Às Vezes
Às vezes, os laços mais profundos são aqueles tingidos pela sombra. porque a verdade, mesmo dura, é o único terreno onde o amor pode fincar raízes reais.
"Muitas vezes o progresso não acontece, pois infelizmente ele esbarra em líderes que tem má vontade de sanar óbices ".
Anderson Silva
"Deus às vezes permite você passar por uma situação ruim em sua vida para abençoá-lo depois".
Anderson Silva
"As vezes na vida, mesmo sabendo que está sendo prejudicado, é melhor você optar por ter paz e ser feliz do que por ter razão".
Anderson Silva
"Muitas vezes o problema surge e cresce, porque quem está errado não é humilde para reconhecer o seu erro, e ainda acha que está certo."
Anderson Silva
Viuvo não é quem fica, é quem vai, entretanto, as vezes ficamos viuvo de um amor que não morreu, que não se entendeu e que se perdeu.
"Deus às vezes permite seus servos passarem por alguns momentos difíceis nesta vida para eles amadurecerem e entenderem que ainda são peregrinos".
Anderson Silva
"A justiça dos homens muitas vezes é injusta e nos decepciona; não obstante, Deus sempre vê tudo, e dará a recompensa para todos os que Nele confiam e que são honestos".
Anderson Silva
Às vezes penso há quanto tempo vivo,
e há quanto tempo existo
Há quantas andam meus pensamentos
e no que tenho feito pelos outros
e para os outros
E naquilo que haverei de deixar
e penso que talvez o tão procurado
segredo da vida
esteja na diferença que interpretamos
as palavras viver e existir
deixar e fazer
e no peso da palavra "Quanto?"
Perdi muito tempo sonhando
sonhei muito tempo acordado
acordei muitas vezes com medo
tive medos que não precisava
precisei muito pouco na vida
mas vivi de maneira correta
Uma vez quando eu era criança
desenhei num papel meu futuro
colori com as cores mais belas
escondi meu desenho de todos
para assim meu futuro chegar
da maneira que eu imaginei
só agora que fui descobrir
tal e qual ao que houve na vida
meu desenho perdeu todas cores
A casinha, o arco íris e as flores.
A parte mais bonita da mensagem
A cor mais bonita da pintura
Muitas vezes exigem o concurso
de um coração que seja desprendido
e possua uma alma mais pura
Pois
O espírito da coisa reside
Naquilo que não está escrito
e nem está na tela
A coisa mais agressiva que fazes
Não está num gesto
Ou na palavra mais dura
Procure
E talvez a encontre
Nas tuas omissões
Nas lições que não quis aprender
Teu tempo
Muitas vezes estará por um fio
Nunca perca a oportunidade
de dizer o quanto ama de verdade
e fazer um elogio de vez em quando
Ame
Enquanto houver
Alguém te amando
Amanhã poderá ser tarde
dai não vai valer nada
A palavra perdeu a validade
Tua companhia não faz falta
Noite alta
Você ainda está na rua
E em casa
Não há mais ninguém
Que te aguarde.
Edson Ricardopaiva
Creio não ser bom sonhador
Apesar de ter sonhado algumas vezes
Isso me fez apenas parecido
Com outros que sonharam
E tantos que ainda sonham
Mas a semelhança com eles
não passa disso
Sonhei sem sonhar concreto
Incluindo em meus sonhos
A quem estivesse na lista
dos pronomes pessoais do caso reto
Sonhei dividir conquistas
Enquanto outros sonhavam sozinhos
Sonharam melhor e sonharam perfeito
Meus sonhos foram à esmo
Qualquer coisa além disso
São falácias e aforismos
Por outro lado
Apesar de não saber sonhar
de uma coisa eu sei
Sei que nunca fui bom em nada
Pois vivo num Mundo
Em que todo mundo é bom em algo
Enquanto alguns são bons em tudo
Eu consigo ser razoável
Em ser ruim
Por mim eu creio que basta
Perante tão vastas grandezas e talentos...
Me contento com a pouca beleza
E talvez curtos momentos de alegria
Que minh'alma singela
Porventura possa dividir
Botando cores nos dias
E pedindo a quem me ouça
Que coloque uma flor na janela
Abra sua bolsa
e dedique algumas moedas
À alguma fome que encontrar na rua
E que sonhem um pouco menos
Pra si mesmos
Pratiquem desprendimento
dividindo com a vida
Nem que seja
Um simples sorriso
Que alguém certamente precisa
Nunca fui bom sonhador
Acredito que nem sonho é
Tento não manchar ainda mais o mundo
Tão repleto de egoísmo
E é este o meu compromisso
Mas não sou muito bom com palavras
Portanto, eu não sei
Que nome se dá a isso.
Edson Ricardo Paiva
Quando acordar de manhã
descontente com o dia de hoje
Pense que hoje já é amanhã
Noutras vezes, talvez você queira
Que seja depois de amanhã
E vá vivendo assim...até o fim
Pois o hoje é somente
O tempo onde a gente se sente
Permita-se
Sinta o seu rosto no vento
E em todos os gestos
Um resto do gosto
Em mentir o teu rosto vermelho
diante do espelho
Uma imagem na qual acredita
Imagine a viagem
Igual que fizeste no tempo
Um caminho florido
Um livro que se perdeu
Enquanto ainda na metade
Seja livre de verdade
E pule essa etapa
Um resto de rosto na capa
Pode ser que seja o seu
Mas nunca, jamais permita
Que te convençam
de que hoje é só hoje
e ´só isso
Como tão bem
Lhes convém.
Edson Ricardo Paiva
Uma coisa bonita
E mesmo assim
Difícil de aceitar, às vezes
É o fato de envelhecer
Ver as gerações passando
E conforme se sucedem
Incontáveis passamentos
A gente vai cedendo
Os nossos lugares
Na vida e no mundo.
Passam-se os anos,
Semanas...os meses
Segundo a segundo
Todos
Invariavelmente vivendo
De maneira meio desordenada
E cada um vai deixando
Ou não
Suas lembranças
Suas marcas
Retrados da gratidão
E pode ser que também não
As coisas acontecem
Como tem que acontecer
Histórias tristes e alegres
Consumado o tempo
Que por mais que seja
Sempre expira
A vida e o novo tempo
Entregues
A quem quer que chegue
Como quem passa um bastão
Algo assim, que simboliza
Uma vida corrida
Numa eterna disputa
Onde deveria ser
Desnecessário
Disputar nada
Ela passa depressa demais
Deveria ser somente bem vivida
Por isso eu sempre digo
A quem me escuta
Que a nossa curta viagem
Neste chão
Repleto de miragens
Não passa de mera ilusão
Portanto
Guarde consigo
Abraços de amigos
Lembranças de paisagens
E a certeza de que neste lugar
A gente somente passa
Ninguém fica
E é somente esta
A triste e alegre graça
desta vida
De tudo que se guarda
Nada resta
Além das lembranças
dos momentos
Que esta curta e grande graça
Pode ser bem dividida.
Edson Ricardo Paiva
Errei muitas vezes
Nesta curta vida
Acertei também
E muito
Foi muito além
daquilo que se costuma errar
Num único compromisso vivo
Vidas, erros e acertos
Agora eu olho pra isso
Como mero visitante
Quando olha uma foto antiga
daquelas que o tempo desbota
Ao passar por elas
Mas ainda dá
Pra enxergar nos detalhes
Aquelas reles coisas
Que ninguém nota, se a vê
Essa vida rota,
incrivelmente amarrotada
Que todos tem
E eu também tive
Olhares que não dizem nada
Pobres almas condenadas
Cobrando atitudes da gente
Percebo que não houve sorte
Não se vive o azar ao acaso
Só erros e acertos
Naturais
Quando a gente realmente vive
Vê
Que alguns prazos e compromissos
Terminam
Ou chegam bem perto disso
Vem aquela sensação
de olhar a vida
Como a vê-la de cima
e com certa isenção
Com a vivência
de quem olha e se cala
Quando sabe
Que é sim, possível, aprender a viver
Mas só depois da experiência
Entende que não há como ensiná-la
Perante os próprios tropeços
Compreende o valor das coisas
Cujos preços se descobre
Após muitos desdobramentos
E o coração nada fala
Aprendeu, ainda que vagamente
Que tristeza e alegrias
São coisas que o tempo apaga
Só restam lembranças
Pouco honestas, muito vagas
da procura pela cura
de uma loucura aparente
Existente ou não
Talvez tenha sido encontrada
Pra logo em seguida
Ser novamente perdida
e nunca ... jamais
Plenamente curada
Enquanto vivos
Até que um dia percebe
Que a lição melhor aprendida
Resulta
Em saber que no final
Apesar de tudo
Tudo continua exatamente igual
E tudo que nos cabe :
Aprender que não sabe nada.
Edson Ricardo Paiva
Num momento qualquer
Dessa vida
Que a gente vive
Muitas vezes sem querer
Acontece de pensar na morte
Não na morte como um final
Porém como uma mudança
A Música acabou
Troca o passo da dança
E naquele pedaço
De tempo que passou
Numa tarde qualquer, a gente pensa
Nas muitas caras da morte
Pense em tudo que matou na sua vida
Antes que a vida acabasse
O que será que você faria
Se tivesse
Pelo menos mais um dia?
Edson Ricardo Paiva.
Ontem, brasa
Hoje, cinzas
Sentem-se juntos à mesa
Destarte, algumas vezes
Riam-se de si próprios, mutuamente
Jante-se os anos que se seguirem
Se cinzas houver
Juntem-nas
Antes que o vento as carregue
Um dia
A companhia da solidão
Aproxima-se de todos nós
Até mesmo a própria mesa
Um dia há de ser pó
Pra juntar-se a si mesma
Sem qualquer dimensão
Cisma, separação
Nenhuma dor norteia
O nó da madeira
Sob a lâmina que corta
A árvore que era
Agora tanto faz
Eu pensei que jazia morta
De sorte que mesmo assim
Forte permanecia
Ontem, de alma atenta
Perto do fogo se ouvia
O nó da madeira a chorar baixinho
Lancinante tristeza
De sorte que vida havia
Na seiva caramelada
A última lágrima de despedida
Tristemente escorria.
Edson Ricardo Paiva.
