Edna Frigato
Há dias em que volto ao meu estado fetal: quero apenas ficar encolhidinha no escuro tranqüilo desse útero acolhedor e protetor.
Teus lindos olhos desafiam minha imaginação, como cruzar esse oceano de mistérios, nessas ondas e torrentes de paixão.
Quando dois corpos tatuados de estrelas se encontram sob o luar, se dissolve nos sussurros a barreira intransponível do idioma.
Quero-te como meu verso raro, minha poesia liricamente imaculada, concebida no mais puro e sacro ritual do amor e do desejo.
Penso que sorrisos são flores, e a felicidade beija-flor e borboleta. Enfeite-se com flores e eles aparecem.
Trago-o inevitavelmente tatuado no corpo, na alma e no coração, pois a ti já pertencia muito antes de te conhecer.
Uma mulher de verdade sabe ser criança na alma, adulta na mente, feminina nos gestos e irresistível na cama.
No triângulo excitante das minhas coxas, tua geografia perde o norte, o rumo, o prumo, quando o manto negro da noite vem camuflar a luz do dia.
Eu ainda não tinha me dado conta do iminente amor que ele estava a me despertar, mas era tão claro e evidente que todos enxergavam em mim.
