Arrogância
São muito louváveis as opiniões que não precedem a arrogância de tentar deslegitimar todas as outras,
sobretudo num mundo habitado por mais de oito bilhões de pessoas.
Há uma diferença muito silenciosa, mas profunda, entre sustentar uma ideia e erguê-la como única possibilidade de verdade.
A primeira exige reflexão, experiência, escuta; a segunda, muitas vezes, apenas medo — medo de que o outro, ao existir com suas próprias convicções, revele a fragilidade das nossas.
Talvez por isso, em tempos de tanto ruído, o que mais falta não sejam argumentos, mas humildade intelectual.
Opinar deveria ser um exercício de construção, não de aniquilação.
Quando alguém sente a medonha necessidade de invalidar tudo ao redor para que sua visão pareça sólida, o que se revela não é força, mas o exato oposto: a ideia que só se sustenta se estiver sozinha.
E ideias que precisam de isolamento raramente são maduras — são frágeis, ainda em defesa.
Num planeta onde cada existência carrega um conjunto irrepetível de vivências, crenças e contextos, discordar não deveria ser uma guerra, mas uma oportunidade rara de ampliar horizontes.
Afinal, cada opinião que nos confronta traz, em alguma medida, a chance de enxergar além do limite confortável do nosso próprio pensamento.
A verdadeira maturidade intelectual talvez não esteja em convencer, mas em coexistir — em sustentar aquilo que se acredita sem a urgência de silenciar o outro.
Porque, no fim, não é a uniformidade que enriquece o mundo, mas justamente a tensão criativa entre perspectivas diferentes.
E talvez seja esse o grande desafio do nosso tempo: aprender que ter voz não implica calar as outras, e que a solidez de uma ideia não se mede pelo número de adversários que ela derruba, mas pela serenidade com que ela permanece mesmo diante deles.
Não há espaço para a Arrogância nas fileiras silenciosas e gélidas de parede e meia dos cemitérios.
Onde todos se nivelam por baixo, em barraquinhos tão pequenos e cheios de nada.
Ali, onde o mármore já não distingue o rico do pobre, o poderoso do anônimo, o aplaudido do esquecido, toda vaidade parece uma espécie de piada contada diante da Eternidade.
Os títulos ficam do lado de fora.
As posses não atravessam sequer os portões.
O orgulho não encontra lugar para se acomodar entre quatro paredes tão estreitas.
Diante dos túmulos, a vida parece revelar sua verdadeira proporção.
Aquele que passou anos só acumulando bens termina com quase nada.
Aquele que se julgava indispensável torna-se só ausência.
A voz que tantas vezes ordenou, silencia.
As mãos que apontavam caminhos já não apontam para lugar nenhum.
E o nome, antes pronunciado com respeito ou temor, pouco a pouco se transforma em uma inscrição sobre a pedra, sujeita ao tempo, à chuva e até ao esquecimento.
É muito estranho pensar que passamos a vida inteira disputando espaços: espaço nas empresas, nas famílias, nas rodas de influência, nas vitrines sociais e até nos pensamentos dos outros.
Queremos ser vistos, reconhecidos, lembrados.
Construímos muros para separar o que é nosso do que pertence aos outros e, muitas vezes, gastamos a existência inteira tentando provar que somos maiores do que alguém.
Mas basta visitar um cemitério para perceber a inutilidade de tantas disputas.
Ali, nas terras silenciosas e gélidas, ninguém ocupa uma suíte.
Ninguém leva o veículo para dentro.
Não há cofre, diploma, medalha ou conta bancária.
Não há seguidores, aplausos ou plateias.
Há apenas profundo silêncio.
E, diante dele, a humanidade inteira parece caber na mesma medida.
Talvez os túmulos sejam uma das mais duras e espinhosas aulas de humildade intelectual que a vida oferece.
Eles nos lembram que somos passageiros, apesar da maneira como, tantas vezes, vivemos como se fôssemos proprietários do tempo.
Lembram-nos que o corpo que hoje se veste de vaidade amanhã dependerá apenas da memória daqueles que ficaram.
E que, no fim, a pergunta mais importante talvez não seja o quanto acumulamos, o quanto juntamos, mas o quanto espalhamos.
Porque há mortos que não morrem jamais, e há outros que morrem sem jamais terem vivido.
Os que não morrem jamais, vivem nas histórias que alguém conta, no conselho que alguém repete, na saudade que aperta o peito, no gesto de bondade que aprendemos com eles.
Há pessoas que partiram há décadas, quiçá séculos, mas ainda ocupam lugares enormes no coração de quem teve a graça de conhecê-las.
E talvez essa seja a única grandeza que mereça ser perseguida: não a de possuir um túmulo maior, mas a de deixar uma lembrança muito maior do que ele.
No cemitério, todos parecem pequenos.
Na memória e no amor de quem fica, alguns conseguem permanecer imensos.
Por isso, antes de olhar para alguém de cima, talvez devêssemos visitar um túmulo.
Antes de alimentar a arrogância, lembrar que a eternidade não se impressiona com nossos títulos e posses.
E, antes de desperdiçar a vida tentando parecer superior, compreender que, quando tudo termina, não importa a altura do pedestal que construímos.
Importa aquilo que fomos quando ainda havia tempo para ser.
Porque, no fim das contas, a morte não nivela apenas os corpos.
Ela desmascara as vaidades.
Com humildade diante de um gato, a arrogância que parecia estar no gato, passa a ser admiração mútua.
A arrogância por muitas vezes irá ofuscará a luz,
Mas quem é sábio será a luz que brilhará no fim do túnel
Jesus vai solidificar tua felicidade, metamorfizar o teu orgulho, sedimentar a tua arrogância. Vai intemperizar a tua sabedoria, concretizar a tua vitoria, fortalecer o teu animo. Vai fazer da tua vida um canteiro de obras, onde a rocha principal vai ser ele. Coloque está rocha para ser tua muralha.
Aos portadores de inferioridade, o orgulho de nossas conquistas sempre soarão como arrogância e soberba.
E no final, sabe para onde vai toda esta "matéria" e sua arrogância?
Vai virar comida de formigas, baratas, ratos, minhocas e etc.
Seja você Presidente da República ou Operário, Grande Executivo ou Gari, não importa sua condição financeira ou social.
Todo mundo vai morrer um dia e levar consigo o Rei que tem dentro da barriga!
A grande diferença é como será recebido do outro lado.
"Até que os oceanos sequem com a arrogância humana, ainda teremos em nossos corações o desejo de mudar o que não nos pertence, e amar aquilo que não devemos."
Quando ele disse que ia embora, minha arrogância e nariz em pé foram parar no ralo. Em um flash de segundos lembrei dos momentos bons e ruins, das brigas e das nossas loucuras, e uma lágrima me escorreu os olhos. È acho que ele era mais importante do que eu imaginava.
Eu pouco me importo com o estudo que tu tens, seja lá qual for, se eu ver em ti, a arrogância. Mas me importarei, com a qualidade de teus estudos, se eu ver em ti, a humildade do saber. Nem sempre tem muito a dizer, aqueles com muito estudo. mas tem pouco a dizer, aqueles com pouco estudo. A ignorância do saber, é pior do que a ignorância do não saber. Prefiro falar pouco com sabedoria, do que falar muito e nada ter a acrescentar.
A tua arrogância, este teu egoismo só vai te levar para um caminho de total escuridão! Liberta-se desta tua frieza, mania de se apegar demais ao material e a futilidade e viva melhor valorizando o simples, a vida!
Pudor é arrogância... É puro tabu de uma sociedade que tentou se achar tão moralista que acabou perdendo por completo a moralidade.
Nascemos nús e somos obrigados a esconder a nudez. Por isso questiono, faz sentido? Os que analizam a verdade por um outro ângulo são ignorados, mas sabemos que os considerados "loucos" fizeram as maiores descobertas.
Galileu morreu por descobrir o verdadeiro sistema solar. E quantos mais morrerão? Será que somos tão mesquinhos a ponto de pensar que tudo foi feito pronto? Que sempre será assim e que nada vai mudar?
Então que se danem os que fazem as regras, quero mais é continuar descobrindo o que ninguém percebe,
''Não seja ébrio de orgulho, de arrogância. Seja repleto de amor, de paz, de simplicidade. Não deixe o mal fazer morada em seu coração.''
