Artista
Nem sempre o bom artista, autor e criador genial e feliz com sua própria obra, consegue alcançar em vida um patamar estável, ganho e mesmo o meritório reconhecimento financeiro para garantir a minima estabilidade material, para sua sobrevivência e subsequentemente suprir as necessidades básicas de todos os pontos, contrapontos, elementos emocionais e familiares que vivem no entorno da sua profícua atmosfera criativa.De certa forma e na maioria das vezes são os herdeiros naturais autorais, quando conscientes e amparados pelo estado cultural, que legalmente conseguirão usufruir financeiramente de forma digna das grandes obras de arte da criação dos originais criadores falecidos..
Todo artista regional das diversas plataformas das artes em busca de novas oportunidades migra para o eixo RJ-SP afim de buscar também uma maior visibilidade. Mas quase a maioria deles sem perceberem em pouco tempo englobam se a metropolização, tornam se marginal e perdem por vez sua tua tão valorosa e preciosa, original identidade.
A obra de arte de um maduro artista e o dialogo com os diversos sentidos do espectador é inerente, constitutivo e essencial a alma da própria criação. O artista sensível fala muito mais pela construção de indefinidas perguntas e reflexões atemporais e não dimensionais do que por respostas tolas que ele mesmo não reconhece ou tão pouco acredita.
Aquele que sabe fazer conta não é um verdadeiro artista, talvez no minimo um economista criativo ou um inventivo matemático.
Na arte a atipicidade na criação de uma obra de um artista, não sugere de forma alguma, uma falsificação.
O que mais caracteriza o verdadeiro artista visionário criativo dos aptos elementos executores de obras previsíveis e decorativas, são as constantes indelicadezas e ameaças proferidas pelos agiotas a sua pessoa, cobrando e infernizando suas vidas. pelas complicadas imprevisibilidades de venda para sanar suas dividas financeiras, sempre.
A cor e a ação transmitem para o mundo sensorial atemporal as singulares emoções do artista, vindas de seu coração.
Todo artista de sucesso tem obrigações com sua arte, seu publico e com a vida no que diz respeito a dar de graça para caridade o que de graça por Deus, recebeu.
Cabe a curadoria de arte, ir além do universo privado e particular do artista e sua obra e encontrar uma nova conexão com o olhar publico inclusivo de todos os espectadores. Com isto provocar novos diálogos entre a obra, o tema, o tempo e o espaço.
o artista Moacir Andrade foi o meu maior mestre sobre as cores da Amazônia. Tudo de um jeito simples, como é típico de quem sabe, entre os igarapés, igapós e balneários da Grande Floresta. Suas palavras embebidas de magia do dia a dia, das que se encontra por esperança nas populações ribeirinhas ecoam no meu imaginário nas noites de lua cheia.
Privilegiar um novo artista pobre que reside dentro de uma comunidade, não é correção social alguma, muito pelo contrario é demagógico oportunismo em tirar vantagem da pobreza alheia. Agora levar o ensino da arte gratuitamente, fomentar círculos de ensino da arte e da cultura dentro das comunidades órfãs de baixa renda e mesmo colorir o ambiente com novas formas e cores, aguardando o despontar de uma nova vocação que existe, é sim o caminho mais prospero, verdadeiro e social.
Uma obra de arte, de um grande artista tem seu preço mas o conjunto das obras, que é a cultura artística da arte, sempre deve ser imensurável.
A versatilidade temática e técnica na obra de um artista, a principio é visto como uma afirmação concorrente dele mesmo e uma falta de personalidade.
Na pintura ao ar livre no impressionismo, o artista briga com as horas e o tempo, que muda toda a atmosfera, as cores e a luminosidade, antes iniciada e captada pelo pintor em momentos anteriores. Enfim a pintura tem que ser ágil, quase que como um forte e marcante esboço gestual do que viu pois o trabalho que era, vai se findar, propriamente dito, tempos depois nos retoques no atelier.
As assinaturas na frente e no verso nas obras originais do artista brasileiro amazonense Manoel Santiago, geralmente são diferentes. Afinal na frente, eram feitas com pincel e tinta, que muitas vezes ainda estavam frescas e molhadas e na parte de trás no verso eram feitas com lápis ou fusain, um bastão de carvão muito usado em pintura, permitindo assim uma gestualidade do autografo mais firme.
Devido a grande maestria do artista amazonense brasileiro Manoel Santiago, ele é um dos artistas mais falsificados. Não falsificam o que não tem valor. Logo as obras autenticas e reconhecidas do artista, tendem a valorizarem cada vez mais e de forma rápida. Tornando se um dos melhores investimentos da arte impressionista do mercado secundário no Brasil.
