Árvores
Floresta amazônica
Árvores que se comunicam como sociedade protetora,
Carregamentos aéreos com nutrientes vindos do deserto do Saara,
Fauna dos comuns, dos exóticos e dos desconhecidos,
Tribos e cachoeiras escondidas,
Mistérios profundos, ponte de elos, de mitos e lendas, o Curupira e o Boto que o digam,
Desprotegida, desrespeitada, pulmão ferido,
Amada pelo sol, aplaudida pela lua,
Símbolo de sabedoria, de riqueza e do que é sagrado.
Quero morar na floresta ou em uma ilha paradisíaca, entre árvores e silêncios, e nunca mais me curvar às exigências do mundo.
Amanheceu bonito, sereno, os passaros cantaram alto, as árvores dançaram sincronizadamente, o brilho do sol pareceu mais vivo, o vento abraçava, os ‘bom dia’ pareceram realmente saudosos, os olhares me pareceram sinceros, os sorrisos me encantaram… Era um dia normal, como todos os outros, o que hávia mudado era a minha forma de olhar o mundo.
" Via sem querer entender, olhava o Jardim e bastava-me o olhar. Havia uma verdade nas árvores que não precisava de nome, e um sossego em mim que vinha de fora. Se pensasse estragaria o instante. Se sentisse, pertencia-lhe."
Em livro a terminar.
Hoje senti a força dos ventos pela manhã, fortes e certeiros, os galhos das árvores e as folhas farfalhavam de um lado para outro, assim despertei.
Na pausa para meu almoço chegou a chuva intensa e rápida, num abençoar doce da energia da terra.
A Terra, as plantas logo absorveu aquele néctar puro e cristalino, nutrindo a sede que possivelmente sentia.
No meio da tarde para fechar o dia o sol intenso apareceu sorrindo, me saudando em alegria!!! Sorri... Saudei com gratidão a presença tão presente dos quatro elementos!
Estar na presença presente é sentir tudo acontecer de forma plena e segura! Assim é!!
É muita gratidão!
No ciclo da vida:
As folhas caem, mas as árvores não morrem por isto. Em realidade elas ficam mais fortes, pois aterram suas raizes. Elas se mantém firmes nos mais rigorosos invernos, pois sabem que a a primavera chegará; e com ela novas folhas, novos frutos e sementes também chegarão.
Não desanime nas dificuldades, não reclame, não lamente, aprenda, mergulhe, evolua. Lembre-se que a Mãe Natureza está presente em todas as estações, te agraciando com as belezas da vida. Então, ainda que suas as folhas caiam, tenha a certeza que novas brotarão, pois suas raizes estão sustentadas por seu coração na verdade, na presença, amor, fé e proteção de todos os seres de luz e da luz que te ampara e ama incondicionalmente.
O amor não cresce em árvores, nem é comprado no mercado. Mas, se alguém quer ser amado, primeiro deve saber amar de modo incondicional.
"As árvores derrubadas ontem na praça do Fórum em Ituiutaba deixam uma triste sensação de perda e nos faz refletir sobre a necessidade de conservar e proteger o meio ambiente."
De certa forma,
eu sempre me senti
completa e serena
nos lugares onde eu pude
ver as Árvores e o Mar...
Afinal...
A minh'alma
tem as cores e os olores
da Mata Atlântica
e do Oceano Atlântico...
E o meu Lar
é a Região Oceânica de Niterói...
✍©️@MiriamDaCosta
@miriamdacostamiry
Primeiro derrubam as árvores 🌳🌳🌳
depois constroem condomínios,
bairros ( alguns até chamados de “bairros ecológicos”)...
E no fim, nomeiam as ruas
com nomes de árvores em via de extinção
ou que já não existem...
✍©️@MiriamDaCosta
🌬️ Ode à Ventania 🌪
O vento chegou de improviso,
veloz e potente,
balançando as árvores do quintal
como se as chamasse para dançar
em seu impulso frenético...
As folhas, dispersas, formavam
um corpo de balé no ar,
seguindo a cadência rítmica
do vento...
Ó ventania!
Às vezes tão cruel,
arranca e destroça
tudo o que encontra em seu percurso;
outras vezes, com maestria,
ensina que há momentos
para parar e observar,
para entender que é necessário deixar ir
e acolher o que deve vir...
Ó ventania!
Chegaste como fera solta,
rasgando o silêncio do quintal,
fazendo das árvores tuas parceiras
numa dança insana de poder e vertigem...
As folhas,
oh, as folhas!
eram fragmentos da vida
voando sem destino,
sopradas por tua fúria caprichosa...
Ó ventania,
cruel como quem ama demais,
que arranca raízes,
derruba o que resiste,
e ainda assim
traz o sopro que renova,
o caos que purifica...
Ensinas, sem palavras,
que o que parte
também ensina a ficar,
e que só o que se entrega
conhece a leveza do ar...
Ó ventania!
O vento veio de repente,
como quem tem pressa de viver,
trouxe em si o rumor do tempo
e o perfume das lembranças antigas...
As árvores se inclinaram em reverência,
e as folhas, desprendidas,
dançavam como almas libertas
sob o toque invisível da ventania...
Ó doce e brava ventania,
que às vezes fere,
mas também consola,
tu me recordas
que tudo o que parte
abre espaço para o novo respirar...
Há beleza no que se despede,
e quietude no que permanece...
assim como o vento
que passa, mas deixa a alma...
✍©️@MiriamDaCosta
Hoje durante a minha caminhada
na Serra da Tiririca, entre árvores 🌳 🌴, plantas nativas 🌾🌿, flores 🌼🌺
e frutos 🥭🍌🍒🥑🥥 ...
oxigenei o meu olhar
com o ar puro da mata🌳🌳🌳
e a minha alma de silêncio e serenidade.
No caminho, voltando para casa 🏠
observei casas com muros altíssimos, câmeras de segurança em cada ângulo dos muros e nos portões... em todas!
Da mata aberta para os muros fechados,
a paisagem mudou, e com ela, o jeito de viver...
Lembrei de um tempo, onde as casas disputavam serem as que tinham o jardim mais bonito...
com varandas cheias de vasos pendurados com samambaia chorona, renda portuguesa, dólar, dinheiro-em-penca , lambari roxo e tantas outras espécies de plantas que pendem dos vasos... os canteiros do jardim com rosas vermelhas, amarelas, brancas, rosas🌹 ... dálias de todas as cores🌸... jasmim, margaridas, girassóis 🌻flores de todos os tipos e cores🌼⚘... era um verdadeiro arco-íris... cores e aromas...
As vezes, na ida para a escola, a gente "roubava" uma das flores para presentear a professora ... ou na volta para casa para agradar a vovó, a mãe, a madrinha ou a tia...
a família , quase que toda, morava na mesma rua ou bairro...
Onde foi parar o cenário de um tempo?
Nas cercas floridas dentro do recinto amarelado das memórias.
✍©️@MiriamDaCosta
Façam calçadas!
Asfaltem as ruas!
Cimentem os quintais!
Derrubem árvores
aqui e ali,
até que o “ali” não exista mais.
Invadam serras e matas
com condomínios luxuosos
ou barracas medíocres,
a ganância,
não distingue acabamento.
Aterrem manguezais,
beiras de rios,
lagunas e lagoas!
Avancem até a beira
dos mares e dos oceanos,
como se a maré obedecesse
escritura humana.
Mas lembrem-se:
a terra precisa respirar.
A água precisa fluir.
Não reclamem
quando a água visitar a sua sala
sem pedir licença.
Não reclamem
quando a terra,
cansada de sustentar excessos,
desmoronar sobre os seus projetos.
Você não viu.
Você não se importou.
Você derrubou,
aterrrou e invadiu.
Um dia
a Natureza reaverá
cada centímetro desapropriado.
A Natureza tem leis.
O ser humano as infringe
até que a sentença chegue.
E nessa hora
não há Santo,
não há Deus,
não há Jesus
que dê conta
de tanta insensatez.
O ser humano é insaciável
e irresponsável.
A Força da Natureza
é implacável.
✍©️@MiriamDaCosta
"As árvores meditam no
Inverno.
Graças a isto florescem na
Primavera
Dão sombra no
Verão e
se desnudam no vento do
Outono.
Amamos as flores,
mas arrancamos.
Amamos as árvores,
mas cortamos.
E ainda não entendemos o
medo que algumas pessoas
sentem quando escutam:
Eu te amo " ❤
O conhecimento acadêmico é valioso, mas o conhecimento que vem por meio do céu, das árvores, dos pássaros, do vento, do sol são igualmente valiosos. Que você tenha a sensibilidade necessária para perceber tudo isso.
Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.
Hoje, ao amanhecer, os passarinhos deixaram as copas das árvores e voaram como em qualquer outro dia, leves, confiantes, donos do céu.
Entre o fim da manhã e o início da tarde, algumas árvores do condomínio foram cortadas. Troncos ao chão, galhos silenciados, sombras desfeitas.
No cair da tarde, já na beira da noite, eu os vi outra vez. Voavam em círculos, inquietos, como se procurassem no vazio aquilo que, horas antes, era abrigo. As árvores eram suas casas, seus ninhos, talvez o berço de futuros filhotinhos.
É espantoso como tantas coisas podem mudar em poucas horas.
E eu fico aqui, pensando nos passarinhos — e na delicadeza frágil de tudo o que chamamos de lar.
As maiores árvores crescem sob os ventos mais fortes. Suas dificuldades atuais não estão te parando, estão criando as raízes necessárias para o seu próximo nível.
Quando o machado entra na floresta, as árvores acreditam que o cabo, feito da mesma madeira, irá defendê-las.
Mas a dor vem justamente daí: nem sempre quem está ao nosso lado está, de fato, do nosso lado.
