Autêntico, Autenticidade
As pessoas realmente gostam de quem você é verdadeiramente e não de quem você aparenta ser, por isso, invista na autenticidade e não nas aparências.
A "Doce" Humanidade e suas fórmulas secretas, decoradas, e clichês, fórmulas repletas de alegria, felicidade e cheias de caminhos prontos e reveladores.
Tem muito do excesso da sociedade conservadora e retrógrada, da família tradicional Brasileira e menos da essência do individuo e do senso de liberdade e desprendimento.
Não é a felicidade conquistada ou o bem estar adquirido; o bem estar vivenciado! São a felicidade e o bem estar fabricados, replicados, moldados, artificias, industriais, não são sólidos feito pedra, escondem-se atrás de "belas" fachadas, mas voam como grãos de areia sem o mínimo de densidade pelo vento tentando atingir a imensidão do oceano que na verdade mora dentro de cada ser.
Como deve ser triste mergulhar nos desejos dos outros, mas não não de si mesmo, por isso sempre apreciei e optei por autenticidade e principalmente por pessoas autênticas.
Ninguém se esconde de si mesmo. Se a laranjeira esconder a fruta, não é laranjeira. O vento só é vento quando venta. O gol do futebol só é gol quando a bola, ao levar uma 'bicuda', entra.
No meu silêncio
Me recompus sozinho.
Sem mãos que me erguessem —
apenas a dor, a febre, a indiferença.
Bebi angústia em copos rachados.
Fumei lembranças até virar cinza.
Hoje, não salvo mais ninguém.
Se vieres,
vem nua de idealizações.
Nunca fui o ideal —
nem quero ser.
Mas traga coragem nos olhos,
pra suportar minha tempestade.
Não quero juras de amor.
Quero presença
quando o verbo falhar.
Não peço perfeição.
Só alguém que me veja
como eu vejo:
com falhas,
sem medo,
sem pudor,
sem fuga.
“Somos inteiros por natureza — nada nos falta. O que buscamos é apenas o equilíbrio que nos permita viver com autenticidade e habitar, com plenitude, quem já somos.”
“Não tenha medo de recomeçar para se tornar quem você deseja ser, apenas tenha coragem de mudar e buscar uma vida da qual se orgulhe.”
O homem não nasce puro. Ele é instinto, desejo, impulso, é o caos em forma crua. É a sociedade que o veste com regras, que o ensina a conter o que realmente é. Fui criado entre verdades absolutas, doutrinado a distinguir certo de errado como se o mundo fosse monocromático. Mas hoje observo: verdades que antes eram inquestionáveis estão se tornando cada vez mais debatíveis, enquanto o que antes era duvidoso está se tornando, aos poucos, a nova face da autenticidade.
Somos o que o silêncio revela quando caem as máscaras — e representamos, quase sempre, apenas aquilo que aprendemos a performar para não assustar os outros com nossa verdade.
Às vezes, não é por respostas que a gente anseia e sim por uma tarde silenciosa o suficiente para nos ouvirmos de novo.
Até o próximo insight.
