Artista
Os tiranos com a guerra derramam dor e sague, mas o artista derrama as tintas para promover a paz e a vida.
Palmas para o artista!
Uma salva de palmas para o salto dado em águas profundas por aquele que não sabia nadar,
Submerso num mar oculto e repleto de segredos me agarrei a boia enigmática da ilusão enfrentando os medos bem como jogando com os riscos e assim subi em direção a luz que brilhava além das águas,
O canto da sereia queria me manter preso nas profundezas, mas um álbum de fotos revisitou a minha mente admitindo que as tentativas e erros já haviam sido esgotadas transformando-se em poeira,
Quase esqueci de mim de tanto esperar que o insuficiente desejo de amar jorra-se pedaços de nós com a essência da razão.
Esqueça a mentira de que o governo "dá dinheiro na mão de artista". Não é assim que a Lei Rouanet funciona! O governo apenas aprova o projeto. Depois, o produtor precisa bater de porta em porta nas empresas privadas para conseguir patrocínio. O dinheiro vem de empresas que escolhem destinar uma parte do seu Imposto de Renda para a cultura, em vez de mandar tudo para Brasília. Se o artista não trabalhar e o projeto não for bom, ele não capta um centavo. É incentivo privado, fiscalização rigorosa e zero dinheiro direto do caixa público. Informação liberta! Repense o que te contaram.
Todo artista de verdade possui em si a total liberdade na sua complexa criatividade e sendo assim, tem o direito de criar, aprimorar e inovar uma obra de sua própria autoria genuína, sem obedecer os mesmos temas, desenhos, traços, movimentos e cores utilizadas no passado. A marcação do tempo fica a cabo dos críticos e historiadores pois para o verdadeiro artista, não existe este tempo, com o passado, o presente e o futuro, tudo é uma coisa só, entre os sentidos, medos e desejos na livre perspectiva de se melhor expressar.
Você é o artista da sua própria vida. Moldar-se de acordo com sua essência significa ser autêntico, aprendendo a equilibrar os erros e acertos sem perder sua identidade.
Focar no seu próprio crescimento e nas suas próprias escolhas (pecados ou erros) alivia o peso de tentar controlar os outros e nos obriga a olhar para dentro.
O que você é por dentro te revela por fora
Recipiente vazio recebe qualquer conteúdo, portanto, se encha de coisas boas e procure sabedoria para preencher os espaços vazios.𓂃✍︎𖡼.𖤣𖥧𖡼.𖤣𖥧ᯤ
Irretratável, coloco-me à mostra:
sem timidez, como uma artista de rua
que se expõe diante de ti em praça pública,
onde és o único pedestre e interesse
que com gentil presença permeia
hipnótico de uma indescritível maneira.
O mundo não me tem dito mais nada.
Até agora vivi entre os calendários
e os relógios — até descobrir
por antecipação que há poemários
em a serem traduzidos e lidos
sob todas as luzes e ângulos.
Irretocável e irrefreável, trazes-me
perto do pomo inexorável
dos teus fascinantes lábios,
Quero eu te apresentar os meus
lábios e também os astrolábios.
Faço a evocação à sua força
e a sua serenidade porque o que
importa é o ápice além zênite
e a curva onde alcança o nadir
desde que se encontrem em seu poder;
sob as formas alquímica e de obra-prima
para nos labirintos da sedução e do prazer,
entrarmos em alinhamento e na sintonia
do beija-flor que com a caliandra se alinha.
Hábito
O que o músico, o desenhista, o escritor, o artista, precisam aprender é assumir uma atitude. É se colocar numa postura de nada decorar memórias, de não acumular procedimentos. É começar, neste instante, o que os mestres descobrem no final das suas vidas. A segurança, a certeza que vem justamente do que estão fazendo. Fazer graciosamente é o suporte, e não o amontoar de vivências. A Vida pulsa agora, agarremos a sua cauda! A Arte é o que surge neste instante. O que devemos aprender é aprender como livrarmo-nos daquilo que aprendemos.
Eu gostaria que nas praças
de todas as cidades do mundo
houvesse altares e monumentos
ao artista e ao poeta desconhecido,
e não ao soldado desconhecido...
Eu desejaria ver, nas praças do mundo,
não a glória fria dos soldados anônimos,
mas altares acesos em honra
dos artistas que salvaram nossas almas
e dos poetas que suturaram
as feridas invisíveis da humanidade...
Que cada cidade erguesse monumentos
a esses seres que não matam,
mas devolvem fôlego, sentido
e luz...
Eu gostaria que, nas praças do mundo,
houvesse um altar quieto
para o artista desconhecido,
um monumento doce
para o poeta que escreveu e viveu
no escuro dos palcos
das bibliotecas e livrarias
e nunca foi aplaudido...
E que, no lugar do soldado sem nome,
cabesse a memória daqueles
que sustentam a vida
com beleza, palavra,
silêncio, alma e coração...
✍©️@MiriamDaCosta
