilo que você faz, no que você multiplica, divide, no que você aprende, ensina, pequenas incríveis razões de existir...".
"Quando os/as filhos/as entendem que o pai e a mãe não são perfeito e perfeita, livram-se da necessidade de serem também perfeitos/as".
A gente se perde numa dessas curvas que a vida dá, mas também se encontra, porque, ao voltar ao caminho, carrega o saldo da experiência que passou. Nunca somos como antes. Que bom!
Você descansa com os meus silêncios. Acha que des-cansei.
Eu lhe garanto: é no silêncio que mais trabalho.
Sou fruto dos extremos.
Da fusão, não sou meio termo.
Passeio entre a serenidade e a força;
entre o norte e o sul.
Sou ser medroso de ter medo.
Sou sede de água da vida.
Entre protetora e protegida, sossego minha alma na redenção.
Na solidão da noite,
enquanto você não vem,
é com a lua que eu danço,
é ela que me abraça
num colo-abrigo, a amenizar
a saudade que o teu sorriso deixou.
Paixão é oportunidade.
Amor é oportunização.
Enquanto um acontece,
o outro, é opção...
... opção porque demanda doação. Um querer doar-se. Um entender o porquê de fazê-lo.
O amor é coisa construída, trabalhada, conquistada. Por isso não foge, não escorre tão fácil pelas mãos.
É um consertar, ao menos tentar, antes do descarte.
É abdicação.
Não é um deixar fazer o que for. É um fazer consciente; uma espera limitada ao que se espera de quem também doa o coração...
Se você, assim como eu, é uma pessoa que adora pegar o papel e a caneta para traçar roteiros, metas, objetivos... e mais: fazendo uso de datas, quase que de forma (na sua compreensão) mediúnica, bem-vindo/a, este post é para você. A verdade é que, numa curva ou noutra, somos pegos/as de surpresa, à queima-roupa. Por vezes, desnudos/as - de respostas, soluções e, até, fôlego. Em dias assim, o que fazer? O inevitável "por que?". A indignação. A raiva. A tristeza. O cansaço. A taquicardia. O choro. O sono pesado. A resiliência. A crença no "não existe acaso... se é assim, algo maior está por trás disso". Mais um dia. E outro. E outro. Não necessariamente (ou sim) nessa ordem, a gente é forçado/a a lembrar que a vida é esse rio louco, que enche e esvazia de uma hora para a outra. Que é serenamente corrente, correntemente sereno, e exige de nós mais fé do que força (e não estou falando exatamente de religião). Mais calma que razão. Mais compreensão com a gente mesmo/a. Porque, tenho que lhe dizer: se você não respirar bem fundo, não abraçar a si mesmo/a, e não acolher a sua própria dor, não vai dar. Não vai dar mesmo. Então, para o que não foi planejado, eu lhe digo, em abraço e verdade: acolha-se, perdoe-se e fique bem. Tente o que der, como der e enquanto der. Pelo caminho, você vai encontrando as soluções. Ou, ao menos, os porquês.
Nossa honestidade não é medida apenas por meio de grandes testes. É no dia a dia, na transparência das pequenas atitudes, seja na presença ou na ausência de testemunhas. Está com a gente, na hora em que a gente dorme, embaixo do travesseiro da nossa (in)consciência...
Amar é...
não ter medo de dizer que ama,
não precisar esconder que ama,
não arrumar desculpas para não amar.
É entregar-se e não se sentir metade por isso.
É ser inteiro, mesmo ao se doar.
