Ausência
Eu queria te dizer que a amo, mas tua ausência cala o que o coração grita, e minha voz se perde onde você não habita.
Encontrei na tua falta um abrigo sereno,
e na tua ausência, a solidão me acolhe,
afagando a tristeza com mãos de liberdade canta a felicidade.
Não quero ser saudade, nem desejo ser ausência,
não busco palcos, nem vivo de aplausos.
Não me arrisco na multidão pra ser notado,nem fujo do abrigo do anonimatoonde a humildade é minha essência,e a simplicidade, meu caminho.Não enfrento o orgulho com vaidade,
nem esqueço a ambição por palavras de hipocrisia.
No silêncio do impasse, velejo sereno,
até ancorar, enfim, no vasto oceano do conhecimento.
Suma um pouco até alguém notar a tua ausência, quando retornar de viagem seja a mesma pessoa a normalidade é fundamental para seguir o equilíbrio.
Poucos bem poucos conhecem o criador, por isso vivem lamentando a ausência do conhecimento, por tantas vezes foram comentados eu sou até nos dias de hoje sujem questionamentos quem é Deus.
Derrama emoção sangra no papel chora sofre lamenta pela falta de ausência incompreendida, o personagem grita no vazio quem sou onde estou para onde vou, o significado talvez não tenha, então vai continuar até entender o próprio caminho.
Não vá ficar assustado nem entristecer quando estiver só, a ausência do mundo não edifica a tua felicidade, ri a alegria é um presente na tua vida.
'AUSÊNCIA'
No terreiro: palmeiras sem ventos, galhos amarelos. Plantas sem
águas, folhas sem elos. Muro caído e o cachorro, fiel e amigo,
resiste na escuridão. Há um letreiro de nuvens discursando a
falta de chuvas ...
Na cozinha, há muito a cadeira está vazia, análogo, o armário
triste lamenta tuas mãos. Uma artilharia de traças ainda
corrói o velho violão solitário, acorrentado, soando inexistência, inutilidade de cheiros ...
No quarto, a cama solitária insiste no silêncio que congela. As dobradiças, as dobradiças resignadas estão emudecidas. As luzes pediram descanso, falta biografia, estão empoeiradas, sem vida, morosas no remanso, mero utensílio, pairando insuficiência, ausência ...
'QUANDO EU CRESCER...'
Abarcarei montanhas e mares de ausências, turbulência e poeira nos olhos tornar-se-ão verdadeiras. Ficará a saudade dos abrolhos nas plantas rasteiras exalando o que realmente seria a vida...
As lágrimas cor de sangue ficarão mais impetuosas e perceptíveis. Não haverá mais lugar para elas caírem ou mãos para agarrarem-nas nas pontas. O sol agora em ruínas tornar-se-á mais avassalador, dissecando dores e as poucas esperanças nas tempestades e dias sombrios...
Quando eu crescer, quero ter olhos de criança. Não o ser sem bonança que fizeram de mim: sem identidade própria e lugar no mundo, trancafiado numa caixa de pandora, respirando desvairados acasos e um amotinado de questões sem respostas ...
Tudo acontece lentamente quando se vai espichando o espírito. A coleta de sorrisos esparramados tornam-se resquícios, sem arco-íris. Quer-se acalanto, um mundo menos profano e de todos, sem metafísica...
Quando eu crescer, quero ser um casebre de palha, sem retratos pendurados nas janelas. Sem sequelas ou falas para reproduzir a harmonia passada. Tudo sem dualidades, sem metáforas que fazem da vida uma repetição desastrosa e colapsada. Eu nunca pedi para crescer! ...
"O que faz cessar a longanimidade de Deus não é a presença do mal, mas sim a ausência do bem, pois depois da queda de Adão e Eva, o pecado sempre existiu e existirá no mundo; no entanto, Deus não consegue ficar inerte a um coração quebrantado e arrependido".
Anderson Silva
Não vou ficar tanto tempo sem você
A saudade domina já não sei o que é melhor
A tua ausência é de angustia que parece não ter fim
A distância desse teu jeito meigo é nostalgia.
Aprenda com a ausência de quem você gosta, saiba que não basta senti-la, mais sim tenta-la diminuir mesmo que seja um pouco por dia. Para chegar uma hora em que você não a sinta mais.
