Arte de Viver
Se tudo que envolve nossas vidas viesse acompanhado de um manual de instruções,
a arte de viver perderia o mais eficaz dos seus temperos:
a persistência!
A arte de viver
é o simples que mormente hostis,
grosseiros,infectamos, ora presos a uma enxurradade pretextos e exigências
que nos impedemde acessá-la e desfrutá-la,
inspiradospor sua sofisticada
e sobretudo acolhedora
plenitude!
... creio
não ser mais tão difícil
perceber o quanto temos
trocado a 'arte de viver' - seus
fartos princípios e possibilidades -
por implicâncias e malefícios
que não respeitam
limites!
... a arte de viver
é uma ação irrestrita; sobremodo
participativa, em que ocasionalmente,
na condição deemissores, externamos
e partilhamos o que já alcançamos;
outras vezes, como receptores
de questões evalores que nos
faltam, orientam, nos
aperfeiçoam!
... por vezes,
a arte de viver manifesta-se
como predição de um risco - outras vezes,
como invulgar devoção transmutada num
inestimável sacrifício - e ambos, riscos
e sacrifícios, alternando-se como
tributos e atributos enriquecendo
nossas cotas de
virtudes!
... penso
não ser mais tão difícil
perceber o quanto temos trocado
a 'arte de viver' - suas nobres
sutilezas;tão distintoslegados -
por umpunhado de descortesias,
abusos - refutando seus
vastosbenefícios
eporquês!
Todas as vezes que o interesse pela arte é motivado pelo modismo ou exibicionismo, nem a arte viverá pelo artista nem o artista morrerá pela arte.
A arte de viver
O intenso sentimento do meu coração pela vida em seu esplendor faz de mim um artista. Sentimento que tanto me delicia, transformando em paraíso tudo que me cerca, colorindo todos os tormentos da minha alma e fazendo florescer com um olhar tudo que a própria vida destrói.
Longe de mim a perfeição , apenas sentimento .
Todas as coisas transformando-se em beleza e em cores diante dos meus olhos e dilacerando as forças ocultas da natureza , da minha própria natureza sempre ativa , que tenta devorar todos os sonhos me fazendo acreditar em uma realidade sem cores .
Choro, contemplando a amargura dando lugar a um misto de alegria e esperança me fazendo consolar pelo despertar da imaginação.
Regina Coeli
A arte de discordar é a mesma insanidade de saber viver temendo as ventas nebulosas de um ego maior.
Aceitar as diferenças do outro, traz-nos um novo sentir, um novo saber...Esta é a sábia maneira de viver para que um dia possamos dizer: A nossa vida foi a nossa obra de arte!
As artes foram ensinadas a nós pelos anjos, para que nunca esqueçamos que somos divinos.
e sempre podemos criar o belo, o novo usando pequenas e delicadas pinceladas de amor.
Todo mundo um dia passa por um sentimento, uma reflexão ou uma sensação que não sabemos explicar. Relaxe, respire fundo, pegue tintas e comece a criar coloridamente o que sente. A arte que fazemos instintivamente, pergunta e responde a maior parte de nossas dificuldades camufladas com a maior exatidão.
A vida tem que ser vivida com paixão. Não importa a idade e nem o que as outras pessoas pensam, a vida só faz sentido quando fazemos aquilo que acreditamos, sempre. Definitivamente, viver (bem) é uma arte.
Idade Bela
Como o ourives que avalia o ouro,
Apraz-me vem o tempo da idade bela,
Das rugas, o saber; do dia que vindouro,
Soma-se vida, vivida arte tão singela.
Conto horas de outrora, marcas de exemplo,
Entre nuvens que pesa, sol pondera e acalma,
Pois, não é de números que me veste a alma,
Nem tão pouco de sofrimento faço templo.
Cada manhã que da janela monta, desponta,
Advém a graça que minha existência canta,
Graças eu dou pelos anos que me faz viver.
E se a velhice me tomar de fato, amém!
Raros têm a coragem de seguir e ir além.
Cá no que me vem, fonte que me faz reviver.
Se por ventura, eu me desventurar aos olhos de quem não tem ventura nenhuma, não digam que eu me espalhei ao comprido, apenas porque em parte alguma um homem pode ser ofendido, por se aventurar de modo emancipado ao horizonte que nos é imposto. Mas que, por suposto, ou por uma hipotética altivez de nos aventurarmos todos de uma só vez, seria uma patética atitude por parte de muitos daqueles que exercem o direito de todos não exercerem o direito de ninguém. E para não chamar desventurado ao procedimento de alguém, nem tão pouco me meter onde não devo ser chamado, limito-me a fazer desta minha desventura o que um fado faz de uma aventura num engraçado entretém. Se me excedi, convém juntar todos os vocábulos daqueloutros retirados dos estábulos antigos, onde se fazem mais amigos, nos retábulos ecuménicos, onde os anjos académicos aparentam as dores que não têm, demonstrando que as mesuras convêm às dissimuladas aventuras nesta arte de viver…
O mundo não me entende, porque nem eu me entendo. Eu quero tudo, e tudo se torna pouco, eu quero amor e o meu amor não é compreendido porque machuca o prazer da desilusão, viver é uma arte abstrata.
