Edna Frigato
No pergaminho do tempo, está guardado o segredo da maçã, o elo indissolúvel entre o sagrado e o profano.
Qual o mistério dos teus lábios dionisíacos, que me entorpecem, quando subitamente toca os meus, e num murmúrio de vagos segredos, me deixa embriagada sem vinho?
Ainda não me beijaste bem sei. Sei também que ao beijar-me, todos os outros serão apenas, pó de sentimentos que não brotaram.
Não quero apenas conjugar o verbo amar. Quero senti-lo até a fratura exposta do seu significado mais íntimo.
O coração funciona melhor quando guardamos coisas boas dentro dele. Amarguras, rancor, ódio e afins, enferrujam o coração.
Inconsciente querer
Amor é como uma tempestade inesperada
de líricos sonhos,
um raio súbito riscando teu céu poético,
um estrondoso trovão de versos,
que você só ouve quando já aconteceu
Quando você se dá conta, já estás no meio
da tempestade sem se quer ter tido tempo,
de perguntar-se: Será que eu quero?
Teu coração responde antes.
(Edna Frigato)
Há um encanto que sintoniza nossos corações sempre que estamos juntos, e faz com que nos mantenhamos unidos, mesmo quando distantes.
Não quero a letárgica restrição dos que não sentem, quero o amor à flor da pele, exalando por todos os meus poros.
Não diga nada apenas me toque, e deixe que tuas mãos desenhem sobre minha pele, as palavras de amor que estão a brilhar em teu olhar.
Tu me cativas de forma tão intensa e cúmplice, que nada me resta a não ser obedecer aos desígnios do meu coração e seguir pela eternidade te amando.
O choque frio entre a realidade e meus sonhos nunca me matou, apenas derruba-me as folhas, e permaneço assim, até que a próxima primavera chegue.
Na urgência dos meus desejos mais profanos, deixo marcas lascivas por todo teu corpo: Oráculo do meu prazer.
