Anna Flávia Schmitt
Distante de ser perto
de um qualquer,
Você não é, e não quero
que seja comparado
com nada neste mundo;
Não existem poesias
no Oriente ou no Oriente
que definam completamente
ou se alinham com a gente.
O trapézio do imprevisível
não provoca intimidação,
Porque com o fogo cruzado
nós temos intimidade.
Do nosso Deus tu és o sabre
contra o Mal e a injustiça,
e nos meus sonhos
o trigal mais vasto de amor
que eu já tive notícia;
Por isso espero e faço votos
de render-me sem medida,
e entre nós não haverá
a última dança nem despedida.
Lua Crescente esplendente
em pleno cair da tarde quente
no Médio Vale do Itajaí,
Que abraça com o seu verde
a nossa amada gente,
que tem espírito de festa,
mantém firme a garra - e é resiliente,
e que continua firme com memória,
sonhos e suas raízes na História
sem jamais desistir de prosseguir.
Lua Crescente magnífica
que ilumina a querida Rodeio
onde poeticamente o Canário-da-telha
está procurando no Ribeirão do Salto
o seu ninho para ir descansar.
No centro desta cidade é o meu lar,
e é daqui que tenho muita história
para recordar e escrevo no tempo,
em prosa, verso e todo o sentimento
que une rios para os vales renovar
seguindo muito além deste lindo luar.
Tenha certeza: poetisas
jamais se matam.
Os andares das musas
jamais lhes cabem.
Se um dia morrerem,
é porque Deus quis
que subissem ao andar
das eternidades enfim.
Mas se Deus não quis,
e mesmo assim foram mortas,
é porque tentaram calá-las
sem saber que poetisas partem,
e poesias sempre permanecem,
--- para ecoarem ainda mais alto.
A consequência quando vem,
inabalável vem a quem,
chega com a colheita oculta,
porque poetisas lidam
com a mais alta intimidade
com a alta noite escura,
capazes de gerar sublevações,
tempestades, libertações
e profundas revoluções.
À Shanti De Corte, Milou Verhoof e Noelia Castillo Ramos
Com a razão, o coração e as flores
da coerência e da eternidade em mãos,
ergo os meus tijolos de lamentos
pela absurda série de sofrimentos.
A Europa já não está sentada
no touro branco com guirlanda de flores —
e sequer foi notada.
Os sinos dobram por vós, herdeiras,
que não fostes protegidas nem cuidadas.
Há tempos a Europa foi sequestrada.
Não há sinal de vida dela, nem do touro.
Tudo indica que pelos algozes,
foi por suicídio assistido ou eutanasiada,
e o touro, torturado e sacrificado.
Não vai demorar muito para que vós, herdeiras,
sejais esquecidas pela elite depravada,
porque a direção da Europa
há muito já não se entende a si mesma.
Os princípios, a moralidade e os valores
foram enterrados na mesma cova rasa,
sob a indiferença coletiva e televisionada.
Da minha parte não existe desculpa
que me satisfaça da parte de quem vos abandonou nos braços da morte,
abertamente, na beira da estrada.
Sob a luz do dia que a Europa foi executada,
e a indiferença no território está acampada.
Depois disso, não será preciso
absolutamente ninguém dizer mais nada.
Ribeirão Liberdade
Na minh'alma cabe todo
o Médio Vale do Itajaí,
Moro numa bela cidade,
onde reina a tranquilidade,
em mim cultivo a paz
existencial de verdade.
Aqui no Centro de Rodeio
com a poesia que elegi
com tudo o que imaginei,
vivi -- e ainda não vivi;
E com certeza viverei
intensamente e escreverei.
Porque em mim há tudo
de Canário-da-telha
por todo este lindo lugar,
Até quando se junta
ao Ribeirão Liberdade
para alegre com ele cantar
a esperança na imensidade.
Ascender os patamares
da real conexão requer
o conhecimento da rota,
das passagens do tempo
do canoro íntimo que toca
no auge do florescimento
do Jacarandá bico de pato.
Tatear o etéreo deleite,
descobrir a veleidade
e a provocante leveza
em total liberdade,
paz e com a intensidade
do amor transparente,
que a estação certa haverá
de conceder para a gente.
Sei que não é diferente
do que passa contigo,
ainda em recolhimento
mantenho o momento
em embalador cultivo,
porque reconheço que
não sou deste nosso tempo,
embora no fundo seja
mais simples do que aparento.
A Lua Crescente sob Rodeio,
ao iluminar o objetivo intrínseco
de tudo o que se passa em nós,
da natureza e da realidade,
Com os teus raios ilumina
a memória inabalável de quem
protegeu a profundidade
do julgamento daqueles que
ignoraram a beleza de deixar-se
ser pássaro todo colorido
ao longo da travessia até
chegar no Médio Vale do Itajaí.
A Lua dos poetas infantes
e dos jovens que não desistiram,
depois de tudo o que passaram,
Com estes raios tocaram
os sentidos como se fossem
de uma harpa quebrando
o nosso silêncio citadino,
Os traços do Irredentismo
no jardim secreto continuam
mais vivos do que antes,
porque sabemos quem somos,
e da onde todos nós viemos.
O Romantismo do teu peito
para o meu tem escrito
poesia, músicas e feito ritos,
Sem emboras e sem medir
as consequências porque
o amor têm sibilado versos
de resistências e da possibilidade
de ser de correspondido,
Sem dizer uma palavra, falamos
o mesmo idioma, bem sabes disso.
Roça de leve a vontade
em mim que moro
no Centro de Rodeio,
Vou sair para passear
neste cair da tarde lá
no Ribeirão Rodeio Doze,
Para ver a concisão
da Lua Crescente na noite
com o nosso amor e a paixão.
A Lua refletida nos teus olhos,
e o perpassar dos sonhos
não ditos e as impressões
abraçados pelas emoções
no imenso Médio Vale do Itajaí,
serão vistos e celebrados,
Porque nascemos para ser
para todo o sempre namorados.
Tu bem sabe o que sempre
quis é o mesmo da sua parte,
Destarte, a glória de discernir
e a una declaração de vontade,
haverá de ser renovada
com toda devoção e lealdade.
Paz
A minha morada
é a morada da paz.
O meu pensamento
é feito de paz.
A minha Cidade
é a Cidade da paz.
A minha emoção
é feita de paz.
O meu Estado
é o Estado da paz.
O meu sentimento
é feito de paz.
A minha Nação
é a Nação da paz.
Os meus sonhos
são sonhos de paz.
O meu Continente
é o Continente da paz.
Os meus desejos
são desejos de paz.
O meu Hemisfério
é o Hemisfério da paz.
A minha comunicação
é a comunicação da paz.
Se qualquer pessoa
ou circunstância
for diferente da minha paz,
a cabeça jamais faz.
Não permanecerei por perto
para que tenha acesso,
nem darei sucesso
a tudo o que não é de paz
Viver em paz a diferença faz,
e o melhor sempre nos traz.
Tua sublime habitante
entre Rayleigh e Mie,
no Médio Vale do Itajaí,
é imperativo não perder
o destino que eu elegi.
Do acender ao apagar
das luzes de Rodeio,
meu coração permanece
sempre o mesmo:
sonha contigo
do aperto de mão
à glória do teu beijo.
O céu de Outono
mostra seu tesouro
a quem sabe ler a estação
que nos acena suave,
época feita
para a aurora descansar.
No Caminho dos Anjos
tu haverás de te derreter,
e ali encontraremos a hora
de nos declararmos
sem jamais olhar para trás.
Anunciada a estação
do amor profundo,
Estou rendida do modo
mais encantador,
Leva-me com o teu
passo de bailão
animado pelo salão.
Sou o amor surgindo
em tempos de floração
da Canela-preta,
a cada dia mais ausente,
suficiente, persistente,
sublime e intensamente.
Além das estações,
e deste outono discreto,
Um para o outro
se tornou o Universo,
Porque o mundo
e o agora nos pertence
sem mais nenhum adiamento,
e perpétuo há de ser
o mútuo encantamento.
O Artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos Humanos converge para o Artigo 5º da nossa Constituição Federal.
Tudo pode ser dito, desde que não se pretenda a demonização individual ou coletiva; este espaço de fala é o que conhecemos por Liberdade de Expressão.
No mais, o que deve ser criticado, deve sê-lo sem fronteiras e sem a necessidade de amparo em modelos pré-estabelecidos.
A liberdade de crítica, contudo, jamais pode flertar com o abuso de direito. Simples assim.
A explicação que desafia,
e que só ao amor se aplica;
É primavera que não passa,
e não passará despercebida.
O desejo de trazer mais cor
à nossa vida, a aliança divina.
Unida com as auroras outonais
no meio do nada, e iluminada;
A Canela-amarela, a mente
e a alma em plena revoada.
O apego e amor ao chão,
o coração, a nossa paixão.
Sem dizer sequer uma palavra,
do teu coração feito para o meu,
Há estrelas em nosso céu,
e a inefável mútua devoção fiel.
Antes de chegar, quem somos,
nós dois bem sabemos;
Que não há nada capaz de fazer
com que nos distanciemos.
Somente a maravilha dos beijos,
é capaz de fazer com que calemos.
Nascer potente em Vidal Ramos
e na sua foz em Itajaí encontrar
o meu Oceano Atlântico Sul,
É o curso do Rio Itajaí-Mirim
que enleva razões para mim:
borda sentidos e rega a vida.
Sem o nosso amado rio
é só partida, e logo garrida.
O Rio Itajaí-Mirim eu sou,
e ele obviamente é para mim,
que sou filha da Mata Atlântica
praticamente desaparecida.
Até quando a poesia azul
da amada Santa Catarina,
pelo Rio Itajaí-Mirim falo,
canto, reclamo e declamo,
Porque eu preciso mais dele,
do que ele precisa de mim,
Sabe-se que existe um tipo
de gente que não pense assim.
O humor interfere em qualquer estação,
o Ipê-roxo-de-sete-folhas e outras floradas
sentem a real mudança do clima;
dizem que o Ipê está florescendo em abril,
e como ele assim está a toda a poesia.
As bombas ainda não silenciaram,
os pássaros ainda não retornaram,
Seus olhos, tão desejados e venerados,
contadores de histórias de épicas
de amor pelos meus transbordaram.
Acima de tudo, e até das fronteiras da Terra,
submersa no oceano do nosso silêncio,
e com sua alma em meu pensamento, compartilhamos o mesmo sentimento.
O que é atlântico não se rende à guerra,
e muito menos limites ou tempo:
nascemos navegadores absolutos,
e para ser pescadores de estrelas.
Tal qual o Manacá-da-serra
que floresce em abril,
relembra que minh’alma
e toda a existência
a esta Pátria toda se aferra,
e nem mil viagens à Lua
o olhar nunca desterra.
Não nasci ontem. Sei bem:
vejo que querem provocar
a normalização por repetição
da agressão contra o Sul,
para nos levar à destruição.
Levada pelos ventos
com as folhas que caem
neste outono do Hemisfério,
florescido em mistério,
gradual, pétala por pétala,
a resistência se revela.
Da defesa da Soberania
nada nem ninguém me aterra,
neste mundo que anda
acostumado ao que aberra,
à traição e a fazer guerra.
Sempre que o Rio Itajaí do Norte
corteja a nossa Mata Atlântica,
é ali que me encontro no meio
da Santa Catarina romântica.
Ouço o seu nome nome Hercílio
no murmúrio da nascente
em Papanduva e na foz augusta
do Rio Itajaí-Açu sob o Sol ou a Lua.
Desde que me dou por gente
tenho neste rio o sustento,
e o sentimento pertencente.
Porque sou o Rio Itajaí do Norte,
e ele também me é por sorte,
é um amor sereno que dele só viverei.
Teu berço é a Serra de Jaraguá,
te amo com igual olhar originário,
e do primeiro desbravador admirado.
Meu Rio dos Cedros, que tem todo
o meu amor e o peito apaixonado.
Entrego-te o amor todo devotado,
e tu devolve mais do que esperado.
Os cedros nativos dão razão
ao seu nome que o olhar
não oculta a infinita devoção
e a boca em vez de falar
faz sempre devota declamação.
Nos teus cedros tenho raízes,
e todos os sentimentos mais felizes.
A força das tuas águas já foram
vivenciadas mais de uma vez,
Da nascente a tua foz que é
o Rio Benedito tão querido
que também faz parte do destino.
Meu amado, és Rio dos Cedros,
tu és o meu preferido livro.
Meu Rio dos Cedros mais que lindo,
amar-te sem esforço por ser tão divino,
é algo que no Médio Vale do Itajaí
não tem mesmo como esconder,
Porque basta uma vez só conhecer
que não é preciso o porquê dizer.
Eu vi galinhas no telhado!
A Humanidade sabe o caminho
de volta para a Lua,
Só ainda não aprendeu a parar
de usar o nome de Cristo
para justificar guerras.
Eu juro que vi galinhas no telhado!
Um Tribunal de Direitos Humanos
confundir suicídio com cuidado,
Vejo defensores de Direitos Humanos
olhando para o próprio lado,
Não queria nada disso ter enxergado.
Eu vi galinhas no telhado!
Na terra que dizem ser Terra Santa
o corredor da morte foi legalizado!
O Prisioneiro Infinito: Muhammad Rahim
O peso da pax romana
tornou-se norte-americana.
Mesmo com o acordo de paz
tendo ironicamente acontecido,
a ocupação que acabou
e as brutais correntes que deixou.
Para o país de origem já deveria
ter sido devolvido,
tendo havido ou não delito,
porque sequer foi
apresentado em juízo.
Aliás, nem preso ele deveria ter sido;
o silêncio que continua persistindo,
fala aos quatro ventos sobre isso.
Deixá-lo esquecido tem
feito dele o prisioneiro infinito,
Ninguém sabe até hoje
qual foi o seu delito.
Mantido preso há dezenove anos
tem sido o seu fatal destino:
O mundo não pode continuar omisso.
Sábado de Aleluia
Eles já foram perdoados
porque não sabem o que fazem,
mas sempre fingem que não.
A memória da cruz vazia
querem forçar que
pela forca seja substituída.
É sábado de Aleluia!
Há quem confira confiança
em guerras movidas por
inimizades imaginárias.
Existe até quem ache
belo e moral cobrar
sobre o esterco taxa.
Não pense que estou
fazendo nenhuma piada.
É sábado de Aleluia!
Embora uns estejam vivos,
mortos estão por dentro
ao interpretar que existe
justificativa o suficiente
para acabar com gente.
É sábado de Aleluia!
Não há mil ressurreições
de Cristo que tragam luz
para quem entenda
que existe aplicação
de pena de morte
em territórios ocupados.
Permanecer entre
os cúmplices e os acovardados
daqui pra frente
não será difícil de prever
o futuro — infelizmente.
E ainda só é sábado de Aleluia!
Nova Itaberaba
O vento do Oeste Catarinense
roça a pele e a memória,
É aqui na terra da pedra brilhante
que a história de caboclos
catarinenses e gaúchos
com a chegada dos colonos
se encontra e se funde
com a beleza em magnitude.
Por ti dedico cada momento
de luta e de beleza
por cada instante de vida.
Nova Itaberaba, infinita,
tu és a terra mais bonita,
da minha e nossa Santa Catarina.
Nova Trento
Há muito o que contar
sobre a terra que levou
os trentinos cruzarem
o Oceano Atlântico,
Em meio ao magnânimo
Vale do Rio Tijucas,
Lindamente cravejado
pelo verde da nossa
amorosa Mata Atlântica,
da bela Santa Catarina,
total, austral e romântica.
O voto de amor foi feito
para com a terra que
tudo deu e tudo nos dá,
entre o Sol das lutas
e sob a sombra da Indaiá.
E assim se ergueu uma
cidade em meio à Natureza,
vinícolas e espiritualidade;
onde a beleza abunda,
reina a paz e a serenidade.
Com honra e luta o povo
veio, viveu e venceu,
Em Nova Trento se recorda
a memória ancestral,
Desde a Dália plantada
e o pedido em casamento
feito para a sua amada.
A gente segue em frente
pedindo sempre com toda
a devoção a intercessão
da abençoada Santa Paulina,
para que nada nos falte,
E seja para nós o farol
que a todos ilumina;
Com ela além de pedir,
agradecemos a Deus todo dia.
Peneira eleitoral: Não voto em políticos que buscam engajamento com probleminhas e nem que tenham militantes fanáticos ao redor coagindo e intimidando as pessoas. Nós brasileiros merecemos paz, e não conviver com episódios de histeria política.
