Aprendi que Nao Importa
A DERROTA
A causa da derrota não se encontra no obstáculo ou no rigor das circunstâncias; está no retrocesso na determinação e na desistência da própria pessoa.
Se falasse em dificuldades, tudo realmente era difícil.
Se falasse em impossibilidades, tudo realmente era impossível.
Quando o ser humano regride em sua decisão os problemas que se erguem em sua frente acabam parecendo maiores e confundem-no como uma realidade imutável.
A derrota encontra-se exatamente nisso.
(Daisaku Ikeda)
Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome, em breve, será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.
Sei que o que escrevo aqui
não se pode chamar de
crônica nem de coluna nem
de artigo. Mas sei que hoje é
um grito. Um grito! de
cansaço. Estou cansada! É
óbvio que o meu amor pelo
mundo nunca impediu
guerras e mortes. Amar
nunca impediu que por
dentro eu chorasse lágrimas
de sangue. Nem impediu
separações mortais. Filhos
dão muita alegria. Mas
também tenho dores de parto
todos os dias. O mundo
falhou pra mim, eu falhei
para o mundo. Portanto não
quero mais amar. O que me
resta? Viver automaticamente
até que a morte natural
chegue. Mas sei que não
posso viver automaticamente:
preciso de amparo e é do
amparo do amor.
Tom pensou consigo mesmo que o mundo não era tão ruim assim. Descobria sem saber uma grande lei da ação humana, isto é, que para fazer um homem ou um menino cobiçar uma coisa basta tornar essa coisa edifício de ser alcançada. Se ele fosse um grande filósofo, como o autor deste livro, ele teria aprendido que o trabalho consiste em algo que o corpo é obrigado a fazer, e que brincar é algo que o corpo não é obrigado a fazer. E isso o ajudaria a entender porque fabricar flores artificiais ou pedalar uma máquina leve é trabalho, enquanto levantar bolas no boliche ou escalar uma montanha é diversão. Há cavalheiros ricos na Inglaterra que conduzem coches de quatro cavalos por mais de trinta ou quarenta quilômetros no verão, porque esse privilégio custa uma quantia considerável; mas, se lhes oferecessem um salário por esse trabalho, eles se recusariam a conduzir os coches.
As pessoas tentarão sugar a sua felicidade. Se não conseguirem, tentarão mudar o seu jeito de ser.
Por fim, sem êxito, elas difamarão você cruelmente!
Não sei onde você está, nem o que está fazendo e pensando; Mas eu estou aqui, sentindo sua falta e desejando sentir seu abraço.
Seria muito mais fácil desistir dos resultados se todas as escolhas dessem certo. E por que não deveriam? Na realidade única não existem ações erradas, apenas novas ações. Mas a personalidade do ego gosta de ver as coisas interligadas. Chegar em segundo lugar hoje é melhor do que chegar em terceiro ontem, e amanhã quero ser o primeiro. Esse tipo de pensamento linear reflete uma concepção grosseira do progresso.
Deus dá a cada pássaro o devido alimento, mas não lhe leva até o ninho.
“E ela não conseguia pensar em mais nada. A ansiedade era seu segundo maior sentimento. Quando seria a próxima vez a avistar o jovem cavalheiro que a roubou seu antes frio coração? [...] Quando conseguiria o abraçar e sentir a paz que irradiava do seu corpo para o dela? Se apegar a certeza de que seu amor duraria para sempre era a segunda coisa mais fácil no mundo; a primeira, claro, era amá-lo."
