Aprendi que não Adianta
( Me apaixono... Só que não! )
Muito cedo eu aprendi;
Não entregar demais para uma pessoa só, o meu coração.
Porque quando ela me deixar;
Eu vou sofrer,
Vou ficar sem chão.
Por isso eu decidi;
Se for pra me entregar,
Já me apaixono de vez pela multidão.
Assim quando alguém quiser me abandonar,
Quase nem vou sentir o efeito.
Pois, eu não suporto a solidão!
Viver na estrada me ensinou a ser mais minimalista. No motorhome, aprendi a valorizar o essencial, a encontrar riqueza nas experiências e nas conexões, e a perceber beleza na simplicidade.
É com muita tristeza que que constato que todos os valores que aprendi a cultivar durante a minha vida tais como: disciplina, respeito, humildade e altruísmo, perderam os significados nos tempos atuais.
Aprendi que não tenho que lutar por um grande amor, tenho que lutar pelo amor que existe dentro de mim, esse sim é verdadeiro e precisa ser preservado.
Onde tiver sorrisos é lá que estarei, pois aprendi, com a própria vida, que ela perde completamente o sentido se não carregarmos sorrisos do seu início ao seu fim.
Aprendi com minhas experiências que, se não formos alertados e ajudados a combater o preconceito, nos fechamos num casulo de vitimização, que nos impede de darmos, pelo menos uma vez na vida, a chance de vencermos esse mal.
Aprendi que o medo paralisa. Nos faz perder aquilo que foi destinado a nós e nos impede de aprender que nem tudo que queremos é o melhor pra gente. Independente do que for, não tenha medo, se jogue, pois para tudo na vida existe um aprendizado que só não vivenciamos porque deixamos o medo tomar conta de nossas vidas.
Canto para Ela.
No ano que passou aprendi mais de quem sou, do que tenho e mais ainda do que não tenho.
O ano que começa, já inicia com a vantagem do conhecimento adquirido, da experiência vivida, do exagero cometido e do que se faltou cometer.
O Presente é um brinde, então é viver esse bom de agora, sem pesos de outrora, sem pagar pelo que não é meu.
Investindo emoções para algum futuro, que também passará, até chegar o inevitável dia que todos nós dormirenos, profundamente, no sorriso seu.
Aprendi a ser grata, e bendizer o nome do SENHOR em todas as circunstâncias e deixar a minha fé me guiar a cada dia.
Agradeço pela frieza que enfrentei,
Pois ali eu aprendi que só em Ti me apoiei.
Quando faltou o abraço, veio o Teu consolo,
Quando me deixaram, Tu me foste o solo.
Obrigado, Pai, até pelas feridas,
Pois nelas senti Tua presença bendita.
Transforma a frieza que me rodeia,
Em brasas de amor, numa alma que anseia.
"Aprendi que problemas são como malas. Alguns sem rodinhas e, outros nem mesmo com uma alça firme.
Enfim, reclamar não irá diminuir o peso, nem mesmo o tamanho."
Aprendi a me afastar dos olhares que ferem, não mudo o outro, mas escolho onde repousa minha energia. Preservar-me, às vezes, é dizer adeus ao que já foi essencial.
Aprendi da forma mais dura: deixar o coração de lado e usar o cérebro como escudo. As pessoas são guerras silenciosas, pensam em si antes de estender a mão. Minha compaixão virou alvo, minha fragilidade, exploração. Hoje, sou um general cauteloso, planejando cada passo
em terreno hostil, pois a confiança cega só trouxe dor.
Mesmo cercado de vozes, às vezes sou só silêncio. Aprendi que a solidão não mora na falta de pessoas, mas no espaço invisível entre o que sinto e o que o mundo enxerga. Há dias em que sou multidão por fora e deserto por dentro, mas ainda assim, sigo procurando um olhar, um gesto simples, que me alcance além das palavras.
BALANÇO DOS ANOS 40
Recebi a vida sem pedir nada.
Cresci.
Aprendi a exigência do amor,
a impaciência da crise.
Perdi luz.
Enfraqueci ideais.
Conquistei planos.
Queria um aeroplano
vivaz e transparente
para me levar pelos tempos
(presente, futuro, passado)
Em busca de mim,
em busca do outro.
Da quietude dos campos,
com cavalos pastando
entre fontes inquietantes
de vilas perdidas.
Borbulhantes,
sadias,
por entre mil romarias.
O coração entre preces, amor, fantasias.
O cotidiano quebrado
como a semente do milho
caída na terra,
germinando,
gemendo a cada ciclo
por vida.
(abril/ 1992)
