Árvore Ipê
Balanço sem criança
Rede sem preguiça
Bandeirolas de roupas
Ferrugem na decomposição
Tapete verde em desuso
Camada de girassóis ao chão
São ipês amarelos da remissão
Um click que pára o tempo
Pára o espaço
Esboça a forma
A pintura que não borra
A doce magia da criação
Moldura nítida da memória
Em traços finos da emoção
Floresça Brasília!
Alegra-nos Ipês, mesmo que antecipadamente alegra-nos,
floresça Brasília mesmo em meio ao caos atual.
Floresça e mostre que ainda há chances de cura...
apenas um breve
no invernado do cerrado, ipês, flóreo
num gesto leve, pintando o dia
a surpresa do encanto deste arbóreo
redigi no devaneio, sutil poesia
matizado o chão de fugaz fragilidade
onde decanta a vida em romaria
e a natureza recita-se em suavidade
num cântico breve de doce magia
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Na Praça do Centro
da minha Cidade de Rodeio
tem Ipês-amarelos
que testemunham a dança
do Sol e da Lua aqui
no Médio Vale do Itajaí,
enquanto eu te venero
em amoroso silêncio.
Versos Intimistas feitos
de amor e paixão intensos
por esta Pátria Brasileira
feitas de Ipês e muitas matas,
Onde a noite as flores
do Ipê-branco em especial
são confundidas
com as estrelas do magnífico
Hemisfério Celestial Sul
que nos rege e protege
de todo e qualquer Mal.
Não quero títulos,
não quero comendas
e também não
quero ser Imortal
da Academia Brasileira de Letras,
Quero ser lembrada
como a tal Poetisa
do Ipê-amarelo-cascudo,
de todos os ipês
e do Brasil Brasileiro profundo.
Muitos falam que
não devemos insistir
ou ficar onde perdemos
o nosso sorriso,
Penso que onde
e não importa como
você se encontre,
sagrado seja sempre
o seu sorriso,
Porque florescer como
o Ipê-amarelo é preciso.
Minha alma é oceânica
no silêncio e no bradar,
em mim há Mata Atlântica
e a terna Piúva magnífica.
Tenho muito o quê contar,
porém prefiro ser a poesia
e buscar as estrelas por
por companhia pela vida.
Porque tudo gira ao redor
quando você chegar
com o seu amor para ficar.
Tenho certeza que vamos
no repletar e nos transbordar,
e juntos todos os dias celebrar.
