Ateísmo
Se tirar "deus" e as religiões sobra o que do ateísmo? Ainda sim sobra uma cosmovisão materialista e humanista, mas se tirar "deus" do teísmo sobra o que?
O ateísmo não é a fuga da moralidade, é a coragem de assumir a responsabilidade total pelos próprios atos, sem o álibi do perdão divino ou o medo de um castigo eterno.
Religião é culto a entidades espirituais; chamar o ateísmo de religião é apenas um jogo de palavras.
O ateísmo, em relação a todas as religiões, não requer um milímetro de fé: trata-se de uma posição baseada em fatos e evidências científicas, portanto dotada de sólida justificação epistemológica.
Talvez a maior heresia não seja o ateísmo, mas a religião. Nesse caso, deus e os ateus estão do mesmo lado.
Ateísmo versus teísmo: Além da dualidade moral.
A crença ou a ausência de crença em Deus não delineia o contorno entre o bem e o mal na conduta humana; tais categorias emergem de impulsos mais primordiais que qualquer dogma. O altruísmo, longe de ser mera preferência volitiva, revela-se como uma sinfonia neuroquímica dopamina e ocitocina tecendo laços de empatia no sulco temporal do cérebro, recompensando o ato generoso independentemente de recompensas divinas ou celestiais. Uma criança, moldada pela educação teísta, pode, contudo, ser tocada por uma reflexão neuroquímica profunda: discernindo a religião não como verdade ontológica absoluta, mas como construção beliefal humana - um véu mitopoético sobre o abismo da existência, ecoando Nietzsche ao proclamar que valores morais devem ser transmutados pelo homem livre, sem deuses decadentes.
O ateísmo é apenas uma forma de pensar que gera determinadas atitudes. E quando um pensamento muda, as ações mudam também. Por isso eu digo: irmãos cristãos, não cessem de orar pelos ateus, pois o mesmo Deus que muda as estações, que estabelece e remove reis, também moverá o coração de nossos irmãos ao Amor Dele. (MCSCP)
É engraçado o ateísmo, sua definição é a ausência de crenças mas vejo muitos tentando "converter" fiéis de forma a desvendar seus mistérios e milagres.
Tentando demonstrar a racionalidade em ciências teóricas - não comprovadas - se assemelha a um fanático religioso e intrometido.
Eu posso dizer hoje que a minha posição quanto a religião é que não a tenho como tal, percebo mais como filosofia de vida ou um contra-peso que estabiliza os nossos anseios, medos e confianças.
Quanto ao fantástico sou extremamente cético e inabordável, costumo similar a ele só que na realidade; nosso terreno assim como a natureza e o espaço.
Mas por mais que seja esta a minha visão, ainda sim vejo beleza nos crentes, pois mesmo que sejam alienados ou não, conseguem ter fé e esperança onde só me cabe o raciocínio e a limitação humana.
Vivo pensando como seria bom estar errado e eles estarem certos, de que existe alguem bom olhando por nós ou que tudo que fizemos esta escrito e por isso não me permito, não me permito discutir os fins, e me contento a viver os meios.
Se todos pensássemos desta forma individual, teríamos grupos diferentes um tanto que iguais e compartilharíamos de um exato sentido, sentido de viver.
A sabedoria não se ajusta nem ao religioso e nem ao ateísmo. Está acima disso tudo, no alto, no vértice da pirâmide, no ponto de fusão.
O teísmo é um padrão universal enraizado no ser e o ateísmo um desvio do padrão local aprendido ou imposto.
"Para continuar no ateísmo, eu precisaria acreditar que nada produz tudo, a não-vida produz vida, a aleatoriedade produz o ajuste fino, o caos produz informação, a inconsciência produz a consciência e a não-razão produz a razão. Eu simplesmente não tive fé suficiente para isso."
O ateísmo é a concretização da não aceitação da realidade dos fatos e a muleta usada para estagnação do pensamento humano.
Eu era um jovem do tempo, e de corrosivo ateísmo na alma. E a verdade personificada do Cristo trouxe-me calma, serenidade e esperança.
O Rock não faz um ateu ter dúvidas de seu ateísmo. Nunca nenhum ateu disse que caras como George Harrisson, David Gilmour, Joe Satriani e outros podem ter surgido do nada. Eles surgiram do ventre de suas mães e fazem músicas que muitos crentes julgam ser demoníacas. Talento por talento, Hitler também tinha talento para enganar as massas.
Tomo a liberdade de propor um novo e profano princípio constitucional: o princípio do ateísmo jurídico, que consiste basicamente em não acreditar que juiz seja Deus.
Diante da pluralidade religiosa, de seus conflitos doutrinário e do ateísmo ativista, bem como das ações ateístas dissimuladas. O Estado deve, por sua vez, garantir essa pluralidade e a liberdade da pessoa em ser ou não ser religioso, em harmonia com a Constituição Federal, promovendo assim a paz social entre seus cidadãos.
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