Aurora
Ao romper da aurora, agradeça a Deus
por cada novo dia que amanheceu.
Ore por sabedoria, guia em desafios,
discernimento em tempos sombrios.
Com amor, vença o mal que ronda,
e com fé e esperança,
seja a mão que acolhe e sonda.
Livro: O respiro da inspiração
A idade é uma dádiva, não uma escolha.
Deus nos presenteia,
em cada aurora que desfolha.
Refletir sobre a vida,
os momentos que acumula.
Valorizar os mais velhos é o nosso guia.
Livro: O respiro da inspiração
“Canto à Aurora de Delfos”
( Gilson de Paula Pires)
Nas montanhas sagradas de Delfos ergui-me,
Ao som do sopro do oráculo em brumas,
Ecos de Apolo, com lira em chamas,
Despertam a alma em antigas plumas.
Na pedra o fogo dança em silêncio,
O templo canta verdades ao vento,
As sacerdotisas, de olhos fechados,
Revelam o fado em sutil movimento.
Oh musa Calíope, guia minha voz,
Nos versos que tocam o tempo dos deuses.
Que minha palavra seja como o bronze,
Ecoando firme entre os altos penhascos.
Nascemos do caos, moldados por mitos,
Homens e heróis em lutas eternas,
Mas cada cicatriz é um poema vivo,
Inscrito no peito das almas modernas.
Que Zeus me escute lá do Olimpo,
E Poseidon acalme os mares do ser.
Sou filho do barro, irmão das estrelas,
Mas canto, e por isso, me torno poder.
GILSON DE PAULA PIRES.
Aurora
Quero me alimentar no amanhecer
E sentir a aurora em formas de
Vento, e ver o por-do-sol
Por entre os montes.
Quero criar imagens de poesias.
Quero escrever palavras escolhidas.
Sei que tudo pode ser passageiro
Em tudo aquilo, que nem sempre,
Pode se condensar pelo ar.
Eu descobri que posso ser como o sol que se esconde por alguns instantes, mas no romper da aurora vem brilhando como nunca.
É tarde ?
Para acordar para a vida e sorrir para a aurora ?
É tarde ?
Para decidir que uma nova vida se inicia agora!
Ainda pego-me pensando em você, seja na luz da aurora ou na brisa fria da madrugada, seja dia ou noite! Vejo-me ainda preso a saudade dos teus braços entrelaçados aos meus.
Há um certo momento em que as noites e as manhãs se fundem. Mesclam-se as cores da aurora com o breu da madrugada. Juntam-se a paz inquietante e a inquietude mais pacífica. Surge a quimera verdadeira, que nos encanta e aterroriza. Noites e manhãs concomitantes formam o enigma da esfinge.
O pássaro voou e viu lindas paisagens, sentiu a brisa, os abraços das nuvens, a aurora raiar, o beijo das estrelas, as plumas flutuar e ai vê quais as razões de voar, cantar e ser livre.... E um dia tudo que conhecia fora desfeito, suas asas não alçavam o vôo e seu canto se faz em lamentar...
Esse pássaro não vive em gaiola e sua prisão está em não saber o que de mais lindo tinha, seu voar...
Lindo pássaro, o amor não deve ferir, a vida não deve punir, a fé não deve faltar e o vôo deve seguir.
Seguir nem sempre é ir, e sim tão apenas voar, o vôo é ir onde? ...para onde tens que chegar, chegar não é terminar a jornada e sim completasse do que veio buscar, a busca pode ser traiçoeira mais a jornada jamais será...
O ninho é lugar onde se fica e volta a voar!
Como um vigia aguarda pela aurora assim é doce e verdadeira as minhas palavras, o remorso machuca e destrói mais o injusto que a vítima, por mais doce que possa parecer o falso sorriso estampada na máscara de sua face.
A aurora é uma criança risonha brincando como um anjo inocente com as cores do amanhecer. À tarde no auge do seu esplendor transforma-se em vaidosa donzela, adornada com laços e fitas, para seduzir o rei sol, à noite torna-se uma senhora elegante de serenos olhos escuros tricotando com fios de prata a roupa que o anoitecer veste a lua.
Aurora
Tua premissa
rompe barreiras
êxtase do amanhecer
proveta lamparina
nos olhos aplaudi
na alma sustenta
sucção lampejo
magia inalada
aroma doçura
sopro amor
espalha cortesia
aloja regozijo
abastece resplendor
brinda melodia
@zeni.poeta
Quem bebe de Cristo se cristaliza
Diria purificação.
Ouro refinado.
Aurora iluminada.
Azeite cristalizado.
O perfeito coração.
Que gosta, que doa, que serve.
Não julga, não condena, não amaldiçoa.
Acolhe o pedestal, também o que destoa.
Perdoa o erro, o pecado que tanto magoa.
É pluma, sublime, genuína alma leve.
Através do peso e da dor.
Sangramento, gemidos de coragem.
O fardo mundano a pesada bagagem.
Foi o ato, do verdadeiro, imenso amor.
Jesus Cristo, dono da sabedoria, poder e fé.
Exaltado Altíssimo, criador, Maria, José.
A água mais refinada, o sal fértil, ela adocicada.
A luz radiante, trigo transbordante.
O pão, ouro mais puro.
Água da vida, cristalizada.
Quem bebe vive.
Vence a chaga passada, pesada.
Sangue rubro escarlate.
Vermelho ardente, rompe a mancha do pecado, rasga o véu.
Grande rei, Jesus Cristo, sangue do trono, azul céu.
Giovane Silva Santos
"A penumbra do crepúsculo decrescente de 2021 anuncia a aurora de 2022. Os anos, as horas, calendários e calculadoras são frutos das convenções humanas na tentativa de racionalizarem a vida. A passagem é uma sensação psicológica, porque a realidade é um fluxo contínuo de acontecimentos sucessivos. Atualize todo seu potencial transformador e seja você mesmo a mudança que tanto espera em 2022. Portanto, desejo que seja criativo e projete, ouse, surpreenda, seja solidário, ame e seja feliz. Assim, todos serão contagiados pela sua felicidade, o mundo melhora"
A lua e sua misericordiosa aurora:
Enquanto desliza pela minha garganta o último gole de espumante,
Inclino para trás a cabeça e vejo a lua piscar não mais tão pujante.
Minha visão está turva, a obra já não me parece mais tão nítida
Seria o pecado culpado de nossa cegueira tão explícita?
Quando passamos a negar o transcendental e alegrar-se no vulgar trivial,
A lua deixa de pulsar o brilho através de ti, e torna a apagar-lhe com o mau.
Sendo a sombra do homem sempre maior que ele próprio,
Raro será quando este recorrer à lua por uma parcela de seu piedoso clarão visório.
SEXTILHAS DE ANGÚSTIA
O dia alvorece, o chilreio dos pássaros anuncia uma nova aurora.
Acordo ouvindo as árias do saudoso Gonzaguinha
Versos bonitos mergulham...
Dentro de mim
Mais um dia se inicia...
No meu plangente coração.
Dirijo-me ao labor das incongruências e frustrações da Justiça.
Nas profundezas do descaso e da imposição
Na desilusão, no desamor, no mar de falsidade e boçalidade...
Na desonestidade de camorras, nas falcatruas.
Caminho hilariante de bondade
Volto envelhecido na revolta de lágrimas entornadas.
À noite tudo se transforma
Na casa do saber, uma sinceridade em cada rosto
Um convite para amizades singelas
Ou amores inesquecíveis
Aí me esqueço das amarguras e diatribes do dia-a-dia
A paz, momentaneamente, renasce no meu âmago.
À noite o retorno ao lar
No trajeto filas no posto em busca de saúde.
Com chuva ou orvalho das madrugadas
A esperança é o que importa
Num manto falso de ternura
O Bela Vista se ofusca com cobertores da desumanidade.
Na tristeza do poeta, a alma é como deserto.
Como rocha isolada e explodida
Nem uma luz de esperança
Nem um sopro fugaz de felicidade
O amor apresenta como inverno
O murmurar, profundo e abatido.
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