As Coisas Nao Acontecem por Acaso
O tempo passou, e muita coisa mudou, e eu tive que desaprender muitas coisas que aprendi nesta vida até hoje. Sobretudo, aprendi a arte dificílima de desaprender e reaprender.
Eu ainda sigo aprendendo, desaprendendo e reaprendendo, porque a vida sempre nos surpreende com alguma coisa.
Há mais coisas entre o ego e o superego do que pode supor nossa "vã" psicologia, que nem Freud explica, e que até o capeta duvida.
Eu odeio coisas superficiais. E por isso tenho rancor deste mundo, pois ele é composto por coisas rasas e sem profundidade, mas adoro testemunhar a reviravolta do genuíno. Afinal, os humanos sempre estão atrás do melhor, não é?
Gosto de me apaixonar e se pudesse me apaixonaria todos os dias, por várias coisas, eu acho a paixão linda, ela é cheia de entusiasmos, nos traz sentimentos fortes... Se apaixonar é uma delícia, é saudável, é recomendado.
Se apaixone por você, por uma música, por um lugar, se apaixone pela sua vida, mas também não tenha medo da solidão. Sinta-se feliz em ter o suficiente mesmo que pareça pouco ou quase nada. Mesmo que no final seja apenas você com você mesmo (talvez o mais difícil).
Aproveite a Vida.
Vida de Solteiro.
Alexandre Sefardi
Entre as coisas mais semelhantes é onde é mais bela a ilusão: porque é sobre o abismo pequeno que se torna difícil lançar uma ponte.
Em resumo, o homem se reflete nas coisas, tudo aquilo que espelha sua imagem lhe parece belo: o juízo "belo" é sua vaidade da espécie...
Como pode alguém perceber a própria opinião sobre as coisas como uma revelação? Este é o problema da origem das religiões: a cada vez havia um homem no qual esse fato foi possível.
Existem duas coisas que podem te preocupar :
Se você é bem-sucedido
Ou se você é malsucedido
Se você é bem-sucedido
Não há motivo nenhum para se preocupar
Mas se você é malsucedido, de duas uma:
Ou você luta ou você sofre
Se você lutar,
Não há motivo nenhum para se preocupar
Mas se você sofrer, de duas uma:
Ou você sorrí ou você chora
Se você sorrir
Não há motivo nenhum para se preocupar
Mas se você chorar, de duas uma:
Ou você adoece ou você sara
Se você sarar
Não há motivo nenhum para se preocupar
mas se você adoecer, de duas uma:
Ou você vive ou você morre
Se você viver
Não há motivo nenhum para se preocupar
Mas se você morrer, de duas uma:
Ou você vai para o céu, ou você vai para o inferno
Se você for para o céu
Não há motivo nenhum para se preocupar
Mas se você for para o inferno
Você vai ter que cumprimentar tanta gente conhecida
Que não vai ter tempo ou motivo para se preocupar
Vivemos esperando que as coisas mudem, que as pessoas mudem; até que um dia a gente percebe que a única pessoa que tem que mudar é apenas a si mesmo.
A teoria deduz, pensa em como as coisas poderiam ser, mas a prática ensina, aprende e mostra.
De nada adianta viver se perguntando, teorizando como seria determinada situação, se você nunca viveu ou não está vivendo ela de fato.
É como, por exemplo, imaginar como seria estar em tal lugar. Quando faço isso, estou apenas teorizando, imaginando, superficializando uma situação na qual não estive, não experimentei de verdade. Mesmo que eu tente deduzir se seria bom ou ruim, só vou realmente saber quando estiver lá, quando estiver vivendo a experiência, no local, experimentando, aprendendo.
Da mesma forma, pessoas que se imaginam em um relacionamento com alguém, teoriza como seria namorar tal pessoa, imaginando como seria a convivência, positiva ou negativa, seja lá qual for o cenário que criem na mente delas. Mas, enquanto isso for apenas imaginação, não passa de uma teoria, sem qualquer prática real. Não importa o quanto deduzam ou imaginem, elas nunca saberão o que realmente é, até viverem isso na prática, até estarem no momento real, vivenciando o que ocorre nos detalhes, nas emoções, na convivência.
Independente de qual for a situação, o essencial é a ação, o movimento, o ir, o fazer, o viver. Só assim é possível entender, aprender e saber o que realmente acontece. A vivência é o que ensina, não a invenção de cenários na nossa cabeça. O que a teoria faz é criar dúvidas, deduções, suposições, mas nunca nos ensina de fato o que é bom ou ruim. Só a prática, a realidade, é que nos revela o que funciona e o que não funciona para nós. Por isso, é necessário se arriscar, se lançar na prática, para realmente saber.
A humanidade começa a regredir quando as coisas feitas por interesse são mais incríveis do que as coisas feitas por amor.
