Douglas Figueiredo
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Dentre
nossos corpos
quase tudo
fica indissolúvel
com tamanha
melancolia...
O que é bom
se renova
num vai
e vem
que fez escola
na intenção
de reverdecer.
Encontro comigo
em ânimo
muito maior
que antes.
Quando
se está
sob olhos curiosos
tudo é novo
noite e dia.
Um sujeito
humanoide,
com seus trejeitos;
Pronto á se esquivar
há de causar
mui grande influência...
De comum acordo:
Um dia
deixo de amar...
Só darei
meu amor
á ti
se tu
a mim
abrir teu coração...
se eu
te amasse
com exatidão:
certamente
amor não seria...
Amar
é mesmo assim:
Ás vezes
pede vazão
para andar
entre os "loucos"
de maneira tal
sonolenta.
Viver
é um
dos maiores
atos proféticos...
Esquecer
fielmente
se aprende
deixando
aos cuidados
do tempo.
Onde
há amor
não há
corrupção...
Em meio
á tanta
maledicência:
Sábio
é aquele
que conserva-se
calado...
Felicidade
é um estado
de bravura...
Que seja leve
o ápice
desse sentir
breve.
Tudo
que eram brasas
foi convertido
á águas frias.
És grande demais
para que caibas
na mão
e pequena demais
pra que morra
no peito.
A solidão
só molesta
quem de fato
encontra-se
em crise.
"Eita coração nobre
já desfibrou
tanto veneno".
Deve haver
algo a mais
que te melhore,
pro teu prazer
ficar contente.
Só valerá
a pena
quando pegar
de surpresa.
Se é
levado a sério
o ato concluído
agora atende
por nome nobre:
Seu amor.
Esse nosso sentir
quase profano
de incrível
psicodelia
dos nossos
olhos nus
parecem não mais estar
causando o mesmo efeito.
É feliz deveras
quem sabe
resguardar-se
para dias futuros.