Douglas Figueiredo

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Tempo:
Lapso corriqueiro,
tô com pressa
de minha modesta espera
de acordar-te
o coração,
mas é mesmo?
E como pode
esse serzinho
ser assim
nem sempre firme,
no mais parecer
de tuas convicções
reza a lenda
que ainda lembra
de ti.

⁠Refeito,
meu sentir
no peito,
sem mais delongas,
o Sol Nascente
é tal mistério
intervir
e o amor?
Ah!
Meu filho,
esse danado,
olha de lado,
anda armado
e me tira do sério:
Em sua ultima promessa
combinamos de fugir!!!

⁠Minha razão
sem pai
nem mãe:
Diz ser
bem resolvida
quando na chegada
ou na saída
resolve embirutecer;
Cala-te boca!
Não vês
que esse assunto
tornou-se sigilo
e cobra-se
erro com erro,
falta com falta,
eu seria um canalha
ao tentar
lhe esquecer!

Quando a terra é macia:
Até a semente agradece.⁠

Ao beijo atribuído
sem tom
de amor:
Teu crescer
pouco a pouco
em respirar leve,
de tendências breves
á tudo que se segue;
Decaindo a tarde
ninguém ignora⁠
nada mais
por aqui.

Tudo é possível
ao que crer
no incrível,
que se-nos-deu,
horas vagas
vagariam
de amor implícito
a olho nu;
Num lance de palavras
despertei-te então
tua tão sonhada sinfonia,
ao conservador
saco plástico
chega para ti
o meu presente então.

O baluarte deste poema não denota versos vãos; Patrícia,
anda, é agora,
nosso filho tá pra nascer.
Eu lhe amo e sou meio insano
como o metal
que nada pode deter; O que mais gosto de ti
é quando me faz carícias
e fere o fogo
de chão
sem piso.

⁠O seu cântigo
desentoado
rendeu-lhe
umou mais
refrões.

⁠Sem mais alusão:
Amou primeiro
a si.

⁠Não me lembro mais
qual é essa estação!!!

O medo
denota
princípios apocalípticos.⁠

Esforca-te
até o teu limite,
não basta tentar,
sei que tu
és forte
e ainda estás
por atingir
o ímpeto vital;
Depois...
Bem, depois
continue sendo você,
siga avante
com calma
de guerreiro
e coração
de gigante.

O tempo
é feroz
mal ouço
tua voz
e esses tiques
a sorrirem
do meu lado,
encontram-se comigo
beirando o abismo
sem andar
na contramão;
Mas podem
a qualquer hora
pular,
então o que passou,
passou
e o que virá,
virá!⁠

⁠No mais tardar
das horas:
Este peito
ainda ignora,
sem ato,
sem fato,
afeto; Mas então
já vou-me embora
essa caixa torácica
no fim das contas
nem tanta
importância tem.

Com toda
a calma possível
me convenço
que não sou
um cara fácil
e é minha
a barganha
de querer
me aproximar
sem deixar-se seduzir
pelo universo
que nos cerca.⁠

⁠Fanfarrice
o que
tem-se
em mente
e em mãos;
Tá ficando bravo
o fato de
se resumir
sem empobrecer,
mas amigo
não vem ao caso
sendo o jugo
suave
e o fardo leve.

⁠O que
os bons ventos
trazem:
Tempestade nenhuma
pode levar
embora.

Que partas
de ti
e também
de mim:
O encontrar-se bem!

⁠Ser "do bem"
já quita
nossas dívidas.

⁠Um querer mórbido:
"A couve flor dos fatos,
nada mais
causa embaraço
e é minha
toda minha
a maneira
de pontuar-te,
ponderar-te
ensaiar-te:
"Teatro de loucura,
solidão sem encarte!

Vista-se
de amor
e o resto
"mande pro ralo",
é um tal
de bem-me-quer
que consulta
o caso raro;
Eu te digo:
Tem coisas que deixam
"⁠em linha de frente"
um romance
pouco divulgado.

⁠É pequena
a dúvida
de chamar
de poesia:
O que
de fato
é poema.

⁠Quero
que não
me definas,
nem tente
me decifrar;
Venho de uma longa jornada
pela imensidão
de dispor-se
a aprender
e anda comigo agora
a dor
e a renúncia
de não mais
por tudo
á perder;
Quando inaudível
minha voz:
Ainda clama
para o dia
logo amanhecer.

É feroz
e quase desumano,
é dor
que desatina
tudo que creio;
Sem rodeio
o coração
bate no peito,
num tic tac desordenado;
Minha sede
seca a boca
como palavras
que não se encaixam
ao teu vasto
cotidiano. ⁠

Meus pés descalços
vão convergindo
a esquina,
se tô perdido
me acho fácil,
estando fácil
encontro-me perdido;
As vezes
é bom se calar,
para o frio
deixo a coberta,
não espero
a ressaca chegar.⁠