Edna Frigato
O corpo de uma mulher é como um instrumento musical, delicado, imprevisível, desconhecido e sutil. A vibração que ele emite, vai depender de quem o toca.
Um turbilhão de sentimentos contraditórios e nefastos estão em ebulição em meu coração, correndo em minhas veias, maculando minha alma.
Como se tivessem vida própria tuas palavras me tocam, arrepiam-me, me arranham, me excitam, e arrancam de minha boca os mais licenciosos gemidos.
Prefiro o encanto exuberante das paixões avassaladoras, que como tempestades em alto mar sacodem violentamente as velas dos navios, ao marasmo de um coração calmo e vazio.
Não adianta nadar contra a correnteza, chega uma hora em que você perde as forças, e se entrega a fúria do mar.
Toca-me e tira do meu corpo os sons que afinam nosso amor, que dão o tom do teu prazer, do meu prazer.
Adoro quando nossos lábios se encontram, e os teus maliciosamente sussurram teu desejo em minha boca.
Ela é sensível, intensa, tem o desejo à flor da pele. Ele ousado, apaixonado, sente sua pele em chamas, e ardentemente a ama.
Quando as palavras são incapazes de traduzir meus sentimentos, calo-me e deixo que o silêncio fale por mim.
Um nos braços do outro, tão juntos que se transpassam, se fundem num corpo só, se perdem na essência um do outro, e num átimo se descobrem no céu, antes do gemido final.
