Hermes Fernandes

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Se a imagem te faz refém, a imaginação te leva além.

Inserida por HermesFernandes

Seguir o evangelho não é uma questão de responder corretamente a uma pergunta do tipo "sim" ou "não". Não significa ter que gabaritar o questionário celestial. O que realmente conta não é ter a mesma opinião de outros quanto a certas questões morais, e sim, o ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

Inserida por HermesFernandes

A imaginação é para o futuro o que a memória é para o passado.

Inserida por HermesFernandes

A memória decora respostas, a imaginação inventa as perguntas.

Inserida por HermesFernandes

O que para um navio é um naufrágio, para o submarino é apenas um procedimento de rotina.

Inserida por HermesFernandes

Deus não é homofóbico, Ele é claustrofóbico. Ele não suporta ficar aprisionado em mentes estreitas.

Onde sobeja certezas sobra pouco espaço para surpresas.

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Gerações futuras rirão quando souberem o que nos escandalizava e lamentarão quando souberem com o que consentíamos.

Inserida por HermesFernandes

Um dos indícios de que estamos nos tornando pessoas melhores é não nos acharmos melhores que ninguém.

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Sulamita Tropical

O sol resplandeceu na sua pele
Dourando os pelos dos seus braços
Não há mais nada que tanto anele
Perdido e achado em seus abraços

Seus olhos são castanhos como o mel
O seu sorriso o mais belo
Se insinuando por trás deste véu
Sinto-me rei em seu castelo
Você é como um lírio entre espinhos
Me entrego ao delírio em seus carinhos
Você é colírio pra minha vista
Sua ausência é martírio, não resista
Não desista de mim

Inserida por HermesFernandes

Plágio

O que custou tão caro para se erguer
Pode cair num só instante
Se qualquer coisa pode acontecer
Pra que ceder a um rompante?

Eu sei tudo nesta vida é frágil
Quem não tá sujeito a um naufrágio?
Pra quê insistir viver um plágio
Só se vive uma vez...

Paixões corrompem nosso coração
Nos cegam e nos enlouquecem
O amor nos traz de volta a razão
Seus frutos são que permanecem

Melhor é fazer valer a pena...
E assim, o gigante se apequena
Que a vida seja autêntica e plena...
Só se vive uma vez...

Inserida por HermesFernandes

Parábola do Sol e da Lua

Num belo crepúsculo, o sol viu ao longe a lua, e mesmo distante, tentou abordá-la.
- Olá, lua! Você me parece tão triste. Acho que já lhe vi mais radiante um dia.
- É que estou naquela fase em que só aparece uma parte de mim. Estou minguante. Você me conheceu quando estava crescente. Precisava ter me visto em todo o meu esplendor, quando me tornei cheia e plena.
- Acho que posso lhe ajudar.
- Como poderia? Você é o sol! Olhe para si. Tão cheio de vida. Radiante. Sem jamais minguar.
- Deixe-me oferecer minha companhia – suplicou o sol.
- Eu adoraria. Mas já tenho companhia. Estou cercada de estrelas.
- Mas elas parecem tão distantes, indiferentes. Deixe-me oferecer-lhe um pouco da minha alegria.
- Se você vier, eu as perderei. Apesar de estarem tão distantes, foram elas que me ofereceram companhia por uma longa e fria noite. Não seria justo que eu as abandonasse agora.
- Então, deixe-me acompanhá-la por uma única noite. Quero encher sua noite de luz. Oferecer-lhe meus raios. Iluminar toda a sua superfície.
- Sinto-me tentada a aceitar sua proposta. Só não posso garantir que serei sua companheira para sempre.
- Combinado. Sairei ao seu encontro e iluminarei a sua vida. Você não precisa abrir mão de nem uma estrela sequer, nem mesmo de cometas e estrelas cadentes. O sol, então, deixou o céu matutino e embrenhou-se pelo céu noturno, provocando uma espécie de eclipse ao inverso. A ordem natural foi subvertida. Em vez de a lua invadir o dia, e assim, ofuscar o brilho do sol, foi o sol que invadiu a noite e praticamente incendiou a lua.
Nunca se viu a lua brilhando tanto. Por uma noite, ela experimentou todo o esplendor do astro rei. Tudo teria sido perfeito caso não houvesse observado que a chegada inusitada do sol fez desaparecer de uma vez todas as estrelas. A lua, então, experimentou uma sensação jamais sentida. Um misto de felicidade e tristeza, de euforia e melancolia. Se fosse possível, desfrutaria da companhia do sol e das estrelas ao mesmo tempo. Mas isso seria inalcançável. O brilho do sol era tão grande, mas tão grande, que não sobrava espaço para nenhum outro astro. A lua não teve alternativa, senão abrir mão daquele sonho. Mesmo sabendo da saudade que a consumiria, preferiu manter-se leal às estrelas que por tanto tempo ofereceu-lhe companhia sem cobrar-lhe nada.

Como poderíamos pregar para quem não nos dispuséssemos a acolher? E como acolher a quem não amássemos pra valer? E como amar a quem não dispuséssemos a servir? E como servir a quem insistíssemos em discriminar?

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Sempre me perguntei: por que Cristo nos ensina a amar ao próximo e não ao distante, ao semelhante e não ao diferente? Até que um dia me dei conta de que o amor encurta distâncias e revela semelhanças.

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As mesmas lagartas que hoje devoram as folhas, amanhã polinizarão as flores.

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Se Ele é o único Caminho, espero ser uma via de acesso, não uma cancela. Se Ele é o Rio da Vida, espero ser um afluente, não uma represa.

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A lei revelou a hemorragia. A graça a estancou. Mas é o amor que vai curar nossa anemia.

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Como devemos imitar a Cristo? Vivendo de maneira absolutamente autêntica.

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Flagrante - Terminado em 14/10/2015

O que se foi, passou
Se for pra ser, será
O que teria sido,
quem dera nem lembrar
O que não se esperava,
chegou sem avisar
E quanto ao que viria,
Aonde foi parar?

Entre tantas camadas
Que o tempo acumula
Questões já superadas
Que a saudade reformula
Perdida foi a chance
que não se aproveitou
Está fora do alcance
O que se escapou

O presente é um flagrante
Que dispensa o inquérito
O passado um fugitivo
Não se sabe bem o mérito
O futuro é um aspirante
Da história é prosélito
Vem com todo seu rompante
logo, logo é pretérito

O presente é onde piso
Onde finco as pegadas
O passado é o paraíso
No início da jornada
O futuro é onde o riso
Se transforma em gargalhada
Tudo quanto eu preciso
Vem ao longo da estrada

Não é sorte, nem carimbo
talento ou mesmo mérito
Só depende da resposta
Que a gente dá à vida
Pior que a morte é o limbo
do futuro do pretérito
Mas vale ser aposta
Que promessa esquecida

O presente é um corte
Incisivo de navalha
O passado é cicatriz
Feita em campo de batalha
O futuro é um bote
Num navio que encalha
O futuro é meu norte
Esperança nunca falha
Quem for sábio não se importe
Vem descalço, sem sandália

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PAI E PÃO NOSSOS

Pai nosso que está no céu, porém, sempre acessível a todos que o buscam. Que seu nome jamais seja profanado por aqueles que dizem representá-lo.

Que o seu reino nos encontre onde quer que estejamos, e que sua vontade prevaleça sobre nossos projetos pessoais.

Que a terra seja uma extensão do céu, lugar onde a justiça e o amor andem de mãos dadas.

Que o pão que nos for dado cotidianamente seja compartilhado com os demais em vez de ser guardado para o dia seguinte. Que o acúmulo de bens seja considerado o cúmulo do egoísmo, enquanto sua distribuição generosa desperte em nós a esperança de dias melhores.

Que o perdão que nos foi graciosamente concedido, seja prodigamente estendido aos demais. Que assim como fomos perdoados, possamos igualmente perdoar, sem exigir reparação. E que jamais nos aproveitemos da dívida alheia para chantagear ou tirar proveito em benefício próprio.

Não nos deixe cair na tentação de achar que somos o centro do universo, merecedores de atenção especial, agindo como se o mundo nos devesse alguma coisa. Nem nos permita ser tentação aos outros, a fim de expor sua fraqueza, e assim, justificar a nossa.

Livra-nos do mal, principalmente, daquele que possamos fazer ao próximo, mesmo que isso nos traga alguma vantagem.

Que jamais nos esqueçamos de que o Pai é nosso, e não de uns ou de outros; mas o reino é dele, e por isso, admite nele quem ele quiser, sem ter que dar satisfação a ninguém. Seu reino é infinitamente maior do que o perímetro que nossa espiritualidade egoísta nos permite ver. O pão é nosso, mas o poder de concedê-lo pertence a ele. Se este poder nunca cessa, sua provisão também jamais faltará. Que desculpa teríamos para acumular em vez de repartir? Que justificativa haveria para a nossa ganância e cobiça? A dívida perdoada era nossa, e nada fizemos para merecer seu perdão. Os méritos são dele. Logo, a glória deve ser atribuída inteiramente a quem de direito. Dele foi a iniciativa, e a ele caberá a finalização. Ele é o início e o fim. A nós, seus filhos, cabe a alegria de sermos o meio, o canal através do qual sua superabundante graça alcance também os demais.

Se o Pai, o pão e o perdão são nossos, então, somos todos irmãos.

Que assim seja.

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Que nenhum dos mil que caírem
ao meu lado, nem dos dez mil que
caírem à minha direita tenha sido
derrubado por mim.

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A santificação é o processo pelo qual Deus protege o mundo à nossa volta da maldade que nos habita.

Ame até que se esgotem suas forças. Siga amando até que elas se renovem.

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Pazes - 09/12/2015

Que muro é tão alto que o amor não possa escalar?
Que abismo profundo o amor não pode sondar?
Que horizonte tão vasto o amor não pode abraçar?
Que lugar é tão longe que o amor não possa chegar?
Se céu e terra fizeram as pazes por amor,
quais fronteiras seremos capazes de transpor?
Só o amor pode se dar completamente
Como esperar algo em troca, se ele é presente?
Só o amor pra se gastar por toda gente
Frutos virão se ele for nossa semente

Inserida por HermesFernandes

Um dos atributos divinos é a Onipresença. Ele não apenas está em todos os lugares, mas também em todos os tempos. Conclui-se, daí, que nenhum lugar por onde Ele tenha passado historicamente ficou vazio. Ele eternizou cada momento. Logo, nem a Manjedoura, tão pouco a Cruz, ficaram vazias. Somente Seu túmulo ficou vazio, pois Sua morte privou-nos de Sua presença por um tempo. Sua ausência foi o mais baixo degrau de Sua kenósis, para que logo em seguida voltasse encher todas as coisas.

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