As Coisas Nao Acontecem por Acaso

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Quem não conhece o poder da oração,
é porque não viveu as amarguras da vida!

"Fé: fechar os olhos de uma vez por todas para si mesmo, a fim de não sofrer com o aspecto de sua incurável falsidade.

Mesmo quando não estou pensando em você, sinto um pensamento constante a seu respeito, como a música que acompanha os filmes.

Clarice Lispector
Minhas queridas. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, escrita em 22 de fevereiro de 1947. Trecho ligeiramente adaptado do original, que diz: "Mesmo quando não estou pensando “objetivamente” em você, sinto um pensamento constante a seu respeito, como a música que acompanha os filmes."

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Confie na minha transparência. Sou eternamente explícita. Se não gosto, não faço charme. Doa a quem doer, minha sinceridade e bem-estar são colocados em primeiro lugar, não nego.

Desconhecido

Nota: A citação costuma ser atribuída a Clarice Lispector, mas não há fontes que confirmem essa autoria.

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Se acreditas em mim, não temas. E mesmo que morras agora, ainda hoje estarás comigo no paraíso.

Mesmo a morte não deve ser temida por quem tem vivido sabiamente.

Jack Kornfield
Buddha’s Little Instruction Book

Nota: A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuída a Buda.

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Não posso mais roer os nervos enquanto as horas passam e você não aparece. Preciso me poupar. Não pretendo mais sofrer, depois, quando você sumir de vez. Sofrer por amor é pura vaidade. Vou olhar para retratos meus e, de novo, sentirei orgulho de mim. Fotos minhas antes de você. Quando eu ainda não tinha provado desse seu veneno vicioso. Da saliva que se fez heroína. Do cheiro que se fez lança-perfume. Deveria ter uma tabela antipaixão como as que fizeram para os tabagistas. Marcaríamos um xis nas vezes em que pensássemos no outro. Assumindo assim nossa fraqueza. Contando as horas em que fôssemos capazes de esquecer. Poucas, no meu caso, já que tudo me lembra você. E de noite as coisas pioram. Mas quero, e posso, vencer essa semana. Sobreviver à abstinência de você por sete dias. Ao éter da mentira, que deixou-nos malucas e cegas. Estávamos correndo descalças entre os destroços da cidade grande. Seremos crianças? Seremos julgadas como adultas. Sendo a culpa toda sua, que acreditou no ar que respirava. No sujo. Na inveja. Perdemos tudo na paisagem desolada dessa cidade. Cidade feia. E, no feio, nos perdemos. Ou me perdi. Sozinha. Para depois ficar aqui, sentada no meio-fio.

Eu? Eu não sou somente boa. Sou uma pessoa muito bonita. Generosa e linda – e quem aguentar, aguentou. Como prêmio, terá meu amor. Saberá da minha verdade. Dará boas gargalhadas. Mas terá que suportar uma boa dose daquilo que sinto. Pois, apesar de tudo ser diversão, nada é simples. Nada é pouco quando o mundo é o meu.
No meu mundo, eu não sei onde andam aqueles, “os melhores”, que bebem bons vinhos e saboreiam trufas. Queria saber se eles sentem, vagamente, pode ser vagamente mesmo, uma pontinha de nojo, ou de tristeza, porque vivem intensamente a baboseira dos vinhos e trufas, sem pensar em mim, nem querer estar comigo, nem com qualquer outra pessoa que não entenda picas de vinhos e tenha mais o que fazer do que pagar fortunas por lascas de fungo.

Se ficar assim me olhando, me querendo, procurando, não sei não, eu vou me apaixonar!

Quando a gente anda sempre em frente, não pode ir muito longe...

Antoine de Saint-Exupéry
O pequeno príncipe (1943).

Não seria bom se todos nós pensássemos da mesma forma. É a diferença de opinião que promove as corridas de cavalo.

Nada se leva. A não ser a vida levada que a gente leva.

Você não faz a diferença para ninguém se não fizer para si mesmo. Trate-se como você trataria um grande amor.

O importante é ganhar. Tudo e sempre. Essa história de que o importante é competir não passa de pura demagogia.

Não se pode pensar em movimento radical, forte e vivo, onde não haja controvérsia. A unanimidade absoluta só existe nos cemitérios.

A vida voa na sua cara, esbarra no seu rosto, suja sua vaidade, corrompe suas certezas, e você não pode fazer nada. A não ser lavar o rosto e começar tudo de novo.

Tudo que eu não invento é falso

Manoel de Barros
Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1996.

Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar rir pra não chorar.

Candeia

Nota: Excerto da música "Preciso me encontrar". escrita por Candeia e popularizada por Cartola.

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Se eu me afastei, não foi porque eu desisti de você. Eu apenas estava procurando um motivo pra continuar lutando.

Reconhecer o que se sabe e reconhecer o que não se sabe, é digno daquele que sabe.

A inconstância e o amor são incompatíveis. O amante que muda, não muda. Começa ou acaba de amar.