Ausencia William Shakespeare Amor
A minha carência não comporta a sua ausência!
O meu medo não suporta o seu receio!
A minha busca não encontra a sua fuga!
A minha presença não concorda com a sua inexistência!
O meu inteiro não aceita o seu meio!
Paz
Sua ausência queixosa e dolorida,
é que sucumbe minh'alma sofrida.
Em suspiros nefastos e frios,
meu corpo fenece quase sem vida.
Lembrar-te angustia minh'alma,
e brota esperança dentro de mim.
Busco-te em sonhos, em silêncio,
e descubro enfim, estais em mim.
Encontrar-te assim, suave, serena,
em branda presença, satisfaz.
Feliz, em silêncio minh'alma quer tê-la,
desejável e amável paz.
Não repare minha ausência,
nem sempre meu tempo conduz
a caminhos e presenças,
mesmo tão cheios de luz
Sigo as horas buscando quimeras,
versos, flores sob o vento,
dançando sob colorida primavera
junto ao coração em contentamento
Só assim consigo caminhar
os passos que preciso a cada dia,
ninguém pode e nem deve estranhar
o que a alma poética fantasia
"SUA PRESENÇA FÍSICA CAUSA AUSÊNCIA À MINHA PSIQUE E FOMENTA AS PULSÕES DA "VIDA" MALOGRANDO PULSÕES DO TÂNATOS TORNANDO INSIGNE MINHAS AÇÕES MOTRIZ".
Em que momento a ausência de alguém
passou a ocupar tanto espaço em mim?
Talvez tenha sido aos poucos
Em pequenos momentos, onde esperava uma notificação enquanto encarava uma tela vazia
Talvez tenha sido entre pequenos momentos que me lembraram a ti
Aquela ponta de vontade de escrever algo
Mas com medo ou orgulho demais pra me apegar ou incomodar
Então eu me calo.
Finjo não sentir tua falta por algumas horas
como quem tenta convencer a si mesmo
de que consegue viver sem esperar por você.
Mas basta teu nome surgir na tela
e tudo em mim desmorona de novo,
essa falsa distância,
esse teatro de desapego
que nunca dura muito tempo.
Porque a pior parte da saudade
não é tua ausência.
É perceber o quanto da minha rotina
começou a girar em torno dela.
A ausência de felicidade nem sempre significa a presença de tristeza, as vezes, é só ausência de felicidade. É não saber o que se é.
É preciso resolver as ausências, porque a vida se resume em ausências. O frio é ausência de calor, a morte é ausência de vida. Mas antes de mais nada, o ódio é ausência de amor. Temos que lidar com as coisas importantes que nos faltam, para não vivermos dos restos.
"Serenidade não é a ausência de tempestades, mas a capacidade de navegar com equilíbrio através delas"
