As mais Belas poesias do Mundo
Não havia me dado conta:
que nasci com um belo
- par de asas -
Nunca desejei fugir de nada,
a não ser em busca da paz
e de um destino que me valha;
Ir embora não significa fugir,
é seguir em frente - infrene,
é saber o caminho a seguir;
em busca do que o covarde
não tem coragem, é não desistir!
Não havia me dado conta:
que nasci alma delicada
- e guerreira
Da mesma forma que eu brincava
por horas com a espada,
Sabia apreciar a minha bailarina
dançando na caixinha de música
feita de ferro, com pérolas e prateada.
Não havia me dado conta:
Ainda há quem agrida a minh'alma
feita de fogo e de fé,
Ainda há quem duvide da minh'alma
feita de rosas e jasmins,
Cheia de surpresas para quem planta,
Surpreende durante a colheita
vou decorá-la com os mais belos jardins.
Não pode e não
haverá de existir
Nada mais belo
e interessante,
E que nos conduza
a (fluir);
Nos levando
ao infinito
Do amor e da vida
alucinante.
Não sossego
e nem deixo sossegar,
Porque o que sinto
é de arrepiar:
Na poesia e na gentil
arte de amar.
Não devo nada
a ninguém
Nada mais
justo e forte:
É princípio
de (alguém)
Que é capaz
de amar
Até além
da morte...
Não calo e nem
deixo de escrever,
Aquilo que sinto_ eternizo
Na poesia o quê é,
e também há de ser!
Não nego o quê
bate no peito
Arrepiando a pele,
O amor é assim:
imperfeito.
Revirando o juízo,
Para tudo ele
encontra um jeito.
Não há alegria
mais encantadora,
De encontrar a
linda surpresa,
- as mais belas flores -
Que deixaste sobre
a minha mesa.
Um gesto tão simples,
tão suave,
Manifestação
de amor,
- cavalheirismo
embelezador
Carinhoso e provocador.
Desses meus
versos femininos,
Que clamam
pela tua presença,
Eternizam-na
com a crença
De ser amada
por você.
A tua alegria
é a minha,
Próxima
e distante,
Mas sempre
próximos
Com a mesma
alegria...
Surgi como o mais
belo juramento,
Sem engano e
sem tormento.
A minha essência
é profética,
Sou a encarnada
amenidade poética.
Para fazer-te companhia
ao invés do sol,
À beira mar, um oceano
de desejos,
Com versos e todos
os beijos;
Para fazê-lo amar,
longe dos medos.
Estou a te esperar,
poeticamente,
Da forma que ninguém
soube ousar,
E tampouco imaginou
experimentar.
Estou a crer,
infinitamente,
Que virás como
uma mansa manhã,
Acariciando-me
amorosamente.
Estou cá neste alpendre,
Para o amor nada depende,
Tudo é beleza, tudo é certeza;
A paixão põe o amor na cama,
e também acende a chama...
Quem ama não engana,
E nem se engana;
Vive com grandeza!
O coração em largueza,
Não resiste à entrega;
Vive com as cartas na mesa
- é inteireza...
Admiro a tua força,
O meu coração é o teu reinado,
Tenho o meu Princípe nas mãos,
E nos pensamentos
os mais dulcíssimos pecados...
Essa filha do povo sonha
e recita para si própria
Que ainda será apaixonadamente
- tua -
E ainda por muitas luas
Transformada em teus braços
na mais sortuda Princesa.
A carícia desce do céu
em forma de chuvisco acariciando
docemente a campina,
que bela alegria vespertina!
O teu coração é a minha estrela matutina.
Está escrito nas estrelas
o romanceiro catarinense:
o amor chegou de maneira
- surpreendente -
e intensamente,
Sonho com você poeticamente.
As matas e as montanhas
do Médio Vale do Itajaí
estão guardando o segredo
de um amor ardente;
nunca se ouviu falar
sobre uma história de amor
tão valente...
O chuvisco caindo do céu,
a brisa doce da campina,
e a polka das borboletas,
estão anunciando o espetáculo
do amor e da Mãe Natureza
- um primor de beleza!
O senhor do tempo não perderá
tempo fará aumentar o nosso sentimento,
e te trará para pertinho do meu coração;
e debaixo da minha retina...
Sou o teu amor e a tua menina,
Sou o teu pedaço de céu
que mora em Santa Catarina.
O luar e a brisa
da noite inspiram
a conquistar
a tua companhia.
Pude ver a beleza
da gradação das cores
do amanhecer mesmo
ainda sem ter você.
Quero fazer parte
de você de um jeito
que você não sabe:
ser a tua galáxia.
Em mim carrego
os signos da imigração,
dos indígenas
e dos povos nômades.
Borboletas coloridas
voaram no caminho,
quem tem amor
nunca estará sozinho.
Quando leio, escuto
e falo o nome teu,
tem me deixado flutuante:
algo diz que já és meu.
Suave regato
que acarinhando
a bela floresta
em noite estrelada
e de imenso luar,
sei que sobre mim
não consegue
parar de imaginar.
Os desejos teus
têm se unido
todos aos meus,
e algo em nós
tem persuadido
à um romance
a ser bem vivido
unidos aos astros.
Os sentidos teus
têm se conectado
todos aos meus,
carícia indômita,
busca assumida
pelo paraíso perdido
neste planeta Terra,
do meu coração
tomará inteiro conta.
Algo tem me dito
que pouco a pouco,
mesmo tendo
os resquícios
de criança medrosa,
não vou resistir
e cairei de amores
hipnotizada
por este teu feitiço.
Todo aquele que
tem o quê oferecer
planta árvores,
flores e a beleza
sempre espalha
nos campos
de altitude
e pelos lugares
por onde passa,...
Quando não escreve
pinta, cozinha,
conserta, esculpe
ou costura,
Busca a plenitude
da arte intensa
de viver sidéreo;
Vive carregando
em si o sentimento
poético do mundo
que vai além do que
uns dizem e você pensa;
e alcança a graça
do alto da Lua Cheia
que com a sua grinalda
luminosa a serra enfeita.
Bela Vista do Toldo
O aroma do mate trazido
pelos ventos faz lembrar
da tua gente indígena,
a memória profunda
afastada pelos séculos
e destes curiosos versos.
Balança a araucária
do meu destino,
o Contestado em mim
continua vivo,
salve Bela Vista do Toldo!
Os povos italianos,
poloneses, alemães
e ucranianos, semearam
lavouras prósperas
e ergueram uma cidade
acolhedora e sedutora.
Erguida unção mística
que traz o signo da vida,
os teus mistérios fascinam
e me fazem seguir a tua trilha,
salve Bela Vista do Toldo!
Na Festa de Nossa Senhora
da Glória e sob a benção
da Mãe eu me abraço
com o teu gentil povo,
Bela Vista do Toldo é puro ouro.
O aroma do mate servido
e a viola plangente
conta a História nas notas
da tua gentil gente,
salve Bela Vista do Toldo!
Em cada CTG me encontro
com você até o dia clarear,
Bela Vista do Toldo jóia
bonita de grutas escondidas:
meu porto seguro e amor de morar.
[Anúncio do seu sorriso]
Do anúncio ao anunciante
Um sorriso belo e contagiante!
Em minha mente, um pranto
de regozijo ao anunciante.
Olho para uma cor...
Seu anúncio aparece
Olho para uma flor
Novamente o resplandece.
Um anúncio bem planejado.
Em lugares aleatórios;
aparece nos olhos ou na mente
umas 300 vezes, literalmente.
Aparece "do nada" em mim;
Como se eu precisasse para sobreviver. Realmente eu gosto de ver.
Seu anúncio. Nunca me canso de ver.
Se sentir flutuar...
Voar sobre as nuvens
no céu de alguém.
Passear pelas belezas que há.
Avistar um sorriso... de canto talvez.
Já é uma dádiva.
E por fim, acampar no abraço
de quem te faz bem!
Artistas, de qualquer tipo, têm a individualidade de enxergar beleza em qualquer estado humano. Se não enxergam a beleza, transformam-no em arte, então, será belo. Tragicamente belo. Talvez, tragicamente necessário.
"Poesia em tempos de pragmatismo e liquidez é fraqueza. Quero viver submerso na arte, na poesia no amor, na beleza e na gratidão de ver a vida com os olhos da esperança, ainda que seja visto como fraco"
O silêncio...
(Nilo Ribeiro)
O silêncio tem o seu valor,
se cala para não magoar,
se cala por amor,
se cala por amar
o silêncio pode ser lamento,
nele pode haver beleza,
nele tem sentimento,
também pode haver tristeza
o silêncio tem perfume,
o silêncio tem ideologia,
às vezes não fica imune,
às vezes vira poesia
silenciar a voz,
silenciar o coração,
o silêncio pode ser algoz,
ou talvez a solução
silenciar não é calar,
silenciar é atitude,
é uma maneira de comportar,
é também uma virtude
o silêncio na poesia
é uma singularidade,
mas ela mantém a magia,
ela versa a verdade...
Flor paradisíaca
Flor que tem perfume,
textura, cor e sabor.
Flor que dá fruto,
reproduz a vida,
amamenta, alimenta,
sustenta e gera o amor.
Flor que pode ser calma
e serena,
até o momento
em que age por instinto,
e se transforma numa fera
destemida.
Flor que é amante
e companheira,
mas desperta ciúmes.
Flor que ama e perdoa,
porque se abre para ser mulher.
Ridícula Paixão
Já dizia o poeta que todas as cartas de amor são ridículas.
E que, se há amor, tem que ser ridículas.
Ridícula é a paixão!
A paixão é uma das formas mais desarmadas de se entender o amor.
Ela sim é ridícula!
Ridícula porque não se explica,
Se cativa em poucos segundos e não se liberta tão fácil.
Ridícula pelos seus sentimentos anexos:
Uma mistura de dor, de constante presença e vontade de estar perto...
Ridícula pela incessante busca de alguém
E pela cegueira que incapacita a razão.
A paixão é ridícula!
Sentimo-nos saciados sem alimentos, bêbados sem estarmos alcoolizados,
Vislumbrando horizontes a cada momento... é ridícula!
Pergunto-me: “O que é ser ridícula?”
É provocar escárnio dos outros. A paixão é ridícula!
Ridícula porque é uma completude e independe dos risos de indivíduos secos por dentro...
A paixão é ridícula e sua maior sensação é: Apaixonar-se! Ridicularizar-se!
Deixemo-nos pois, expor ao ridículo de uma paixão! Ela sim é ridícula!
Poetisa
O tempo floria de tuas mãos
Enquanto adentrava os céus.
Fitava aos infinitos vãos
E alteava teus constelares véus.
Tuas alas espargiam areias doiradas
De sonhos remotos, esquecidos,
Que voejavam águas afloradas
De gloriosos desejos enaltecidos.
Embalada por oceanos colossais,
Derruía e refundia perfeições.
Bosquejava arcanjos celestiais
Em impensáveis concepções.
Perpassava desenfreada
Pelos mais diversos astros;
Pela imensidão acalentada,
Plasmava à mundos vastos.
E assim perpassando ia...
Vasteando, criando...
Esculpindo-se em poesia
E mais galáxias semeando.
Vivo hoje, morto amanhã.
As emoções que senti
Os momento que vivi
As palavras que foram ditas ou não ditas
Sonhos realizados,
planejados,
inacabados,
frustrados.
Amores vividos,
fingidos,
não correspondidos
acabam aqui.
Tudo termina aqui.
Este é o fim.
Poesia.
O voo desconcertado de uma borboleta entre flores amarelas enobrecidas por raios de sol desvela a beleza harmoniosa na existência dos seres e das coisas.
É assim, nas voluntariedades do mundo que a natureza desfila como desfilam as palavras em festival de poesia
