Ateísmo

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⁠O ateísmo não é o conhecimento de que Deus não existe, é apenas a vontade de que Ele não exista, a fim de poder pecar sem censura, ou exaltar seu eu sem brado de alerta.

Fulton Sheen
Peace Of Soul (1949).

O Ateu e As "Mãos de Deus"

Demétrio Sena - Magé

O ateísmo não é a certeza; é o pressuposto da não Existência Divina. Ao invés da certeza de que Deus não Existe, o ateu acredita na não Existência; não acredita que, ainda que Deus Seja Real, o ser humano tenha condições de saber. Muito menos de saber quais são os Gostos, Desgostos, Prazeres, Preferências e Preconceitos Divinos. "Está escrito"? Sim; está. Escrito por homens. "Homens inspirados por Deus"? Aí é por conta da fé pessoal; do "acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem, independente daquilo que vemos, ou ouvimos". Logo, fé não é uma ciência baseada em pesquisas físicas, evidências, escavações. É um sentimento; uma intuição; convicção abstrata. Louvável em quem a cultiva com coerência e princípios humanitários baseados na suposta espiritualidade. Porém deplorável em quem a usa como base de superioridade pessoal ou corporativa, por alguma forma de poder contra outra pessoa; outro grupo.
Quem tem raiva de Deus não é ateu. Blásfemo sim, porque blasfêmia inclui ofensa ao divino. Ateu, não. Como pode alguém ter amor ou ódio do que não há? A raiva da imagem criada pelo ser humano para justificar o auto empoderamento e as ambições que o fazem subjugar é bem compreensível. Principalmente quando se é vítima dos preconceitos, da perseguição e até das atrocidades praticadas pelos que se armam até os dentes, de fé. Pelos que têm como Generais Carrrascos dos não religiosos ou religiosos diferentes, o suposto Deus e o próprio Cristo. Esse Cristo em quem muitos ateus acreditam como ser humano admirável, digno de ser seguido, a exemplo do que tantos cristãos não fazem, diariamente. Há muitas lendas em torno dos ateus, criadas pelos cristãos. Uma delas é de que o ateu é perverso; insensível; sem coração. É difícil para um ateu, acreditar em Um Ser Perfeito, criador de tantas imperfeições reunidas na sua maior criação.
No fim das contas, o ateu é frágil. E a maior prova de que não é perverso, insensível, sem coração, está no quanto é perseguido pela sociedade religiosa como um todo, sem "dar o troco". Salvo "raras exceções" (perdoem a redundância, mas o raras é necessário neste caso, como exceção das exceções), não há notícias de religiosos vítimas de ateus. O que há, de forma vezeira e maciça, são notícias de ateus vítimas de religiosos armados até os dentes, de sua fé belicosa, intolerante. Fé que justifica suas armadilhas em nome do "deixar nas Mãos de Deus", com os devidos impulsos ou empurrões humanos, quando as Mãos de Deus estão prestes a deixá-los na mão. Aí vem plano b: Com as próprias mãos, em Nome de Deus. Viva um dia de ateu, buscando portas, corações, ombros, olhos, inclusão e oportunidades na sociedade que você compõe. Só assim você sentirá, no corpo e na alma, o que tento lhe dizer, mas apenas as palavras não dão conta.
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Respeite autorias. É lei

O ateísmo é um conto de fadas para quem tem medo da luz

Ateísmo versus teísmo: Além da dualidade moral.


A crença ou a ausência de crença em Deus não delineia o contorno entre o bem e o mal na conduta humana; tais categorias emergem de impulsos mais primordiais que qualquer dogma. O altruísmo, longe de ser mera preferência volitiva, revela-se como uma sinfonia neuroquímica dopamina e ocitocina tecendo laços de empatia no sulco temporal do cérebro, recompensando o ato generoso independentemente de recompensas divinas ou celestiais. Uma criança, moldada pela educação teísta, pode, contudo, ser tocada por uma reflexão neuroquímica profunda: discernindo a religião não como verdade ontológica absoluta, mas como construção beliefal humana - um véu mitopoético sobre o abismo da existência, ecoando Nietzsche ao proclamar que valores morais devem ser transmutados pelo homem livre, sem deuses decadentes.

O ateísmo não é uma religião nem uma cosmovisão espiritual; quando se tenta fundi-lo com noções de espiritualidade, o resultado não é síntese, mas um deslocamento conceitual que carece de rigor explicativo.

Ateísmo não torna ninguém melhor, mas religião certamente torna muitos piores.

Ateísmo de verdade exige estudo; o de mentira é só rebeldia de quem troca cruz por ego inflado.

Ateísmo humanista é a cura para o veneno niilista.

Ateísmo não é vazio; é espaço para preencher com humanidade real.

Ateísmo liberta; religião escraviza com promessas vazias.

Niilismo é negação; ateísmo é afirmação da realidade.

Ateísmo não é frio: é quente com paixão humana.

Ateísmo vence niilismo: vida tem sentido porque é finita.

Ateísmo: responsabilidade total pela vida.

O ateísmo devora deuses como um lobo faminto rasga carne podre, deixando apenas ossos para os tolos que ainda uivam preces vazias.

O ateísmo ri das cruzes quebradas, erguendo bandeiras de razão que flutuam alto sobre cemitérios de crenças mortas e enterradas.

Ateísmo constrói muralhas de ceticismo, repelindo invasões de credulidade ingênua.

Se tirar "deus" e as religiões sobra o que do ateísmo? Ainda sim sobra uma cosmovisão materialista e humanista, mas se tirar "deus" do teísmo sobra o que?

O ateísmo não é a fuga da moralidade, é a coragem de assumir a responsabilidade total pelos próprios atos, sem o álibi do perdão divino ou o medo de um castigo eterno.

Contos de fadas prometem sentido. O ateísmo exige coragem.