Artista

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Todo artista de verdade possui em si a total liberdade na sua complexa criatividade e sendo assim, tem o direito de criar, aprimorar e inovar uma obra de sua própria autoria genuína, sem obedecer os mesmos temas, desenhos, traços, movimentos e cores utilizadas no passado. A marcação do tempo fica a cabo dos críticos e historiadores pois para o verdadeiro artista, não existe este tempo, com o passado, o presente e o futuro, tudo é uma coisa só, entre os sentidos, medos e desejos na livre perspectiva de se melhor expressar.

Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

Nessa jornada, não raro somos surpreendidos por ideias e pensamentos aleatórios. Como artista, damos demasiada importância às emoções. Pego-me falando alto sobre mim, sobre meu estado de espírito, sobre desconfortos diante de muitas coisas que, para os outros — pessoas com quem convivo — não têm a menor relevância.


Coisas como mau humor. E penso sobre mim com ares de soberania, como se de fato acreditasse que ser artista fosse algo superlativo, especial, distinto dos outros animais que habitam entre os homens. Não somos importantes — não, nem um pouco relevantes na cadeia hierárquica da sobrevivência.


Meu gato, com certeza, é mais especial do que muita gente. Ele é sensível, estranhamente contemplativo. Agora mesmo o vejo na janela, observando os aviões passarem sobre nosso prédio. A visão é encantadora. Ele reage sem espanto, sem constrangimento, apenas percebe.


Quão pequeno é o reino animal — e como o avião, talvez para ele, seja um deus: algo intocável, visto de longe como belo, espantoso e real.

Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte

Faleceu no mês de Agosto de 2026, a artista contemporânea japonesa Yayoi Kusama, em Tóquio. Em sua autobiografia revelou que " Luto contra a dor, a ansiedade e o medo todos os dias. O único método que encontrei para aliviar minha doença é continuar criando arte."
Nada tão diferente, para nos no Brasil do que a magnifica obra de nosso artista Arthur Bispo do Rosário e mesmo nosso artista pregador José Datrino, mais conhecido como Profeta Gentileza. A historia é uma só dentro do mundo artístico e criativo contemporâneo, o que muda é a dinâmica de respeito, da divulgação e a preservação dos legados. Não pense que os frutos do Museu de Imagens do Inconsciente, da saudosa Dra Nise da Silveira, são menores, pois não são.

Quem ouve e acompanha as modernas novelas de televisão está apto para ser um artista do inferno.

O artista nasce no Chuí, estuda na França, e morre no Rio.

Pintura deslumbrante, ao vivo e sem moldura, em uma exposição emocionante do Artista Divino entre cores e texturas, onde cada detalhe é expressivo e formam uma linda estrutura.

O Artista e a Sua Capacidade de Perceber Onde Há Vida e Transformar em Arte

Os artistas dão vida ao inanimado, trazem uma nova perspectiva diante de algo que muitas vezes não é percebido, muito menos por todos; exaltam artisticamente o que já existe; quebram expectativas para o agrado de uns e o desagrado de outros. Transformam a realidade em uma inspiração viva.

Aquilo que é bem simples ganha mais personalidade, passa a ser ainda mais relevante; então, faz uma menção cativante do íntimo do artista aparecer na sua arte, um tipo diferente e muito expressivo de assinatura, que reúne a sua imaginação e a sua criatividade em várias possibilidades de estruturas.

A inquietação da normalidade com uma interpretação lúdica, artística, profunda e seletiva como as palavras e as emoções aplicadas nos meus versos: minha poesia sincera e realista de uma simplicidade complexa. Sou poeta, logo, sou um artista; adepto da arte poética — a riqueza de um olhar detalhista.

Artista e a sua Arte numa conexão profunda, uma paixão avassaladora que vai aquecendo demasiadamente cada parte, um tipo envolvente de loucura artística que é tão prazerosa, que logo transcende a realidade, onde as fortes emoções são as cores e juntos pintarão sem pressa os seus corpos e no final serão um lindo quadro emocionante

O retrato exultante do desejo correspondido e do êxtase finalmente alcançado graças a um empenho recíproco dos seus universos apaixonados, coexistindo num mesmo espaço de um jeito harmonioso, um quarto iluminado suavemente por alguns raios de sol, tornando a racionalidade inconsciente e deixando a vida artisticamente com bastante sabor

Quente e saboroso como o fervor existente entre o Poeta e a sua Poesia, numa interação intensa, desprovida de qualquer pudor até chegar numa consumação poética, reunidos por uma inspiração atraente, liberta, inevitável, que fez com que a mente do autor ficasse ainda mais inquieta, sendo um estímulo abrasador, atingindo a mesma frequência.

De repente, por alguns bons instantes, o artista é ignorado, mas não de uma maneira maldosa, nem mesmo grosseira e sim quando a sua arte graciosa ganha vida e gentilmente rouba a cena ou melhor, cativa todo o destaque para ela e revela a grandeza do seu valor

Parece um momento mágico, provido de uma simplicidade esplêndida, alguns movimentos são percebidos, sejam reais ou imaginados, detalhes expressivos, especiais, que aparentam estar vivos e talvez até estejam, já que a ludicidade deixa tudo possível

Vale muito a pena ter uma admiração atenciosa, imersiva por diversos trabalhos artísticos, que abre as portas da imaginação, que torna a percepção mais sensível para acompanhar o máximo que uma arte é capaz de oferecer como uma extensão artística do seu íntimo.

Na minha humilde concepção de poeta, acredito piamente que o verdadeiro artista se torna eterno através da sua arte assim como a linda arte de Van Gogh que permanece viva, emocionando e sendo retratada a partir de um pequeno quadro, apaixonante com cores vívidas, detalhado com muito capricho entre traços e tintas

Um tipo fascinante e raro de eternidade que continua inspirando e mexendo com o imaginário, tanto de admiradores quanto de outros artistas, então, um desabafo por mais triste que seja, pode ganhar uma nova roupagem, quando essencialidades distintas se misturam e viram um sol durante as tempestades,

Vejo o tempo e essa sua relatividade no “A Noite estrelada”, que ainda inspira com a sua luminosidade de um céu exuberante particular, criada por uma mente caótica, antiga, usando as emoções e algumas pinceladas, motivadas fortemente pelas aspirações de uma alma muito expressiva, resultando numa expressão artística sem palavras

Qualquer comparação com os meus poemas chega a ser injusta, no mínimo, inadequada, porém, sabendo que tudo nesta vida é passageiro, inclusive, a minha existência, que também é temporária, às vezes, desejo de forma ousada ser eternizado por meio dos meus versos, proporcionando bem mais do que uma simples leitura, um baita privilégio.

"O artista depende do aplauso; quem se realiza com o que faz encontra paz no silêncio. O veneno alheio não alcança onde o olhar de Deus se faz presente."

O verdadeiro artista é apenas um mediador por meio do qual Deus contempla sua criação de uma perspectiva particular.


(Byung-Chul Han)

Emanuel Bruno Andrade (nascido a 19 de maio de 1976, em Nazaré) é um artista plástico autodidata, poeta e jardineiro profissional residente em Lisboa (Beato). A sua prática artística, iniciada em 1997, explora a intersecção entre a pintura física tradicional e as artes digitais, movendo-se pelos campos do abstrato, do gestual e do imaginário.
​Percurso Artístico e Exibições
​Exibições Individuais: Conta com 6 exposições individuais de destaque, incluindo projetos como Linhas da Vida, Ontem, Monumental, Átrio, Na Guelra da Veia e Cerne (apresentada no Hotel SMY Lisboa).
​Exibições Coletivas: Possui 10 participações coletivas, com forte presença em hotéis de prestígio e luxo de Lisboa em parceria com a Arca Gallery (como o Hotel Hilton, One Palácio da Anunciada, Corinthia e DoubleTree by Hilton), além de ter integrado mostras de relevo no Centro Cultural de Belém (CCB), no Museu da Marinha e no El Corte Inglés.
​Projeção Internacional: Participações em grupos online internacionais e seleção para o ARTBOX.PROJECT Zürich 8.0 na SWISSARTEXPO, na Suíça.
​Linguagem Criativa e Inovação
​Fusão Tecnológica: Cria obras originais explorando acrílicos, óleos, impasto e técnicas de espátula sobre tela, madeira e metal, complementadas por ferramentas digitais e inteligência artificial. Realiza a materialização física da arte digital através de impressão UV de alta precisão e texturas de relevo em painéis de alumínio Dibond e acrílico.
​Moda e Design: Desenvolve o conceito de arte vestível e design de moda sob a marca EBA, integrando padrões de obras originais com têxteis de wax africano.
​Escrita e Obra Literária
​Poesia e Antologias: Escreve poesia em prosa e verso, contando com colaborações em várias antologias de poesia contemporânea portuguesa publicadas pela Chiado Books e Atlantic Books, incluindo as obras coletivas Lisboa Cidade Mágica e Porto – Uma Cidade Com Alma (Tomo II).
​Narrativa: Autor da história infantil Acreditar no transformar (centrada na figura do Capitão dos Sonhos) e da epopeia contemporânea inspirada em Os Lusíadas.
​Media e Intervenção Social
​Televisão e Rádio: Participou em programas de grande projeção nacional, incluindo entrevistas na SIC com Júlia Pinheiro, no programa Bem Vindos e À Tarde no Kubico na RTP África. Realizou abordagens radiofónicas na Rádio Belém em defesa de pessoas vulneráveis e partilha de testemunhos de vida.
​Oficinas e Comunidade: Facilita oficinas de expressão artística e desenho (como carvão e pastel de óleo) voltadas para o desenvolvimento pessoal e comunitário. O seu acervo artístico conta também com representação de obras no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (Júlio de Matos).

Eu gostaria que nas praças
de todas as cidades do mundo
houvesse altares e monumentos
ao artista e ao poeta desconhecido,
e não ao soldado desconhecido...


Eu desejaria ver, nas praças do mundo,
não a glória fria dos soldados anônimos,
mas altares acesos em honra
dos artistas que salvaram nossas almas
e dos poetas que suturaram
as feridas invisíveis da humanidade...


Que cada cidade erguesse monumentos
a esses seres que não matam,
mas devolvem fôlego, sentido
e luz...


Eu gostaria que, nas praças do mundo,
houvesse um altar quieto
para o artista desconhecido,
um monumento doce
para o poeta que escreveu e viveu
no escuro dos palcos
das bibliotecas e livrarias
e nunca foi aplaudido...


E que, no lugar do soldado sem nome,
cabesse a memória daqueles
que sustentam a vida
com beleza, palavra,
silêncio, alma e coração...
✍©️@MiriamDaCosta

Eu queria ter talento
pra escrever
Alma de artista
pra dizer
As coisas que eu gostaria
que soubesse
Te convencer
de algo difícil de crêr
Se nem sabias que coubesse
Tanto amor
Em um só coração
Se eu fosse um pintor talentoso
e tivesse traço preciso
Eu pintava teu retrato
e botava um sorriso
em teu rosto
Em tuas mãos desenharia
Um um lindo buquê de narcisos
para olhar-te
todo dia
Não há como desenhar-te
Reproduzir tão divina
Arte
Tua imagem é poesia
A mais bela poesia
Que Deus escreveu
Concretizou-se
No dia em que você
Nasceu
Impressionismo discreto
despertando
suspiros concretos
Quando observamos
Tal beleza decidida
por você
valeu-me ter vivido
minha vida.

⁠A língua dos sábios é como um pincel nas mãos de um artista. Transforma coisas comuns da vida em raras obras de arte.
sfj,citações

O artista tem a missão de cantar a dor que a estatística insiste em ignorar.

O recomeço é a tela em branco que o artista da vida sempre nos oferece.