Às Vezes
Coração é terra estranha. Pedaço de ninguém, às vezes, nem do próprio em que bate, que o sente, mas não o domina.
Tudo na vida funciona como bumerangue, mas na maioria das vezes, perde-se de vista ou se ignora o retorno das coisas.
Na maioria das vezes as nossas defensivas e justificativas são satisfações para sossegar a própria consciência
As partidas e os começos sempre carregam grandes expectativas, e na maioria das vezes são eufóricas; aprendi esperar o retorno e o fim de tudo. Liberdade é poder ir e vir mas encontrar tudo como se deixa.
A arrogância é encontrada as vezes nas reações de pessoas com rosto angelicais, que lambem suas feridas e as suavizam quando ferem a outras.
Com a convivência muitas das vezes as palavras não vêm a garganta, mas as pessoas da intimidade já sabem pelos olhos quais seriam.
Na ótica alheia, às vezes se é fraco, mas só na intimidade se sabe o esforço dispensado para fazer valer cada dia.
O tempo todo está se aprendendo e ensinando, e na maioria das vezes, não se dá conta das coisas que se aprende e ensina. Uma pessoa sábia está disposta a aprender e a desaprender, por prestar atenção nas causas, circunstâncias e buscar bons resultados para a sua vida, jamais quer estar a mercê das consequências.
Na maioria das vezes já se deu tudo o que podia. É preciso o discernimento para promover uma renovação de propósito, de ideais; reeducar-se para novos tempos.
Ninguém é incansável o tempo todo. É necessário conhecer a pessoa e reconhecer o seu limite.
Às vezes, perde-se tudo o quê é precioso por não abrir mão do insignificante. O
Propósito, o significado e valores de tudo deve ser medido.
As vezes só se enxerga o valor das jóias que se têm nas mãos, quando alguém põe valor. Outras vezes, quando as ver nos pescoços de outros, ou quando já as perdeu.
Sempre se terá o que se pede, o que se procura e o que se vai ao encontro, na maioria das vezes há decepções por não ter analisado o propósito , o quê significa e o valor.
Às vezes o cansaço leva achar que tudo deve ser mudado, as pessoas, os lugares e as coisas. Descanse, verá que tudo está bom e que pode melhorar. Mude-se e verá que em breve tudo se repetirá!
Régis L. Meireles
MUDANÇAS DE MIM
Por vezes, tentaram mudar minha alma.
Admito que aceitei até certo ponto, fui iludido;
Mas, retornei a minha essência, de nascença;
Porque isso falou mais alto.
Falou mais alto que a voz da massa;
Mais alto que os ecos dos meios;
Mais forte que os amigos e
até mais relevantes que meus desejos.
Os amigos vêm e vão-se,
Os desejos também passam;
Mas quem eu sou na alma, não, talvez, perco-me...
À todas as paixões ultrapassa.
A conversão do ser, ser eu
não é a mudança que preciso.
Preciso do adejamento de mim mesmo no todo;
No aflorar da alma, no viver contente;
Ter a liberdade de ser quem de fato sou;
Não oscilar pelos desejos, é impor-me nas vontades.
E é estar à origem inerente.
POR SONHOS, JOSÉ
Diga José:
Um sonho de Deus...
Às vezes, se é jogando no fundo do poço;
Se é feito mercadoria humana, sem valor;
Se é escravo e condenado, sem dever;
Se é capaz de confrontar com traidores sem revidar.
Diga José:
Por causa de um sonho...
Que se decidiu fazer valer:
Revive-se, as dores dos ressentimentos;
Confere-se, as cicatrizes físicas e da alma;
Chora-se escondido as próprias mágoas;
E ainda no marejar das lágrimas oferece o perdão.
Diga José:
Por um sonho...
Seja humilde, sem vender seu valor;
Em meio aos burburinhos alheios, sê tranquilo;
Nos julgamentos precipitados, cauteloso;
Nas sentenças injustas, suporte;
Nas condenações por aqueles a quem serviu...
Tenha esperança de reviravolta a seu favor.
Diga José:
Por um sonho, vale tudo:
Torna-se motivos de espanto e terror.
Desarma-se dos conceitos de ser um deus;
Dos status e insanidade de ser melhor,
Deixa-se criar linhas para seguir como regras.
Sonhar os sonhos dos outros,
E sem conhecimentos de causas futuras...
Apenas considere;A sua causa, de causas da alma que só Deus sabe.
Nas condenações por aqueles a quem serviu...
Tenha esperança de reviravolta a seu favor.
TERRA ESTRANHA
O coração é terra de ninguém.
Terra estrangeira, as vezes, o do próprio peito... Hoje um paraíso;
Amanhã lugar de sacrifícios,
E há um tempo de sacrilégios.
Hoje lugar secreto, discreto.
Amanhã lugar barulhento, briguento;
Oscilante, tímido, embaraçado.
Ainda no presente, vive no futuro,
E quer promover mudanças no passado.
Na cabeça, mil pensamentos...
Coração é terra estrangeira no peito da gente.
