Aprendi que Nao Importa
Solta o fardo, apaga a luz,
deixa de lado o que te conduz.
A vida não é só conta e medida,
é o pulsar da alma, a paz permitida.
Não se cobre tanto, não se exija o mar,
basta o silêncio de apenas estar.
“Amizade que encobre crime não é lealdade, é cumplicidade.
Quem protege abusador ajuda a ferir as vítimas, escolhe o lado da dor e se torna parte dela.”
Soneto de Amar-te!
Amo-te, não como o céu ama as estrelas ou como o sol ama a lua. Mas, amo-te, como um eterno apaixonado que ama a sua amada;
Amo-te, não como um rio que sumiu no oceano. Mas, amo-te, como um rio que se adentrou nas profundezas do amor;
Amo-te, não como um viajante. Mas, como um passarinho que de tanto amar, jurou amor;
Amo-te dentro de uma imensidão de infinitas cores que se misturou e produziram o teu aroma e sabor.
Deus não serve para quem é inteligente, se você é inteligente você já é o Criador da sua própria História e do seu destino.
"Pedoe-me a minha intensidade, é que eu não sei amar, sem amar.
Não sei amar, sem sentir.
Não sei amar, sem demonstrar, pois para mim o amor é como apreciar uma taça de vinho.... A felicidade inicia no momento em que o líquido adentra meu ser, fazendo com que as minhas pálpebras se fechem em perfeita sintonia. Nesse instante, inicio, junto as batidas de meu coração, uma contemplação de aroma e sabor, ao qual, permaneço ali em êxtase me deliciando na embriaguez do amor."
Não cobiço carreira,
Não cobiço estabilidade,
Sou a ameaça sociopata,
O risco perigosamente presente;
Se a cachaça não alterasse a perspectiva,
Certamente garimparia a definitiva
Identificação com a confissão
De que este causador fora
Outrora sóbrio.
Sendo um bom colecionador,
Daquilo que me desfavorece,
Não promovo a preocupação,
Ela ocupa a posição que merece.
Ser ou não ser nunca foi a questão,
Tudo sempre será mera constatação,
Num dia tu és, no outro não.
[Mestre dos Pretextos]
Um indivíduo sociável
Em estabilidade pueril.
Não subestime a descrença,
Tudo que decorre é premeditado,
Ainda que subitamente.
Há muito, mas muito tempo,
Cerca de trinta ou quarenta minutos,
A verdade veio à tona,
Necessidade incontrolável
De mentir para ti.
Tem sido assim
Desde Eras imemoriais,
Surtos acalorados
De falsas promessas.
Uma culpa minha,
Particular e exclusiva,
Talento nato, lapidado,
A pedra bruta esculpida.
Então essa conversa fiada,
Contrastou em meus ouvidos afiados,
Combinações de palavras belas, ocas,
Dentes e bocas, um banquete aos canibais.
Comigo não, mademoiselle,
Deixe de amadorismos,
Estás num campo a desbravar,
Onde comandam generais.
Dialoguemos pois,
Frases curtas em longos textos,
Não me venha com desculpas,
Está diante do Mestre dos Pretextos.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)
Para Michel F.M., o fogo e o sangue não são apenas figuras retóricas; são elementos de uma alquimia existencial. Na trilogia Flores do Pântano, essas metáforas funcionam como o motor da criação.
Aqui está como esses elementos se manifestam na obra do autor:
1. O Fogo: A Transmutação da Dor
Na obra de Michel, o fogo cumpre dois papéis contraditórios e simultâneos: destruição e iluminação.
Autocombustão: Como visto no poema, o artista "incendeia o próprio coração". Na trilogia, isso representa a ideia de que, para aquecer (ou despertar) o mundo, o poeta deve aceitar o seu próprio consumo. A poesia é o resíduo desse incêndio.
A Forja: O fogo é o que transforma o "lodo" do pântano em "flor". Não há beleza gratuita; ela é forjada na alta temperatura de uma vida intensamente sentida.
2. O Sangue e o Miocárdio: A Poesia como Biologia
Diferente de poetas que buscam o "espiritual" ou o "abstrato", Michel F.M. ancora sua obra no corpo. O uso de termos como "miocárdio" ou "pulsação" revela:
O Sangue como Tinta: Escrever não é um ato intelectual, é uma hemorragia controlada. O sangue simboliza a herança, a ancestralidade e, principalmente, a vitalidade que o artista sacrifica para que o leitor sinta algo.
O Ritmo Cardíaco: A estrutura de seus textos muitas vezes emula a pulsação: frases curtas, cortes secos e uma urgência que parece vir de uma pressão arterial elevada. É a "anatomia do impulso".
3. A Dialética do "Pulsar"
O objetivo final dessa queima e desse derramamento é o mundo continuar pulsando.
Para o autor, a sociedade vive em um estado de "anemia emocional" ou "entorpecimento". O artista, então, atua como um desfibrilador: ele toma o choque para si para que o coração coletivo (a humanidade) não pare de bater.
Essa visão transforma o poeta em uma figura quase messiânica, mas desprovida de glória — ele é um "operário da dor".
Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
O amor que deixei ir era a minha liberdade, mas eu estava ocupada demais tentando curar quem não queria ser curado.
Bom dia! Que nosso dia seja protegido de tudo aquilo que não enxergamos, mas que sentimos como energias densas. Amém!
Na Suécia, vereadores não recebem salário fixo e deputados federais recebem cerca de R$ 16 mil líquidos após impostos. Ele não têm assessores nem carros oficiais. Ser político na Suécia é servir ao cidadão, não viver de privilégios.
Benê Morais
