Autoestima e Amor-próprio
A semeadura é livre, mas nem toda a colheita é certa. Isso também é fato incontestável. Mas então por que tanto se ensina que tudo o que plantarmos iremos colher?
Livro: Servir, o maior dos desafios
O poder da semeadura é incontestável. Acredito realmente que a vida nos outorga o ciclo da semeadura, mas nem toda a semente tem o poder de germinar.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Aos poucos viramos lembranças para os outros e passamos a existir somente nelas. Que sejam boas então.
Você pode não saber, mas você é exemplo pra algumas pessoas que te observam e te admiram em silêncio. Não as decepcione. De a elas sempre o seu melhor. Por outro lado, o seu melhor vai incomodar a outras pessoas que iram te criticar, mas não se preocupe com essas, por que elas só iram te criticar por que elas não são exemplo pra ninguém.
Deus jamais abandona seus filhos pelo contrário seus filhos que abandona ele e só lembra dele nas horas difíceis
Eu não sou uma frase pela metade, sou uma poesia por completo. Não posso desfazer minhas estrofes para caber nos versos de alguém, porque cada palavra que a escreve me compõe e quem não pode me recitar, jamais poderá me amar.
Metade de mim não é nem um terço de quem sou, se me divido para caber em alguém, deixo de existir e passo a viver o outro.
Espelho, espelho meu
Descabelada ou bem certificada,
a essência é sempre respeitada.
Entre cremes, sonhos e perfumes,
a beleza vive nos seus costumes.
Cuide do rosto, da pele, do olhar,
pois o brilho vem de se amar.
Mas lembre-se, mulher, com todo fervor,
o mais belo cuidado é com seu interior.
Faça as unhas, escolha um batom,
mas ouça sua alma no tom que é bom.
Seja dança, silêncio ou um banho quente,
cuidar de si é estar presente.
Nem só de viver a verdade,
mas de maquiar sua própria realidade.
Descabelada ou em fina produção,
você é o centro de sua criação.
“Ainda sou eu”
Fiz uma consulta —
disseram: tudo dará certo.
É preciso fé, foco,
e olhar pra dentro do peito aberto.
Buscar compaixão, paciência,
quebrar o ego em silêncio,
mas como?
Se às vezes só consigo deitar
e pensar...
como é que eu me encontro dentro desse cansaço imenso?
Como é que se cuida dos outros
quando se está aos pedaços?
Como é que se ajuda quem se ama
sem se perder nos próprios espaços?
Quero ser melhor, quero mais ternura,
menos ego, menos culpa oculta.
Mandei uma mensagem pra minha prima,
engoli meu orgulho, pedi desculpa.
Me vi hipócrita, confusa,
me vi tentando, mesmo ferida.
Vi o adolescente que me ensinou a dor de não saber,
e o quanto doeu admitir que eu também fui partida.
Fiquei doente. Fiquei chata.
Só queria carinho, num mundo em colapso.
Mas quando pedi, me vi rejeitada —
respondi com raiva, em reflexo fraco.
Fui cruel, fui o que eu não gosto de ser.
Senti-me só, jogada,
queria só que alguém me perguntasse:
“Você tá melhor?”
Mas o silêncio respondeu nada.
Sou idiota às vezes.
Outros também são.
Mas só posso corrigir o meu reflexo,
fazer do amor minha oração.
Aos que não me priorizam,
não serei mais oferenda.
Aos que amo, darei o que tenho:
meu melhor, minha presença.
E entre todos esses conflitos,
gritos internos, tropeços no escuro…
ainda sou eu.
Fragmentada, mas com verdade no fundo. Eu me amo.
Só estou tentando ter compaixão,
desatar os nós do ego,
e olhar pra dentro —
como quem tenta decifrar, com paciência,
o maior enigma do mundo:
eu mesma.
Pequenos pedaços de mim
aos poucos se encaixam,
crenças limitantes se dissolvem,
e então, com leveza…
tudo começa a se abrir.
E agora eu sei:
tenho atraído o que não quero mais.
Mas isso muda hoje.
Rompo o ciclo.
Mudo o rumo.
Escolho o novo.
Nunca mais o que me diminui.
Porque entre tudo o que fui e tudo o que serei,
permanece uma certeza:
ainda sou eu — e cada vez mais inteira.
"Entre Fantasmas e Fios”
Nos conhecemos rindo, num grupo de quatro,
amizade primeiro, raízes no raso,
depois, veio o sentir mais fundo,
mas agora me vejo num laço escasso.
Você, com seus fantasmas a rondar,
inseguranças que falam mais alto que meu gesto,
não importa o quanto eu prove,
sua sombra sempre contesta o resto.
Tenho amigos, tenho vida,
mas ao teu lado, sou quase proibida.
Ciumes de tudo, de todos, de mim,
como se amar fosse me manter assim.
E eu que só queria te ver crescer,
te ajudar a florescer onde te podaram,
mas nesse processo, fui murchando,
enquanto as tuas dores me calavam.
Chorei dias, chorei ontem —
logo após um dia lindo pra mim,
te ouvi dizer que não te apoio…
e senti meu peito ruir assim.
E agora carrego a dúvida cortante:
se me solto de ti, o que será do "nós quatro"?
Será que ao puxar esse fio
desfaço a teia de um laço exato?
Mas sei… se essa rede for de verdade,
ela sobrevive ao que é sincero.
O amor não precisa de prisão,
precisa de espaço pra o que é belo e claro.
Talvez seja hora de me escolher,
de não deixar tua dor virar meu lar.
Porque amar alguém que não se ama
é uma estrada solitária de tentar.
PERFEIÇÃO JAMAIS VISTA [escrito para alguém específico]
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Melissa,
Réplica não exata de Monalisa; por ser mais linda ainda.
Não sei como pode ter baixa autoestima e comentários tão pessimistas sobre sua aparência,
Que eu acreditaria se fosse feito por Deus se eu ao menos não duvidasse de sua existência.
Já me cativaste como a Raposa de o Pequeno príncipe diria.
Confessando tmb a ti que um autógrafo seu eu pediria.
E tenho certeza que só aqueles que estão cegos sobre sua perfeição me contradiria.
"Tu és para mim senão uma garota não inteiramente igual a cem mil outras garotas."
Que quem já corrigirá essa frase a ti seriam uns grandes idiotas.
Que eu espero mesmo que não demore muito a eles baterem suas botas, sobre um chão frio de mármore, se ao menos eles merecessem isso.
Que eu acho que eles mereciam menos que postiço.
Seus cabelos são cacheados,
Que já poder apreciar eles me deixa lisonjeado.
Uma de suas orelhas é peculiar,
Que facilmente para mim imagino que o universo poderia multiplicar.
Mas é um detalhe seu,
Que poderia ser exibido em um Museu,
Mais conhecido que o próprio guerreiro Perseu.
Crescimento verdadeiro é conhecer a si mesmo. Reconhecer sua luz e sombra. Ser verdadeiro com a sua essência. Trabalhar pelas próprias mudanças com amorosidade e empatia. Celebrar quem se é.
Sou como a brisa do vento caótico, indomável ao pico da tua neblina. O fogo da lenha me ampara, a tua água atiça meu fogo, e o vento não será capaz de apagar, tudo aquilo que jaz aqui. As palhas voam pelo deserto árido, os peixes se afogam inexplicavelmente na água, as aves habitam o incrível mar, desbravando o intenso e vasto oceano.
O desejo de vingança cria um vínculo forte entre você e quem te fez mal. Superar e esquecer, é a única forma de não travar e prejudicar a própria vida.
Pular uma pedra não dói; chutá-la, sim.
Ana Toledo- Psicanalista
Autora do livro: "Por que o Amor Foge de Mim?"
