Ausência
População brasileira está num nível de irritabilidade intensa e ausência de total de qualquer empatia e gentileza.
Qualquer motivo besta é motivo para treta. Não há diálogo consensual, pedido de desculpas e reconhecimento dos próprios erros.
E muito deste comportamentos hostis e intolerantes são graças às influências de diversos conteúdos vizualizados, compartilhados de agressividade, sadismo e de falsas expectativas levando a insatisfação, frustração e introspecção doentia. Expostos automaticamente à algoritmos massivamente nas redes sociais e ao que parece começou a piorar durante a época da pandemia, com demonstrações públicas e virtuais de desobediência civil e moral com atos de ignorar regras sociais e normas legais, sem filtro para um respeito de convivência coletiva civilizada e sem a capacidade de discernimento do certo e do errado, sem nenhuma análise para as consequências de atos impulsivos.
Aflorando cada vez mais uma maldade de gente ruim e viralizando esta nova e "aceitável" cultura neurocomportamental.
Total ação racional e pré meditada só que primitiva e selvagem, apenas um intenso estímulo para o ódio e dualidade por qualquer motivo e sem lógica e sem bom senso contra àqueles desconhecidos ou até, conhecidos.
A ausência de amor na infância não condena ninguém ao vazio, mas pode ensinar a alma a amar com medo.
Talvez o amor divino não esteja na ausência da liberdade, mas justamente na sua existência. Porque um amor verdadeiro não controla, não escraviza e não obriga. Ele permite a escolha. E é exatamente por isso que podemos praticar a bondade, mas também podemos praticar a crueldade.
Há convites cuja recusa não é ausência, mas um refinado exercício de lucidez.
Às vezes, a melhor companhia é o silêncio escolhido, longe dos ruídos que já não acrescentam paz à existência.
Um vinho seco, a lua suspensa no infinito e a serenidade de não precisar estar onde a alma não deseja permanecer.
Há uma elegância quase filosófica em afastar-se, por vontade própria, de tudo aquilo que perturba o espírito.
Nem toda solidão é vazio; algumas são territórios de reconstrução, discernimento e liberdade.
Porque amadurecer também é compreender que presença não significa pertencimento, e distância nem sempre significa perda.
Existem noites em que contemplar a lua vale mais do que frequentar ambientes onde precisamos diminuir a nós mesmos para caber.
O silêncio, quando voluntário, reorganiza pensamentos que o excesso de vozes costuma dispersar.
E assim, entre um gole e outro, descobrimos que preservar a própria paz também é uma sofisticada forma de sabedoria.
Afinal, há recusas que não nos afastam da vida — apenas nos aproximam de nós mesmos.
Não é a ausência que enferruja a alma; é a esperança teimosa de que alguém volte quando, no fundo, já sabemos que partiu para sempre. Há corações que morrem lentamente, não por perderem o amor, mas por continuarem à porta de uma casa que jamais voltará a ser habitada.
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"A resiliência não é a ausência de falhas, mas a coragem de continuar apesar delas. Não desanime; seu esforço está construindo sua vitória."
O autoconhecimento protege o indivíduo da manipulação, pois a ausência do desejo de aprovação anula as tentativas de controle externo.
O poder alheio só existe enquanto durar a dependência psicológica de ser aceito.
Quando mais preciso viver, encontro em mim uma sombra moldada pela ausência do medo da morte. Hoje carrego comigo um símbolo, um lembrete silencioso de que já não temo o mundo. Carrego uma moeda para o barqueiro, como quem lhe diz que estou preparado, embora, no fundo, ainda não esteja pronto para partir.
A militância doutrinada opera exatamente assim: na ausência de argumentos teóricos ou técnicos, recorre à criação de narrativas visuais criminosas para chocar. É uma tática antiga de manipulação que visa desumanizar o oponente político em vez de discutir o país. Quem tem propostas sólidas debate com dados e respeito. Quem não tem, vive de compartilhar memes e ofensas em grupos de internet.
"A verdadeira força da ciência não reside na ausência de dúvidas, mas no compromisso inabalável com a verdade. Na luta contra a Covid-19, aprendemos que vacinas salvam vidas, o cuidado coletivo protege o próximo e que as instituições globais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), são bússolas essenciais em momentos de incerteza. Diante de boatos que tentam reescrever a história, a memória das milhões de vidas salvas pela medicina continua sendo o nosso maior argumento e o nosso legado mais valioso."
Impermanência
Ó Ausência! Ó Silêncio!
Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível,
e meu coração dissolve-se em ambiguidades.
A ti pertence o futuro incerto;
e cá estou eu:
um vaso vazio,
mas repleto de possibilidades.
Transitória e efêmera
é esta casca que me reveste.
Do pó eu vim,
e ao pó hei de retornar.
Cada segundo se extingue,
cada instante sepulta a si mesmo.
Também eu caminho para esse ocaso.
Serei terra,
serei húmus,
o adubo silencioso
de onde brotará um novo fruto.
Que o verme faça de mim o seu banquete,
que a chuva desfaça meu nome,
que o tempo me esqueça.
Pois não há derrota
em tornar-se semente
daquilo que ainda florescerá.
Quando quem você despreza morrer...
será no silêncio da ausência que entenderá o valor de quem partiu.
Artigo único do Código Poético: o silêncio pesa mais que qualquer ausência, mais grave que a despedida e sem possibilidade de recurso.
A morte é a presença do estar e a ausência do ser (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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Pelas ruas do ser, a morte e a vida são duas amigas que passeiam de mãos dadas. (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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Coração -praia serena, onde as marés da vida deságuam as mágoas (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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Depois da primavera, o vento brinca de faxineiro (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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O sol aquece, no coração, as estações da vida (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
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O pensamento é a biblioteca da inteligência (Hélio Soares Pereira. In: Onde o Horizonte Vem Esconder-se...)
Amadurecer também é compreender que o amor não exige a ausência de limites.
É possível amar sem apressar compromissos. É possível cuidar sem assumir a responsabilidade pela vida do outro. É possível perdoar sem devolver o mesmo acesso ao coração. E é possível sentir carinho, gratidão e respeito por alguém, mas ainda assim dizer: “Até aqui.”
Durante muito tempo, essas atitudes podem parecer contraditórias, como se estabelecer limites fosse incompatível com o amor. Mas não é. Na verdade, essa é uma das maiores expressões de maturidade emocional: entender que o afeto não elimina a necessidade de preservar a própria paz.
Há pessoas que possuem um dom precioso: enxergam o melhor nos outros. Isso revela sensibilidade, esperança e generosidade. No entanto, essa mesma qualidade pode se tornar um risco quando faz com que idealizemos quem alguém pode ser e deixemos de observar quem essa pessoa realmente escolhe ser.
Os sentimentos revelam aquilo que o nosso coração deseja.
Mas é o tempo que revela o caráter, as intenções e a constância de alguém. São os fatos, as escolhas e os comportamentos repetidos que mostram quem uma pessoa verdadeiramente é.
Por isso, não permita que a intensidade dos seus sentimentos silencie a sabedoria da realidade.
O coração pode indicar o caminho que deseja seguir.
Mas é o tempo que confirma se vale a pena permanecer nele.
Alexsándra Duárte
A fé não é a ausência de dúvida, mas a coragem de caminhar apesar dela, confiando que Deus guia os passos.
Depois...
restou apenas o eco das ausências,
um vazio que corrói como ferrugem.
Os encontros se despedaçaram,osolhares se perderam,
as mãos nunca mais se reconheceram.O depois é cruel,um abismo que engole lembranças,
um veneno lento que apaga até o que foi belo.E no fim,o depois não é futuro,
é só a ruína do que já não existe.
