Arrancar do meu Peito
Meu sertão.
No peito levo a ferida
que arde no coração
olho a terra adormecida
sem verde na plantação
e ao Senhor faço a pedida
se eu tiver um dia de vida
me deixe passar no sertão.
Amor bandido.
O amor que trago no meu peito agora
Tão forte tal raiz que a roseira sustenta
Torna-se frágil como a pétala que da rosa cai
Ao vento forte, prenuncio de tormenta.
Amor bandido que me faz amar
Sem conseqüências todas deste amor
Despreocupado com a imensa dor
De nunca ter deixado de te amar.
Se amar demais foi sempre meu defeito
A esse amor me prende esta corrente
Amor sublime, sincero, perfeito
Amar-te assim será eternamente
Acorrentado permaneço então
Tal prisioneiro da louca paixão
E só você pode me libertar
Pois tens a chave do meu coração.
Renato
08/12/2015
Há alguma coisa em meu peito
a sobra ou a falta de algo em meu peito
Como se a borboleta da rua
viajasse por meu pranto quente
e salgado
e justificado
Como se a vida tenha oferecido mais
do que pude mastigar
e precisei cuspir o que não sabia o gosto
As mãos continuam trêmulas
as minhas e as tuas
Eu continuo correndo em direção ao sol
como se o pote de ouro fosse certo
e a respiração eterna
o ar colorido
Ainda encarcerado nos beijos de amores
que se desencontraram
eu luto com o mundo
que vive dentro de mim
ainda lutando com o mundo que vive lá fora
e gente
e bares
e cigarros
e cervejas
Ainda permaneço correndo para lá
para lá do meu sonho que não morre
porque se morre
morremos
Porque se eu não correr
minhas pernas atrofiam
e meus músculos desligam
e meu cérebro padece por falta
por falta de mim
Porque eu marquei o encontro comigo mesmo
e lá no horizonte
eu me espero
eu seguro um copo de vinho
um cigarro aceso
navegando no canto da boca
eu me espero com as roupas
que troquei todos os dias
e com o sorriso que o mundo não arrancou
e com a angústia do lado
bêbada
por não ter sucesso
Eu continuo, amor
Eu continuo amando
e devendo - com prazer
para toda a humanidade.
Ah essa tristeza que não tem fim, essa saudade que deixou um vazio no meu peito. Vai ser difícil seguir sem seu sorriso, sem poder falar com você todos os dias e ouvir sua voz doce, meiga e suave. Pequena criança, minha menina adorável, você foi para um lugar melhor. Mas aqui eu ficarei, sempre a lembrar de você, doce anjo de Deus.
chuva,chuva reina
em meu peito
quando te vejo
cair no horizonte
espalha gotas meu amor
gosto de você
quando repentina
trovejando se anuncia
almejo um vitral
lhe escutei novamente
o mato seco
mede a chuva permanente
reina, reina chuva
após doutrinas calorosas
e atos pecaminosos
alterna um pouco a vida
seu cheiro úmido
rege a sinfonia
do molhar úmido
e do vento que agia
anunciado o vão
da linda chuva; O sol
mas neste momento
é chuva da lua
imaginem agora esse momento único...
A sensação dentro de mim fica mais quente e se espalha pelo meu peito, percorre todo o meu corpo, braços e pernas, e vai até as extremidades do meu ser. Em vez de me satisfazer, os beijos têm o efeito oposto. Fazem com que minha necessidade seja ainda maior. Pensava ser uma espécie de especialista em fome, mas essa fome aqui é de um tipo totalmente diverso.
Pequeno baile de corvos:
Preso em corpo humano sinto meu peito gritar.
Me arranho em puro escárnio deixando de meu corpo a alma escapar.
Flui como luz clara em meio a penas negras.
Assim como o coração daquele que de tão amargo jamais amou.
Sinto frio, como se as garras de um carrasco me acariciassem.
Tomo fôlego, abro meus braços como me propusesse a voar...
Me atiro ao ar livre para enfim nunca mais chorar.
Abraçando aos céus, como os corvos bailando sob a luz de um luar...
Talvez o que mais me mate não seja lhe dizer um adeus.
Mas sim a incerteza de uma vida sem você... (e não poder jazer nos braços teus)
Talvez minha fraqueza seja apenas te querer.
Então deste corpo então quero fugir para que enfim cesse meu sofrer...
TOADA GOSTOSA
Tem dias que no meu peito, as horas dormem
Num compassar dolente e sossegado
Toada tranquila...
Tem dias que no
Meu peito ecoa uma voz sedutora de um homem
Num compassar gostoso de ansiedade que chama
Toada sedenta...
Tem dias que no meu peito ecoa a solicitude de ter e sentir
Mas que ao longe entoa triste que na verdade não vou te sentir
Toada angustiada...
Tem dias que no meu peito ecoa tudo de ti
Possivelmente é meu subconsciente que de tanto querer-te sofre muito seu ausente amor...
Toada de clamor ....
Tem dias, em verdade eu confesso, melhor dizer,
Todos os dias meu peito ecoa por tocar o teu peito
Por isto peço....
Seduz a minha alma alem do limite de minha resistência
Toada de sonho de tanto te querer te inventei....
Que sonho lindo criei ...
O sonho se chama " você "
________ Norma Baker
Quando ela me deixou,eu senti que uma parte do meu coração ganhou vida própria e rasgou o meu peito e saiu caminhando em direção a uma estrada sem volta,e a sensação era a pior possível a de que tudo estava perdido ou caindo sobre um abismo.
O toque de sua pele faz meu corpo estremecer, sua presença enche meu peito de alegria, seu olhar me encanta e sua boca sacia parcialmente o desejo de te amar. Depois de tudo guardo a enigmática esperança de um dia qualquer te ter em meus braços para todo sempre.
A tantas coisas que mi tiram do chão...que me deixam sem ar,meu coração em meu peito estar apertado com vontade de te amar, minha alma sedenta clama por viver...um amor verdadeiro e puro,mas que seja real e não seja do mundo...
Vem o cheiro contando mais historia que a pele
Batucando meu peito explode
Na crisália da consciência, dorme o empenho
Prazer na forma, entorta, a alma
Corre juventude, corre nas mãos do poeta
Batucando meu peito explode
Na palma da vida rodopio, expio, sento
Lento para tu, rápido para ti, organizo o infinito
Presente consciente, futuro consequente
No passado eu passo, com passos miúdos
batucando meu peito explode
De outono em outono fortaleço
no inverno envelheço, na primavera agradeço
AAH o verão!
Ver nunca é vão, Ver na expressão do outro, com o coração
Calma! Cante com a alma, a lagoa é escura mas a areia é branca.
O Meu Amor
Te levo no peito
As vezes preso à garganta
Dentro do coração,
As vezes perto da mão
Te levo na veia
Amarrado na alma
As vezes bem apertado,
Calçado na meia
Te levo no sal
Que salta o suor
E no clarão,
Que solta o luar
Lá no topo do céu
Até o fundo do mar
Desde o centro da terra,
Até o fim desse ar.
Deus utilizou da sensibilidade e da pureza daquele que chora, para fazer florescer no meu peito o sentimento daquele que ama.
Quando me achei perdido, te achei em meu coração, finalmente aquele aperto no peito e o vazio foram se embora para sempre. Uma sensação de paz, uma luz divina tomou conta de todo o meu ser, fazendo que um sorriso se formasse em meu rosto e a esperança de dias e felizes.
Então olhei para o céu é gritei bem alto o seu nome para todos ouvirem
DENTRO DO PEITO
Dentro do meu peito
Existe um amor aveludado
Cheio de pétalas de várias flores
Dentro do meu corpo
Existe um ninho
Onde descansa uma guerreira
Dentro da minha alma
Existe uma pedra, uma cruz
Feita de momentos de oração
Onde peço perdão, com o terço na mão
E confesso-me com atos e omissões
Dentro do meu coração
Existe um rio que me lava a mente
Que ilumina-me, de tudo aquilo que eu sou.
2015
Ouço o tanger melódico dos meus lúdicos sonhos
e sigo o canto do aboio que em meu peito mora...
sou a bruma leve, sem cortinas para a vida,
Sou o pontear que ondeia as cordas da viola!
O sol me 'alumia' em claves prateadas
e me cerca num mundo que é meu habitat...
Me envolvo em 'causos', frutos da minha cantoria
e ouço o canto do vento leve, só pra mim assoviar!
Domingo negro
Sol negro,
Dia cinzento,
Chuva de ácido,
Dor no meu peito.
Ódio do mundo,
Fé no Senhor,
Dias de cão,
Falta de amor.
Sobras e restos,
Migalhas do tempo,
Vida sem rumo,
Folha no vento.
Leve-me ao seu líder,
Espere a resposta,
Mudança na vida,
Ida sem volta.
Ausência
No meu peito existe uma dor
Tamanha, e com grande ardor.
Tem cheiro, tem gosto e tem cor
Tem nome, tem rosto e tem voz
Tem até choro, riso e som...
Ah!!!
Tem cura essa melancolia?
Quem dará jeito nesse coração que vive em aflição?
Atormentado e em uma prisão.
Escura e úmida feito a chuva no sertão.
Em prantos com frio e entregue a solidão
Que dor aguda feito um punhal a sangrar a alma
Sem esperança de um anjo que venha e a acalma.
Cruel Ausência, que me tira as forças e me leva a desfalência.
Que tortura dia a dia, sem piedade e compaixão
Deixando os destroços ao chão
