Ausencia William Shakespeare Amor
william diz:
você tem um ar frio e ao mesmo tempo é articuladinha e divertidinha...
olhar, sorriso, feições e algumas características bem expressivas... você chama atenção, não é insossa...
comportamento calculado, não é desequilibrida, é simples...
e outras coisas.
isso é peculiar.. e interessante.
por isso, diferente.
Eu tinha q guardar isso aki!
O medo de tentar viver um novo amor só destrói o coração de quem realmente está disposto a te amar e te respeitar por toda vida.
Eu pedi a Deus que me enviasse um anjo, e ele, com seu capricho, enviou-me você. Esqueci que anjos são intocáveis, mas mesmo longe dos olhos te trago no coração.
À distância
À distância, amo e sou amado
Com a esperança de me encontrar
No momento certo e adequado
Com quem também vive a me amar.
Não importa quanto tempo leve
Para nosso encontro acontecer
Tenho a esperança que seja breve
Mas o tempo é quem irá responder.
Obstáculos estão entre a gente
Impedindo nosso pulcro abraço
Superaremos de forma prudente
Buscando juntos o mesmo espaço.
Enquanto isso não acontece
Vivo pacientemente a esperar
Com força e fé em minha prece
O dia perfeito para te encontrar.
Te amo.
O amor platônico mais lindo, o sol e a dona lua!
Ele raia, pra ela luar...
Eles cintilam, eles se amam, sem se tocar!
Fusão e Transe
Decodificando William Contraponto
Filosofia, poesia e músic
Se fundir tudo isso em obra única
Meu orgasmo intelectual é inevitável
Transcendo as barreiras num êxtase admirável
O pensamento dança com melodia
O verso se curva à razão sensível
No caos das ideias, nasce a harmonia
Num silêncio de aura inesquecível
Sou verbo em transe, som que ilumina
A mente que vibra, o peito que sente
Na arte me encontro, na arte me inclina
O ser que mergulha, o ser que é semente.
Toco o infinito com palavras cruas
Desvendo o ser com notas e conceitos
Na partitura, as verdades mais nuas
Ecoam além de dogmas e preceitos
Cada linha é grito, cada som, visão
A arte me veste com fogo e certeza
Sou carne que vibra em contemplação
No altar da beleza, encontro a grandeza
Sou verbo em transe, som que ilumina
A mente que vibra, o peito que sente
Na arte me encontro, na arte me inclina
O ser que mergulha, o ser que é semente.
(Homenagem ao poeta William Contraponto)
"Mais magro", sussurra o velho cigano de nariz carcomido
para William Halleck quando ele e sua esposa Heidi saem
do tribunal. Apenas estas duas únicas palavras, carregadas
pela doçura enjoativa do hálito dele.
"Mais magro". E antes que Halleck possa recuar, o velho
cigano estica o braço e acaricia-lhe a face com um dedo
retorcido. Os lábios dele entreabrem-se como uma ferida,
exibindo alguns cacos de dentes que despontam das gengivas
como lápides quebradas. Cacos de dentes enegrecidos e
esverdeados. A língua do velho se esgueira por entre eles e
então desponta, para lamber os amargos lábios sorridentes.
"Mais magro "
Sabe... um escritor chamado Thomas William que já morreu, ele disse que a ideia para um livro é como uma pequena fogueira em uma noite escura. E, um por um, os personagens vêm ficar em torno e aquecer suas mãos. E eu sempre achei que essa fosse a metáfora perfeita para explicar como funciona. Ficar juntos e aquecer as mãos.
Eles ficam em volta do fogo e, aos poucos, ele vai crescendo e você os vê de forma mais clara e ...Isto é um livro , a história
cresce.
Como dizia William Faulkner, devemos ter sonhos grandes o bastante para não perdê-los de vista enquanto os perseguimos.
Mercadores de Fumaça
William Contraponto
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
Vendem nuvem, vendem vento,
Prometem sol e trazem sombra,
Quem acredita perde tempo,
Mas a ilusão se desfaz na lombra.
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
Com palavras de ouro e espelho,
Sorriso ensaiado, mão leve,
Mas quem conhece o próprio conselho
Sabe que a máscara cedo ou tarde se deve.
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
Feira do vazio, da mentira,
Trocam o real por teatro e cor,
Mas quem se mantém e não se delira
Segue firme no rumo do que tem valor.
Mercadores de fumaça,
Nada é o que parece,
Mercadores de fumaça,
O vento logo esquece.
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O Ator do Cotidiano
William Contraponto
Veste o papel sem perceber,
repete gestos da rotina,
crê-se destino no dever,
mas vive cena clandestina.
Sorri o rosto que não é,
fala o que o hábito ordena,
o ser se perde no que vê,
num ato vão de fé pequena.
O mundo aplaude o disfarçar,
confunde vida e personagem,
ninguém recorda o perguntar
que rompe a trama da engrenagem.
No reflexo resta um breve olhar,
vazio entre o script e o ser,
onde o silêncio quer lembrar
aquilo que não quis nascer.
E ao fim, cortina e solidão,
cumpre o papel sem cor nem voz,
talvez a falta, em ilusão,
seja o autor de todos nós.
No Barril de Cerâmica
William Contraponto
É mais livre quem desapega,
para dizer o que pensa.
No palácio o pensamento se vende,
no barril de cerâmica não se rende.
A cidade adora coroas,
mas teme quem anda descalço.
O luxo brilha e apodrece,
a verdade mora no espaço escasso.
Quem tudo possui, é possuído,
quem nada tem, respira inteiro.
O ouro pesa mais que a alma,
e o desejo é um cativeiro.
O sábio dorme entre pedras,
mas sonha com clareza.
O tolo repousa em seda,
e acorda sem certeza.
É mais livre quem se basta,
quem não precisa fingir grandeza.
Entre o trono e o chão da praça,
fico com a nudez da natureza.
ONDE NASCE O PENSAMENTO
William Contraponto
O pensamento surge quando algo não se encaixa, quando a realidade apresenta contradições ou lacunas que exigem ser compreendidas. Ele não nasce em situações de conforto ou estabilidade, mas diante de problemas, dúvidas e choques com o inesperado. Quando tudo parece estar resolvido, a mente tende a relaxar e a repetir ideias sem questioná-las. É o impasse que estimula a reflexão e move o raciocínio.
Pensar significa duvidar do que se apresenta como certo e revisar o que se considera verdadeiro. A dúvida não é um defeito, mas uma etapa necessária do entendimento. Aceitar tudo sem questionar é uma forma de renunciar à própria capacidade de pensar. A certeza absoluta, por sua vez, transforma-se em limitação, pois impede a revisão de ideias e o aprendizado contínuo.
O pensamento é, portanto, um processo em constante movimento. Ele não busca um ponto final, mas procura compreender o sentido das coisas dentro de seus limites. Cada resposta gera novas perguntas, e é essa sequência de questionamentos que mantém a mente ativa.
Pensar é um exercício de liberdade intelectual. Implica não se contentar com explicações prontas e reconhecer que o conhecimento é sempre provisório. O pensamento nasce, cresce e se renova na dúvida, e é isso que o torna essencial para a consciência e para o desenvolvimento humano.
