Edgar Fonseca
Há silêncio que me traz o tom da tua voz e me deixa embalado na expressa saudade que me ocupada e sobre a força da melodia do teu sussurro no meu ouvido me torno cada vez mais apaixonado por ti.
Sou zeloso a pensar em ti, porque sou o guardião do teu coração e o anjo protetor do teu sentimento.
Difícil é viver longe dos teus olhos, pois, quando te tenho distante de mim nem sequer encontro tempo para pensar em outra coisa, por seres a base dos meus reflexos humanos.
Um livro escrito com letras em ouro onde todas as páginas apenas relatam a pureza da tua beleza e refletem a magia que conserva o azul lindo e turquesa dos teus olhos, marcam o amor mais terno que sinto por ti.
Há cada vez mais certeza de que autarquizar Angola pode ser um perigo generalizado, pois, primeiro devemos educar o povo, ensinando-lhe a melhorar e cuidar o espaço onde vive e só depois podemos pensar em instituir a autarquia.
O direito à igualdade entre os cidadãos não ocorre apenas quando o dito cidadão menos abastado saia à rua para se manifestar contra as políticas do Governo, também ocorre quando há violação da igualmente constitucional para beneficiar os manifestantes e prejudicar os que também trabalham e contribuem sacrificadamente para os cofres do Estado.
Autarquia sem estabilidade econômica e sem fonte de arrecadação de receitas é igual a um poço profundo sem água, não serve para nada e é inexistente.
Um País só prospera com a força e dedicação de todos e não com arruaças e pressões infundadas de alguns que levaram a afundar a remuneração dos funcionários públicos.
Precisamos assumir angolanidade por inteiro e aceitarmos levar com honra o País ao rumo certo, mesmo que para o efeito, minimizemos radicalmente a dependência financeira que temos dos nossos parceiros econômicos internacionais.
Precisamos de combater com a máxima urgência o populismo e o imediatismo, pois, esses dois fenômenos têm assumido um grande protagonismo no cenário político dos Estados emergentes.
Quando a política se começa deixar sequestrar pelo populismo obscurantista de gente ávida pelo poder, as políticas públicas de desenvolvimento do Estado tenderão a ser feitas com base na ignorância do povo.
O maior de todos os riscos na política actual está no seguidismo digital, onde a perspicácia de um político de gema é posta em causa pelas balbúrdias ilusórias e infames vertidas pelos ditos influenciadores digitais contra as instituições e entidades do Estado.
A comunidade internacional não tem responsabilidade de melhorar ou fomentar directamente a economia de um Estado, compete-lhe apenas contribuir para que os Estados parceiros consigam juntos criar medidas justas e exequíveis para os seus desenvolvimentos.
A inflação não é sinônimo de falência técnica e econômica de um Estado é apenas um mecanismo de alerta de que os meios financeiros locados à disposição do Orçamento Geral do Estado são insuficientes.
O mecanismo mais importante, urgente e estratégico a se ter em conta para travar a inflação é usar a reserva internacional líquida como meio de estabilizar a economia corrente de um Estado.
Todos os meios financeiros usados e colocados à disposição da máquina criadora de políticas públicas eficazes para estabilizar a vida econômica do povo devem ser fiscalizados de modo a não levar o Estado a entrar em falência.
Há programas econômicos que se adequam à realidade social de determinados Estados, mas, os alguns dos executores amadores não conseguem implementá-los com objectividade.
A destituição de um chefe de Estado não significa mudança imediata do estado social de uma Nação, pois, este é apenas um expediente manobrista usado por alguns políticos amadores para de forma oportunista chegarem ao poder sem passarem pelo escrutínio do povo.
Para estabilizar a economia de uma Nação em crise não basta o esforço empreendido pelo seu líder é preciso que todos se engajem e melhorem a sua prestação laboral no sector em que actuam.
A maior dificuldade de quem governa não está na forma como política ou administrativa deve gerir o País, está antes na forma como deverá fiscalizar as actuacões objectivas ou subjetivas dos seus Ministros.
Governar na sombra é o mesmo que estar a dormir e ter uma percepção errada de que o sonho é uma realidade, por isso, é preciso acordar do sonho e viver a realidade.
O Partido que governa para o Povo é sempre tido como o Partido dos loucos, mas, a loucura de fazer mais e melhor pela Nação torna o MPLA num manicômio onde se criam soluções para os problemas da população.
Em meio a muita turbulência e execrável aceitação perante àqueles que não acreditam no Glorioso MPLA, este Partido passou a tormenta e conseguiu chegar aos seus preciosos 67 anos e continuará por mais anos a dar o seu melhor pelo povo.
A bondade tem sido amargamente pesoteada pelos homens deste tempo, não porque ela não conheça a verdade sobre o carácter das pessoas, mas, porque dá a todos o benefício da dúvida.
Uma amarga solidão ocupa a minha alma em noite sem prega nos olhos, onde minha mente entristecida lamenta os dias que vive entranhada no meu suspiro de vida, muitas vezes torpe pela maldade humana.
