Às Vezes
"O medo de encarar a realidade de frente e lidar com os dilemas internos é muitas vezes o combustível para a fuga pelos caminhos escuros da dependência química."
Os percalços são árduos, por vezes tropeçaremos.
Os caminhos são longos, por vezes sucumbiremos.
As vitórias gratificantes, se perseverarmos, sempre venceremos!
Nossa disposição diária nem sempre se explica pelas condições externas; às vezes tudo está em ordem e, ainda assim, sentimos que algo está errado ou invertido. Com o passar dos anos, adquirimos maior domínio sobre essas situações; não vejo outro meio de adquirir esta inteligência emocional além desse fato, a idade!
O mero fato de um animal de estimação ter um teto não indica que ele seja feliz. Muitas vezes, estão amarrados, encarcerados em gaiolas, maltratados ou utilizados como sentinelas, vivendo em condições precárias e mal nutridos, passando por uma verdadeira tormenta, muito mais difícil do que viver nas ruas.
O que morre nem sempre é o que se acaba; o que morre, na maioria das vezes, é o que se deixa submergir pelo esquecimento.
Às ideias, muitas vezes é preferível o mofo e a poeira do que é intrínseco, do que o verniz e o polimento do que é superficial.
Não sou de má índole,
Mas se não fazermos coisas erradas,
As vezes, nunca encontraremos, na vida
A verdadeira razão de vive-la.
ATITUDES E PALAVRAS
O Poema e poesia
muitas vezes heresia
ou um simples desejo
sem efeito ao que a conduz
Feito de finalidade
Fidelidade ou inverso
Recursos da alma
Amor ou o fim.
Não se pode viver, sempre, o que diz
Mas a vida é continuidade da voz inconsciente, nunca inocente no que se reproduz.
Às vezes,
a pessoa confunde felicidade com prazer.
Felicidade é do Campo Espiritual,
já o prazer condiz com o Campo Carnal.
Nem todo prazer leva ao caminho da paz.
Ah! Esse calor que se sente
É às vezes um arrepio demente
Que faz o olhar infinito.
Sem pressa na ocasião
Aprazível sensação
Absolutamente perdido
Nos jardins esquecidos.
Não existem os astros
As cores e o espaço
Doa-se totalmente
À ação do desconhecido
Apêndice do desejo.
Amor é o orgulho sem censura
E tão somente
Amamos a nós mesmos.
Eu sabia: cavaleiro que andas a procura do dragão, encontra às vezes a gargantua ociosa em ré. Vem comigo ao esconderijo de Joao Paulo II. Tu és pupilo o aluno, escreve como ele, és o reflexo indizível do mesmo. Mas também pode ser o ermitão eremita prometido. Sem nexus, um complexus em que tudo se resume em sexus.
As vezes a vida é tão intensa
que é mas fácil, desistir ali mesmo.
Mas já parou pra pensar e se continuarmos....
Desistir, às vezes é a tomada de decisão mais sábia que há!
Desistir de sofrer.
Desistir de amar que não faz questão de ser amado.
E desistir de ser infeliz para buscar a felicidade verdadeira.
De que você precisa desistir?
Metáforas
Os galos da Dona Lena
Cantam muito cedo
Uns às vezes morrem
Outros passam a cantar
Noutros terreiros.
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Quase não sonho
Passo a ter sonhos confusos e difusos
Com o ator quando ele,
Despe-se de seu papel.
Escrevo
Na segunda-feira, escrevo;
Na terça e quarta, também;
Às vezes escrevo na quinta e
Na sexta quando sinto que convém.
Escrevo nos fins de semana
Nos feriados escrevo quando me apetece;
Em momento de orgulho
No mundo que é só meu
Faço a hora de escrever.
Pasmo sempre quando leio
Admito que não seja eu.
Mas escrevo que importa?
Mais me admira quem não o faz,
Nada sente nada pensa, pois
Nada tem por dizer.
Faço sentir nas palavras
Momentos obscuros de reflexão;
De amor e ódio sou cúmplice;
Hoje entendo o que escrevo, amanhã
Talvez, não.
Que importa então?
Não entendo muito das palavras,
Não sou poetisa
E seria muita audácia
Se a quisesse ser.
Nos vemos somente pelo reflexo do espelho, poucas vezes ao dia. Os que nos rodeiam, nos vêem face a face e podem saber mais de nós que nós mesmos! Uma crítica ou sugestão bem colocadas, para mim, são bem vindas.
