As Pessoas Sao como Ondas
solidariedade e caridade são coisas iguais?
Muitos acham que sim, no entanto, possuem sentidos diferentes. As sociedades atuais e mais justas marcham rumo à solidariedade de interesses e se afastam cada vez mais da caridade. Podemos até considerar a caridade como uma concepção inferior e bárbara, só tendo de altruísta a aparência, mas muito egoísta em sua essência e geralmente muito prejudicial.
Solidariedade significa associação e, de maneira alguma, caridade ou altruísmo. A caridade é antissocial e prejudicial; o altruísmo é artificial e sem poder. Examinando as obras mais úteis da solidariedade - sociedades de assistência, de socorro mútuo, de aposentadorias, de cooperação, etc., constata-se que elas não têm nunca a caridade nem o altruísmo por base, mas apenas combinações de interesses entre pessoas que, na maioria das vezes, não se conhecem. Despendendo uma certa quantia anual o indivíduo que fica doente ou envelhece tem direito a uma certa pensão, em relação com seu vencimento. Vamos imaginar uma outra situação que se coloque bem em nossa situação atual. Por exemplo, programas assistências como o "Bolsa Família". Oras, não seria mais justo que todos se associassem e somente recebessem o auxílio mediante trabalhos de limpeza, pintura, saneamento básico, manutenção de infra estruturas diversas em suas comunidades? Neste caso, seria um direito, e não um favor, do mesmo modo que o segurado contra incêndio tem direito a uma certa pensão, porque contribuiu por meio da associação para que o benefício existisse. O cidadão se beneficia de um direito que ele comprou e não de um favor (ninguém está lhe fazendo um favor por ele ser o maior coitado e infeliz da sociedade. É um cidadão que merece ter prestígio).
O ideal é até que estas associações sejam livres sem qualquer intervenção do Estado (infelizmente temos ou precisamos ter estas coisas de Bolsa Família - aí vai do julgamento de cada um). Deve-se destacar bem essas diferenças para mostrar o abismo que existe entre as associações de interesses baseadas em combinações financeiras regidas pelo cálculo de probabilidades e as obras de caridade baseadas em boas vontades hipotéticas e no altruísmo incerto. As obras de caridade não têm nenhuma eficácia social séria e é muito justamente que muitos socialistas, de acordo com o ponto de vista dos mais eminente pensadores, as rejeitam inteiramente. Que haja hospitais bem dotados de recursos e médicos capacitados, escritórios de assistência, é algo que se deve parabenizar; mas as obras de caridade, tomadas em seu conjunto (inclusive o bolsa família), são, na prática, muito mais prejudiciais que úteis. Na falta de uma fiscalização impossível elas servem, para manter categorias inteiras de indivíduos que exploram a piedade para viver na preguiça. Seu resultado mais claro, mais óbvio, é afastar do trabalho muitos indigentes, que acham os recursos da caridade mais produtivos e cresce em enormes proporções a mendicância profissional. São justamente estes que recebem estas caridades, alguns dos soldados do socialismo.
Longe de ser contradita pelas leis naturais, a solidariedade tem, pelo contrário, o mérito de poder se apoiar sobre elas. A ciência não acredita muito na liberdade ou, pelo menos, não a aceita em seu domínio, pois ela constata por todo lado fenômenos regidos por um determinismo rigoroso. Ela acredita menos ainda na igualdade, pois a biologia vê nas desigualdades entre os seres a condição fundamental de seu progresso. Quanto à fraternidade, ela menos ainda poderia aceitá-la, pois a luta sem piedade é um fenômeno constante desde os tempos geológicos. Certas sociedades animais - e são animais inferiores, sobretudo, quer dizer, as mais fracas - só sobrevivem através de uma solidariedade estreita; a única coisa que torna possível a defesa contra seus inimigos.
A Psicologia das Multidões Eleitorais
As multidões eleitorais são heterogêneas. A multidão eleitoral caracteriza-se sobretudo pela pouca aptidão para o raciocínio, a ausência de espírito crítico, a irritabilidade, a credulidade e o simplismo. Pode se observar nas suas decisões a influência dos condutores e o papel dos fatores afirmação, repetição, prestígio e contágio.
As multidões podem ser seduzidas. Assim, a primeira qualidade que um candidato deve possuir é o prestígio. O prestígio pessoal só pode ser substituído pelo da fortuna. O talento ou o gênio não são elementos de êxito.
É de capital importância para o candidato possuir prestígio e poder assim impor-se sem discussão. Se os eleitores, compostos em grande parte por operários e camponeses, nomeiam alguns dentre eles, fazem-no por razões acessórias, como, por exemplo, fazer frente a um homem eminente, a um patrão poderoso de quem quotidianamente dependem, e assim terem a ilusão de, por momentos, se tomarem eles próprios patrões.
Mas só o prestígio não basta para assegurar o êxito de um candidato. O eleitor deseja que lhe lisonjeiem as aspirações e as vaidades, e o candidato tem de rodeá-lo das mais extravagantes bajulações, não devendo hesitar em fazer-lhe as promessas mais fantasistas. Se os eleitores forem operários, nunca será demais injuriar e denegrir os patrões.
Quanto ao candidato contrário, é preciso tentar esmagá-lo dando como certo, através da afirmação, repetição e contágio, que ele é o último dos patifes e que ninguém ignora que cometeu vários crimes; e, para isso, é evidentemente inútil encontrar qualquer espécie de prova. Se o adversário conhecer mal a psicologia das multidões, tentará justificar-se com vários argumentos, em vez de responder às afirmações caluniosas com outras afirmações igualmente caluniosas, e não terá então qualquer hipótese de triunfar.
O programa escrito do candidato não deve ser muito categórico, pois os seus adversários poderão mais tarde recordar-lho; mas o seu programa verbal nunca será excessivo.
Poderá sem receio prometer as reformas mais importantes porque, embora na altura estes exageros produzam grande efeito, em nada o comprometem para o futuro. Com efeito, o eleitor não se preocupa nada em saber se o eleito seguiu a profissão de fé proclamada e na qual naturalmente a eleição se apoiou.
O orador que souber manejar as palavras e as fórmulas conduz as multidões à sua vontade. Expressões como: o capital infame, os vis exploradores, o admirável trabalhador, a socialização das riquezas, mídia golpista, elite burguesa, classe média fascista, etc., produzem sempre o mesmo efeito, embora comecem a estar já um pouco gastas. Mas o candidato que consiga descobrir uma nova fórmula, convenientemente desprovida de sentido preciso e assim adaptável às mais diversas aspirações, obterá infalivelmente o êxito.
Outro fato a se observar é que as multidões têm as opiniões que lhes são impostas e nunca opiniões raciocinadas. Essas opiniões e os votos dos eleitores ficam condicionadas pelas promessas de bolsas alguma coisa, facilidade de crédito para obtenção de algum bem, legados de algo, etc. Utiliza-se o terror, o medo para submeter as multidões. Olhe, vamos dar continuidade ao programa de benefícios adquiridos. Vocês não podem deixar de manter as conquistas do bolsa tal, etc.
Os povos continuam a ser governados pelo seu caráter, e todas as instituições que não são intimamente moldadas nesse caráter não representam mais do que uma capa de empréstimo, um disfarce transitório. É certo que se fizeram, e se hão-de fazer, guerras sangrentas e revoluções violentas para impor instituições às quais se atribui o poder sobrenatural de criar a felicidade. E porque provocam tais movimentos, poder--se-ia dizer que agem sobre a alma das multidões. Mas, na realidade, sabemos que, triunfantes ou vencidas, as instituições não possuem em si mesmas qualquer virtude. Lutar pela sua
conquista é lutar por ilusões.
Beijos são expressões de milhões de emoções,
são desejos lindos tão bem-vindos quanto infindos!
Guria da Poesia Gaúcha
São pequenos
momentos felizes .
Que transformam
nossa vida
em um grande
espetáculo de
alegria .
E realizações.
Toda grande vitória vem acompanhada de dor. Superações são feitas de sofrimento, para que obtenhamos amadurecimento.
Aquilo que cobramos da outra pessoa, não é uma exigência à perfeição, são apenas correções de alguns defeitos que ameaça uma separação com quem gostamos . A perfeição numa pessoa não existe, até porque se existisse seria um defeito com o nome de chato".
Determinação e segurança são elementos que aproximam o homem de uma mulher é importante que a mulher mantenha postura de mulher e não mulher menina.
Se por acaso existirem saudades do tamanho do mundo,
quero que tu saibas, que são minhas...
E são de ti.
Nossos inconscientes se amam, nossos conscientes se enganam.
Nossas palavras são razão, nossas atitudes emoção.
Nos afastamos, mas não nos separamos...
Eu era feliz quando era criança. Qual a criança que não é feliz? E elas são felizes simplesmente por viverem em um mundo irreal. E quando você cresce e acorda para a vida real, tudo muda. Você descobre que a felicidade não é algo permanente. É apenas um estado de espírito que nasce, morre e renasce. Ela nunca vai ficar. Isso quer dizer que nós nunca seremos felizes para sempre.
Tantas verdades e mentiras
observo os mortais,
nessa insanidade da vida,
as tramas são profundas,
sem maldade entre eles...
sinto as profundezas do inferno,
não busco por clemencia nem piedade,
apenas cumpro minha sentença.
por mais que tente compreende los,
são mesmas sedentas fontes de dores.
mesma busca por prazer os condenam...
a perdição de suas almas imortais.
são parte do meu que assim seja,
que aqueles que caíram dos céus...
pelo que amaram foram jugados...
pelo eterno amor seja único sentido,
entre as leis dos mortais as tabuas
sejam sagradas e leis dos anjos eternizada
com regras que poucos entenderam,
nenhum mortal ira ver ate chegue sua hora.
por celso roberto nadilo
Biografia de Marilina Baccarat de Almeida Leão.
Nascida em São Paulo - Capital, radicada em Londrina desde 1964. Escritora e músicista, com 13 livros editados.
Seu avô José Baccarat, foi prefeito e delegado de Santos na década de quarenta.
É acadêmica imortal, na academia de Letras de Vitória ES
Pertence a REBA - rede de escritoras do Brasil e pertence também a AJEB - associação de jornalistas e escritoras do Brasil.
"Vivo em um pais em que predomina o sistema do racismo capitalista, preto e branco só são diferentes se o preto for pobre"
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