Aprendi que não Adianta
Vi, vendo e aprendi.
Deus — eu acho — inventou o mundo pra ser riso,
mas a gente, caçador de nadas,
faz da vida um troço
cheio de importância.
Pássaros aproveitam mais as tardes que os homens,
voam fora das asas.
Olhar um passarinho seria suficiente,
mas teimamos em perguntar o por que de tanto voo.
No voar sem pressa,
nos ensinam a atrasar o fim do dia.
Vi, vendo e aprendi o homem complica,
feito formiga carregando folha grande.
Parece que a vida não basta em si.
Não tem segredo em ser, disso eu sei.
É só a alegria besta de estar na terra,
feito pedra que gosta de água
ou planta que conversa com o vento.
Só se é adulto quando se cresce criança.
A gente inventa propósito tentando esconder o óbvio:
que viver é um exagero de simples,
uma risada larga,
um susto bom de não entender tudo.
De como me inventei
Passei meus dias em meio às coisas miúdas.
Aprendi com as borboletas a carregar nas costas o mundo,
e com os pingos da chuva, a fazer serenata no chão.
A torneira aberta dos céus
jorrava horas inteiras de poesia,
e eu, menino sem bicicleta,
inventava que as palavras tinham rodas.
Brincava de crescer pelos olhos,
onde cabia o universo e um pé de grama.
Ensinava o absurdo a se acomodar no meu quintal:
uma pedra virava amiga,
uma nuvem, brincadeira de adivinhar.
Enaltecer os ordinários era meu jeito
de me desconhecer um pouco por dia.
As frustrações, eu punha no varal.
Torcia minhas tristezas até o último soluço
e pedia ao sol que secasse tudo antes da próxima chuva.
Porque a chuva sempre volta,
mas as tristezas, se bem secas, viram outra coisa:
lençol para embalar sonhos
ou sombra fresca para esquecer o calor.
Assim fui me criando,
com as faltas vestidas de beleza
e com os vazios repletos de poesia.
Nunca esperei o fim chegar,
porque quem vive de esperar
não interage com o presente,
nem cresce pelos olhos.
Escolhi viver assim:
de mãos dadas com o invisível,
sendo mais do que sou.
Ou sendo menos.
Afinal, quem precisa de muito
quando tem o céu inteiro dentro de si?
A busca pelo conhecimento, a vontade de aprender, enriquece nosso saber. Porque a vida, é um aprendizado constante.
"Se tem algo que aprendi ao longo dos anos foi a não me crucificar por errar, nem desistir na primeira tentativa. Erramos todos os dias, mas eu sempre tento acertar. E se hoje eu errar de novo, amanhã eu tento de novo, e de novo e de novo..!"
Uma coisa sei!
Entre as que não aprendi.
Pois neste existir ou real! Quase nada, compreendi.
No entanto, a um certo conhecimento, cheguei.
E por esse facto, ao ter tal conhecimento,
P´la lógica e por o humano, pensamento...
Sou mal julgado e mal interpretado.
Até mesmo, condenado...
O que eu sei é muito, sobre o tema «Sofrer».
Neste meu tanto, padecer...
Por isso, estou a teu lado,
Quando, todos t´atirarem,
Pedras, para de morte te matarem.
Eu, não ficarei a ver no largo.
Mas o que poder fazer, farei...
Para que seja, eu em teu lugar lapidado.
E assim, por ti minha vida darei!!!
HELDER DUARTE
Já fui Pastor das Assembleia de Deus em Portugal. Mas depois de ter ficado doente com a doença de Parkinson tive que deixar o ministério...Hoje estou com a doença de Parkinson ao 57 anos de idade, na Unidade de Longa Duração Manutenção em Albufeira.
O que aprendi com a vida
Aprendi a valorizar os pequenos momentos. Cada detalhe do dia a dia, que, muitas das vezes, passam despercebidos.
Aprendi a valorizar os velhos amigos, os que compartilham suas preocupações comigo e com quem, por consequência, sei que posso contar.
Aprendi a valorizar a família, e entender que, acima de tudo, família não se constrói necessariamente por relações de sangue, mas com relação de amor, reciprocidade e confiança.
Aprendi a valorizar as pequenas conquistas do cotidiano, e que vitórias maiores sempre vêm a seu tempo, e que é importante ter paciência para entender cada processo.
Aprendi a ter autoconsciência sobre minhas falhas, minhas limitações, mas, especialmente, minhas forças, e o quão longe elas podem me levar, superando diversos obstáculos e desafios.
Aprendi, principalmente, a me amar. Compreender meu lugar, e visualizar os espaços em que posso caber. E a me retirar quando ali já não sou mais bem-vindo.
Aprendi a me enxergar como meu melhor amigo. Aquele que ninguém tira, e nada substitui. Eis o que aprendi com a vida.
Não sei se estou certo, mas, aprendi isso com a vida...
Que a felicidade é igual a cócegas, quando você faz cócegas em você mesmo, você não sente nada...
Aprendi que eu tenho poder para matar o meu amor por alguém, mas, aprendi também que foi impossível eu matar o amor que alguém sentia por mim.
Aprendi que pessoas só mudam quando querem, por algum tipo de interesse.... e quando perdem o interesse, voltam a ser quem eram....
Eu aprendi que algumas páginas do livro da vida, não devem ser viradas, e sim devem serem arrancadas, por mais que esse ato posso doer, só vai doer uma vez.
Eu sei, eu sou um cara bom. Mas já conheci homens maus e aprendi a fazer oque eles não estão dispostos a fazer.
"Aprendi que amar demais não dá certo!
Não que eu esteja desencantada...
Eu apenas resolvi desconstruir minhas ilusões.
-Simples assim."
☆ Haredita Angel
"Não te deleto. Não te excluo. Minha caridade moral não permite. Aprendi que o perfume só permanece nas mãos de quem oferece rosas".
☆Haredita Angel
"Sentimentos pequenos não fazem em mim morada.
Já aprendi a transitar entre gente pequena sem me contaminar."
☆Haredita Angel
"Aprendi, a não combater o mal no terreno dos maus.
Pois lá eles são doutores...
eu não!
Eu não tenho knowhow em ruindade.
Sei que Deus os ama...
eu não!
Haredita Angel
"Foi em meio a tanto desconforto que eu aprendi a voar."
-Grata sou Senhor, pelo que me dás e pelo que me destes, principalmente.
☆Haredita Angel
