Giovane Silva Santos
A não luta contra a natureza humana
Parece simples o rumo.
De como as gerações precisam seguir.
Como colocar no prumo.
Um povo que não quer seguir.
Sabe se desde a criação.
A desobediência do caráter orgulhoso.
A natureza do homem é mau.
Então entende se que o social é desarmonioso.
A luta contra a natureza humana.
Nas esferas espirituais.
Subtende se uma entrega.
O que a palavra prega.
Mas é mesmo assim esse mundão de meu Deus.
Ainda não é eternidade.
Embora o juízo profere um paraíso.
Antes e depois.
Por enquanto.
Viajando.
Carroça a frente dos bois.
Nesse emaranhado está a multidão.
Estão eu e você, os dois.
A terra é rebelde.
Ninguém sabe se o céu é perto ou longe.
O segredo misterioso se esconde.
Enquanto isso me escondo e nem sei onde.
Meus irmãos estão nas ruas jogados.
Meus irmãos estão nos palácios.
Precisa de advogados.
Pois é sabido que se precisa defesa.
Para ambos os lados.
Um pela carência e outro fartura da vaidade.
Ninguém sabe quem atrairá os olhos da liberdade
Giovane Silva Santos
Máquina imperfeita
Estrada estreita.
Onde anda a máquina imperfeita.
O homem.
Criatura rarefeita.
Cadeia de um processo.
Onde estamos inseridos.
Cada dia retrocesso.
Por olhar nossos umbigos.
E eu.
Eu coitado.
Não me canso de repetir.
Por mais que o amor venho emergir.
O que Cristo sentiu por mim.
Sou um medonho covarde.
Nega o espirito.
Abraça a carne.
Vanglória do orgulho.
Mundo cheio de bagulho.
Eu até queria.
Ser uma espécie de magia.
Alegria.
Nostalgia.
Mas o fato que a sensatez é cara.
A real é coisa rara.
Cada uma com sua razão.
Mas a direção.
Caminhão.
Multidão.
Contramão.
Giovane Silva Santos
Submundo espiritual
Ao que habito.
Morar nesse recinto.
Ao público engano.
Mas a mim não minto.
Meio que marginal.
Esse mundo social.
Um mundo de engano.
Capitalismo capital.
É frenesi.
Difícil assumi.
A que e quem pertence.
Todos moram ali.
O dinheiro.
A barganha.
Amantes passageiros.
Muitos sem vergonha.
Sou eu que não erro.
Sou eu que não peco.
Sou homem de ferro.
Nada peço.
Submundo espiritual.
A verdade letal.
Aqui na terra é morada.
Dessa multidão carnal.
Giovane Silva Santos
Aos amantes de sentimentos inertes
Superficial.
Também real.
Amantes enamorados.
Paixão letal.
Amo beijar tua boca.
Sentir teu cheiro é minha razão.
Ouvir seu sussurro.
Tocar na sua leve mão.
Viajar nas tuas curvas.
Flertar minhas pálpebras turvas.
Eu bobinho e xonado.
Quero sempre estar ao teu lado.
O barulho da razão me faço alma surda.
Quero teu calor.
Teu amor.
Teus lábios.
Pago todo salário.
Mas não vivo sem você.
Mato e morro por ti.
Quero 24 horas pertim.
Assim.
Não olhas para lado.
Não aceito flertes.
Aos amantes de sentimentos inertes.
Giovane Silva Santos
Abismo
Entrei em um abismo sem fim, foi assim que percebi, depois dos quarenta, sou eu, um museu de quase noventa, anos e anos se acumularam, viajei no tempo, fiz um acampamento e retornei, lá em frente percebi, quando quase morri, de fato e verdade, quando um dia adoeci, morri, mas algo viveu em mim, pra dizer que continuo soterrado, nesse mundo embriagado, pela natureza do pecado, daí me lembro, das promessas de um livro, de um paraíso, de uma eternidade, onde terá uma comunidade longe dessa podridão, mas sou confesso réu, talvez não tenha habilitação para o céu, não tenho onde esconder, toda poeira que fiz crescer, ora se não tenho no peito o amor, peço então por favor, por mais que minha vida seja triste paródia, apelo pela misericórdia, se eu for contemplado, talvez vença o pecado, nessa prosa tipo poesia, estou eu com achismo, mas queria mesmo é fugir do abismo, porém somos moradores desta terra de horrores onde impera o satanismo, me perdoe, não sou eu que digo, a própria bíblia fala que a terra és do maligno.
Giovane Silva Santos
O paladar viola a lei
Sentidos aguçados.
Experimento repentino.
Perde se essência de menino.
Adentra se aos pecados.
Um faro mortal.
Um olhar anormal.
Ouvindo a violência.
Caminhando na tendência.
Pagar penitência.
Pelo paladar imoral.
O paladar viola a lei.
Provar do que se ofende.
De muito que nem sei.
Do mau que a natureza tende.
Foi um gosto que me dei.
Somos nós nessa trilha sonora.
Tá certo que muitos sejam canonizados.
Nesta busca de outrora.
Santos perdoados.
Mas a multidão está sucumbida.
Nessa estrada da vida.
Do gosto pelo pejorativo.
Mesmo que faça curativo.
O cheiro sanguinário emerge.
Os anjos a peleje.
A essência humana é projeto morto.
A vida é dita pela paladar do homem torto.
Giovane Silva Santos
O erro é imponente
Sim, o erro é imponente, se intromete, se repete, mora na vida da gente, parece nunca ter consideração, associa com enganoso coração e atira a flecha como raios na emoção, desqualifica o caboclo, faz lembrar dele louco e dita a regra de satanás, este aproveita da natureza da carne, junto com arcanjos elabora arranjos e desnutri a fé, faz o homem, identificar se como profano, rebelde e fugaz, desobediente e inconveniente, indiferente com os textos de conselhos serenos, e eu meio que imprudente, também sou, pertenço e gero o erro, virando pedra de tropeço. Na verdade gostaria de ver as janelas do céu abrir sem medidas, mas minha fraqueza, sucumbi a beleza da eterna vida, me apresenta as chamas ardentes, na mente, no colo, na sombra, na alma, o calor infernal, como prêmio da vitória do mau de cada atitude, reconheço tão incapaz sou, nem sei por que estou de pé, ou não, vivo prostrado por não viver a fé.
Giovane Silva Santos
Batendo na tecla da desarmonia
A predominante característica, a vida intrigante, do jovem sonhador, do modesto pensador de atitude errante, não pela violência da intenção, não pela inocência da emoção, não, não é, é um rebento feroz, de uma fraqueza atroz, quando o pecado dita e ganha voz, humano, segundo plano, nós, também acho que não, de onde vem a natureza do tal, herança genética, maldição fatal, macumba, inveja, feitiçaria, oh, prantos oceânicos, será que não houve perdão, está condenado esta constelação, eu, o povo, a nação, nem posso fazer essa referência, que eu pague minha penitência e seja dada a liberdade de defesa ao meu semelhante, já que estou radiante, em um elo com fracasso, esse desgraçado sempre vence, enfim, esse mundo escuro assim, me atrai sim, não sou santo, porém nem bobim, eu tenho mesmo que confessar, revelar em mim, pela súplica e invocação, estou nos braços da misericórdia, da compaixão, pois não entendo porque todo dia, vivo batendo na tecla da desarmonia.
Giovane Silva Santos
O inferno é real
Foi quando nasci, não percebi, desde o primeiro gole de pinga, embriagado na estupidez, ali, dali já funcionava uma premissa, como se enganar na missa, parece que a palavra que diz, a natureza do homem é mau, encarnou em mim, um destino letal, titubeando pelas cadeias da adolescência, com o caráter prisioneiro, sem imaginar o que viria, o inferno traiçoeiro, por volta dos trinta, mas já havia rabisco da tinta, que eu não minta, um fogo ardente, um labirinto, a mente quente, emaranhada, alma estranha, uma cobrança, uma vergonha, uma dor, dor, dor, morri todos os dias por mais de 15 anos, por momentos vi trégua, algumas promessas de engano, quem foi, quem são, porque assim, nem pude redimir, era eu, apossado de toda culpa, a ganância, a ambição, a inveja, o ladrão, o orgulhoso, mentiroso, enganoso coração, se merecia perdão, acho que não, porque satanás apossou, se houve vida, ceifou, não é pessimismo, ingratidão, insensatez e frieza, mas o fruto de minha fraqueza, morri, padeci, nunca vi coisa igual, o inferno é real.
Giovane Silva Santos
Quando eu perco pra mim
A sociedade culpa a desestruturação das mentes em acumular cultura inútil, é mesmo assim, a quem possa redimir, eu me enquadro no cartel destronado, a covardia, o medo, o desconforto do desconhecido, a carência dos conceitos necessários, o recuo perante a imensidão infinita, resumo em alimentar uma pobre marmita, da ignorância, do desânimo, cada dia se formaliza um processo, arranjos mil, mas eu, um povo do retrocesso, não sei, nunca tentei e nunca saberei, o sabor da luta, o valente da labuta, a que status e altura, pois o povo, eu, bem sei cavar a sepultura.
Não queria depreciar a auto estima, trazer lamentações e murmuras, apresentar amarguras, não sou advogado dos problemas, não tenho pacto com a morte embora cheira forte e nem admiro o fogo ardente, Deus disse ter feito o homem um pouco menor e ele capaz de governar o mundo, mas os dedos são diferentes, o destino fez concepção de gente, a maneira singular, pobre e vulgar da fraqueza se apresentar, o homem assim, sou triste quando perco pra mim.
Giovane Silva Santos
Desde a minha juventude venho caducando e a quem repare sou banguelo, aí que o amor não é capaz de suportar minhas mãos trêmulas e a visão turva, valemos então pelo encanto na ilusão ao qual transparece todo engano do caráter e nós donos desse fracasso para que não morramos agora vamos viver no delirio entre a verdade e a mentira que cada coração pertence.
Giovane Silva Santos
Lembra daquele dia que nos conhecemos, eu acamado e flertando cadeiras de rodas, sem cabelos é verdade, meus dentes artificiais e foi naquela penúria que fui entender um dicionário cruel de amor, de mel e fel, de fantasia e ilusão e o que é real, as palavras, as mentiras que você dizia quando me colocou no asilo e diante dessa nova escola o ontem voltei e percebi que anseio o paraíso, a compreensão e o abrigo das minhas asas precisa ser observado e analisado o que posso oferecer, oh sou tão pobre diante da riqueza do perceber.
Giovane Silva Santos
A democracia intransigente
No país onde moro, nas ruas ponde onde ando, a tal liberdade, a livre expressão, opa, lá vem o ladrão, armando alçapão, aprisionando nossos passos, atando as mãos com noz rudimentares, e as vozes, mesmo nos lares, cale se, disfarçadamente a DEMOCRACIA INTRANSIGENTE, que o povo luta e briga pela não ditadura, mas se cria uma armadura através de um véo, trajes da ignorância, está na esquina, está embaixo, está em cima, todo ciclo social, minha namorada exigente, aquele professora grossa, aquele amigo incoerente, isto meus caros sem ter nenhuma patente, basta ser, viver, estar entre gente, circunstâncias e aflições, angústias e considerações, a tal liberdade voa como condor, em um laço açoitador, parece infinito, mas é cada grito, está dito, cada peito conhece sua dor.
Giovane Silva Santos
A mente intransigente vive armada
Ela é violenta, é sim, causa angústia e causa aflição, ameaça à liberdade, é um disfarce de maldade, é uma coação, nos sertões, nos vilarejos, nas metrópoles e nas redes disponíveis, se teu grito incomodar, o poste para de brilhar, e na escuridão que só o poder possui lanterna, vem a opressão, se a mãe, o pai, o irmão, o amigo, o coleguinha da escola, estes não se apartarem da truculência, a mente ignorante, o canal da intransigência, em que a sociedade proibi pronunciar, a justiça, a liberdade quer passar, aquela professora sedenta de sonhos, o operário que tenta emergir, uma porção, uma canção de um poeta, uma classe que busca e pede, e também sacia, tornar a fornada da vida macia, aos pleitos da luta e da busca, da partilha e do doar, oh céus que eu enxergue esse Deus em todo lugar, pois aqui um povo, nação fadada, pois a mente intransigente vive armada.
Giovane Silva Santos
O dia que não queria
Sabe aquele dia, nada poderia, nem céu nem inferno, nem biquíni e nem terno, nem terra e nem ar, jamais sozinho, infeliz ao par, não quero ganhar e nem doar, talvez uma aquarela de cores invisíveis, viajar nos porões mais escuros e incríveis, não tenho medo e nem coragem, nem sincero e jamais trairagem, rios de fogo e vulcões de água, tempestade de flores e terremotos de isopores, leve como os lados da balança, convidar o inimigo para dança, na valsa mais suave, aquele ser detestável dar te um beijo, ah gente deixa eu falar, espera não quero parar, ainda não mantei a morte, porque sou um sujeito de sorte, pois a vida disse pra morte, essa vida tem que viver, experimentar o que não viu e aprender a existir, pois os conflitos existem, esconder é um castigo, no entanto entendi e diria que apenas seria viver um dia que não queria, parece que foi hoje, tomara que não seja outro dia.
Giovane Silva Santos
O suco da coragem e do medo
É verdade, os sentimentos, os pensamentos, as emoções pertencem a variações de acúmulos, de situações, nas estações, nas ocasiões, no engano dos corações, como deleite no pomar maravilhoso, frutas coloridas, frondosas e bonitas, algumas azedas, pegajosas e suculentas, é isso, é claro, seu suco, produto raro, é o resultado da massa, seu líquido extravasa, e a mente, o coração ardente, o fluxo da nostalgia, a brisa e o vulcão que permeia, gerando uma teia, onde tudo se faz, quando vou avante, quando recuo adiante, quando alimento a perseverança, quando nego uma simples dança, magoar, reprimir, exigir, ferir e também amar, negar se, ceder, recolher, enfim, precisa se entender, confiar, sutilmente aderir e as vezes vencer, em toda partilha de enredo está o suco da coragem e do medo.
Giovane Silva Santos
O retrato de cada conduta
O que produzimos, fazemos, de como agimos, de como resolvemos nossos dilemas, é reflexo, meio que complexo e difícil narrar, pois entende se que o julgar seja desproporcional, cada berço anjinhos, alguns do bem e outros do mal, de onde vem essa verdade feroz, quando as verdades ganha voz e precisa se remediar, a faculdade está aberta, a profissão é incerta, quando a prisão vem a vibrar, aquele sujeito astuto, muito inteligente, aquele outro maluco meio inconsequente, foi meu papai e mamãe gostavam mais da perversão, o meu era exemplo, nunca faltou sustento, ora, ora, meu pai era relento, bem, bem sei eu que essa vida é uma encruzilhada, o destino é uma navalha, reprime a contramão, embora exista outra questão, mudança, perdão, é vida, correta, reta, esperta, ou caduca, maluca, está sobre nós o retrato de cada conduta.
Giovane Silva Santos
O Toque
Um toque do tempo, a viagem mais sublime da emoção, onde se cria raiz o coração, por Anas, Joanas, Jaquelina, Janaína, tantas mais outras, onde a sensibilidade fascina, como cada homem queria, a valente mulher como suave pena de uma donzela, de onde se espera o beijo mais doce, é claro, o giro, tirar o grilo, sob espada da mudança, mas quem percebe, pois a borboleta passa fazendo um estrondoso barulho, com uma ventania desigual, é verdade, é que o silêncio sútil, de quem sentiu, de quem viu, essa doce magia, como um acalento severo das mãos masculinas, atingindo o suor daquela menina, és tu aquela que desatina, faz da borboleta vulcão, confunde os sentidos e da vida ao coração, que a mente não se engane pelo equilíbrio dessa porção.
Giovane Silva Santos
Um dia de delírio
Hoje vou me permitir, dizendo, ou melhor, escrevendo, uma prosa poética, concreta e não sintética, uma chance, oportunidade, mudança, construção, uma viagem no amor, minha doce e violenta fantasia, o que diria a razão, não sei, se um dia acertei ou errei, mas nessa narração eu vou me corromper, desafiando a lei do equilíbrio, vou perder a sanidade e me deleitar nos teus braços, no conforto da pluma sonhadora, do encanto mais saudoso de uma doutora, formada pela sensibilidade da entrega, da paixão, deixando rasgar o doloroso coração, um dia de delírio, eu nos teus beijos, na tua vida, na tua história, na fotografia, na tua memória, oh nesse jardim ai de brotar o aroma mais puro, pois tua minha amada é a flor escolhida, preferida, meu porto seguro.
Giovane Silva Santos
