Edgar Fonseca
O mundo sente-se coroado pelas chamas das guerras que invadem a vida dos homens e mulheres deste planeta, mas, nenhum ser se consegue lembrar que as guerras podem terminar se deixarem de parte a ganância.
Não devemos normalizar a guerra, pois, ela não é apenas um mal que destrói o planeta e os seres que nele habitam, ela é também o inferno que dilacera a felicidade dos homens e mulheres que passam pelo mundo.
Negociar a paz em uma mesa onde alguns pensam em ganhar dinheiro às custas do sofrimento de outrem é como jogar sal ao mar com intuito de tornar a água ainda mais salgada.
Por melhor que sejamos nunca seremos suficientemente capazes de obter reconhecimento aos olhos dos humanos.
Há dias que a nossa história de vida se parece com um nevão, mas, nem por isso devemos desistir da nossa curta caminhada pelo mundo.
Com o tempo aprendemos que viver não é apenas um ritual é antes um aprendizado constante que só acaba com a morte do nosso corpo.
Somos seres ocasionalmente divinos, que acreditam que o nosso tempo no mundo é limitado sem que nunca alguém tenha confirmado.
Devemos aprender a fazer do nosso pensamento prata e das nossas palavras ouro e somente assim, mundo viverá em paz.
A política não se compadece com previsões de desenvolvimento ilusórios, pois, ou o povo vive próspero ou povo morre desgraçado.
Uma política mal gizada é igual a um povo sem rumo, caminha em direção a prosperidade e vive desolado pelo desespero.
Não tenho chão por onde pisar ... Tenho amor por que viver e sentido por realizar sobre a vida, mas, puro não sou ... apenas sou um homem errante perante a minha imperfeição.
Sinto-me um vapor fora do escape da vida ... Como uma lápide fora da minha sepultura não vivo entre os mortos, sou apenas aquele de cuja vida se fala estando vivo feito cadáver.
A ausência não reflecte a ilusão da dor de não poder te amar ... Sinto em mim um vazio quando penso em não poder estar ao teu lado, não sei se vivo em ti, mas, sei que tu vives em mim.
Sinto a dor de não poder te proteger a cada silêncio vertido pela tua mente, com lágrimas nos olhos temo não ser capaz de te fazer sorrir em meio a tanta turbulência ... Mas, quero que saibas, que viverei sempre em ti enquanto poder.
Perdido nos passos longínquos da vida ... tornei-me teu em dia de Maio, não sei porquê, apenas sei que te amar foi meu Alimento enquanto respirei pelo sopro da vida.
Meu corpo deixa-se consumir pelo além, já não me sinto peregrino da vida ... Mas, minha mente pertence a mais linda mulher que um dia conheci ... Porém, sou teu pássaro enjaulado no teu coração que vibra alegre há cada dia que ouço a canção lendária da tua voz.
Existem tons de cinza que reflectem a silhueta de uma mulher ... a majestade e a candura da mais bela arte Divina que é a nossa mulher e parceira da vida e para vida.
Sinto o cheiro da mulher que amo ... Tal orquídea embriagante que me endoidece a cada noite e me renova a cada dia em lhe sinto em meus braços e lha encho de carinho e de ternura.
Te amar não é apenas um privilégio ... É uma honra quase divina ... Pois, tens em ti e no azul dos teus lindos olhos a extensão do céu e nos teus lábios macios a doçura e a candura do nascer do sol.
