Aprendi que não Adianta
Não tive medo da vida
Pois quando aprendi
O sentido da palavra medo
Eu estava muito ocupado
Vencendo todas as dificuldades
Que, por si só
Teriam destruído a vida de muitos
Não tive tempo de sentir medo
Pois o tempo não parou pra isso
Nem busquei uma causa, razão
e nem motivo e nem sentido
A vida passou tão depressa
Que só nesta fase da vida
É que me ocorre o pensamento
Do quanto teria sido inútil
Ter tido o medo que quase senti
Pois a vida não parou pra ser perfeita
Por isso foi sendo refeita todo dia
Qual fosse um castelo de areia
Quando a gente tenta e tenta
E não tem por onde
Pois quando não venta forte
Vem sempre uma onda
De modo que no fim da tarde
A gente percebe
Que nem tudo está perdido
Há uma palavra escondida no vento
O tempo, sem pressa ensina
Que a beleza das coisas
São como promessas, escritas na areia
Mas quando a gente tanto insiste
Em tentar fazê-las
Aprende a fazer desenhos
Nas estrelas que o Céu ponteiam
Por isso não tenho medo
e também não me sinto triste
Existem mais delas no firmamento
do que todas as areias sem firmeza
Que o vento, sem dó
Carrega por entre os dedos
Talvez, por não ter sentido medo
É que descobri
O sentido da palavra vida.
Edson Ricardo Paiva.
Dizer que aprendi a viver...
Eu não posso
Mas eu posso dizer
Que habituei-me à vida
Adaptei-me ao mundo
Percebi a existência do inverso
A força da leveza
Na ausência da vaidade há beleza
Escuridão na luz
Quando o mundo
Busca a luz na escuridão
O bem no mal
Qual se isso fosse igual
A alcançar sua velocidade
Abraçar a verdade do universo
Sem nenhum apego
Dizer que se sabe viver
Não cabe a ninguém
A vida não é uma luta
Muito menos um jogo
Aprendi somente a não tratá-la assim
Pois o vento traz canções
Mas a voz do silêncio é a que fala no fim
Feliz de todo aquele
Que se cala para ouvi-la
Porque tudo é um mero sonho
Pendurá-lo numa nuvem não basta
É preciso depois
Dela afastar-se
Simulando a cautela tranquila
No momento mais exato
Que pro jogo e pra luta
Enveredem
Eu jamais aprendi a viver
Sei somente
Quando não fazer igual
Porque sei
No final
Todos perdem.
Edson Ricardo Paiva.
Fazer o melhor que podia
eu sempre ouvi dizer que era preciso
Assim aprendi
e a todos os lugares onde eu ia
eu fui até não poder mais
era assim que eu fazia
e desse modo eu percebi:
Não era aconselhável ir a todos os lugares
E pensei que era mais fácil assim viver
Mas a vida
Tem sempre outra verdade escondida
Em busca da verdade
Assim que eu vivia
E logo descobri
Que é preciso eternamente perseguir um novo modo
Há sempre um outro desafio
O preço disso é o recomeço
Por conta de desfiar, buscar a ponta do fio
Fazer o melhor que eu podia...ainda era possível
Por vezes sem conta eu o fazia
O difícil era saber o que fazer
Depois que tudo estava feito
Na hora em que chega o dia:
Um dia essa hora chega
Mas ninguém nunca me avisou que isso doía
O que nos rói é o não fazer...é desistir
é querer chorar e rir...é rir sem rir
Olhar e ver
O desfeito se desfazendo
Depois, olhar o que não fez
Compreender que, por ora
era o melhor a se fazer
descobrir que não sabia é descobrir
Que nada se pode fazer
E quando nada fizer....se alguém disser
Ouvir que ficou perfeito
Fazer o melhor que podia era a parte fácil
Difícil é não fazer nada...e a isso fazer bem feito..
Edson Ricardo Paiva.
Uma tarde de fevereiro.
Agora, é como se eu sentisse
Que agora sei de tudo
e que aprendi
Como se fosse
De novo os doces velhos tempos
Que olhava em volta e me iludia
Alegria de infância
Ver a lua atrás das nuvens
Quando a luz do dia não permite ela brilhar
E era como alguém comum
A andar na rua
E que nunca lutou numa guerra
Mas que sempre se molhou na tempestade
E tinha a chave que abria a porta
Ela não abria
Andou descalça em algum momento
E que valsou sozinha, diante do espelho da vida
E que ficou vermelha, por vergonha de si mesma
Que era por ninguém saber
O tanto que ela sabia
E sabia consertar a cerca
E sabia misturar e misturava as cores
Que, em resumo, era esconder a dor
De andar sem rumo e sozinha
Numa estranha e triste solidão
Que, quem sente, sabe que ela existe
Repleta do saber
Que vem depois de tanto a dia amanhecer
Da lição não aprendida
Quando encontra uma pena de anjo
Depois de tanto ir lá
Sem rumo e em vão
E descobrir
Que lá não tinha nada
E que todas as flores secam
Mas nem sempre o espinho precisa ferir
Houvesse alguém pra te dizer
Se eu puder ajudar, me avisa
E te acompanhasse, sob o mesmo guarda-chuva
Regar junto pela vida afora, as mesmas flores
Cultivá-las é como à lição
De misturar a cor da lua à luz do dia
E ver dissipar-se o vapor que colore
O ar da cidade após a tempestade
Olhar o mundo da altura da lua
Só que, dessa vez
Enxergar a verdade
Sem precisar
Esconder-se... atrás da doce loucura
De dizer que o Sol foi lá no fim do dia.
Edson Ricardo Paiva.
Não posso sentir o que ainda não vivi.
Foi com alguns erros que aprendi que as mesmas portas que se fechar também poderá abril.
"Eu aprendi que toda vez que eu sangro a minha alma, toda vez que eu removo as arestas, mesmo que isso cause alguma ferida, mas com a intenção pura e simples de limpeza e purificação, um broto germina naquela ferida e uma bela flor chamada Renascimento nasce."
De uns tempos para cá aprendi a enfrentar a chuva. Me vou indo nessa idade, muita aguaça na cidade, cada gota uma saudade, enchurrada de você. De tanto amar na chuva, voltei a estiagem, construí uma barragem e fiquei na ré《》presa à você.
Nunca mais ébria naqueles sonhos.
Pois minha voz, já não perpetua nos quatro ventos
Aprendi a sonhar num canto só
Aprendi a dizer não sem palavras e dizer sim com um sorriso.
Mas o choro... Seja de dor ou de alegria é abundante como as quedas d'água do iguaçu.
Conversando com o diabo
Diabos! Aprendi a lidar com o diabo, caminhei com ele pelas avenidas largas, e em meio às multidões. Em uma conversa franca com o diabo sentado às escadarias fúnebres e tenebrosas me compadeci, pelas injustiças que se cometem com um serzinho que Deus criou e delegou alguns pequenos poderes e uma cara feia franzina. Magrelo, peludo, orelhudo, barbicha, cabelo escasso, corcunda olhou-me com ar de tristeza, pediu-me que confiasse em conversar tranquilamente sobre uma possível alienação diabólica para o caminho de volta para o inferno lugar em que vivia sozinho esperando que tão logo acontecesse o fim de tudo. Em primeiro plano poderia ter levado um susto e já pulado fora da conversa. Logo o diabo foi me avisando sobre uma transcendência a qual Deus lhe confiou uma proteção que o tornaria majoritário sobre os humanos.
Indagou o Diabo: - Por que seria eu um ser intocável no imaginário da pequenez humana? Alguém me viu atrás de uma cortina obscura? Não espera que eu salte sobre as pessoas com um garfo afiado querendo assar gente no inferno! Bem, tudo bem! Eu sou mesmo um temível diabo, Deus me criou assim e também criou um irmão chamado Cristo, meu irmão mais novo, coitado esse sim é um sofredor, até morreu por causas nunca muito santificadas, mas o que humanos sabem é que toda a maldade praticada pelos seres humanos é atribuída a mim.
Pobre diabo aquele que se põem culpas, injustiçado, mal sobra uma donzela na varanda em noite de lua cheia, já sem nenhum encanto, uma ou outra vez uma moça expulsa do paraíso. O diabo segue fiel a Deus, ao deus dará. Na profundeza da caverna do diabo existem homens que lhe faltam talvez o conhecimento e não sejam capazes de discernir a obediência da liberdade, onde não se produz nenhuma crítica, esses homens são seres alienados aos processos religiosos para dar vida ao diabo. Diabo! Sou tão você!
Deixei de ser humano quando dei o primeiro beijo... Comecei a morrer quando aprendi a amar além do espelho.
✍️Na minha casa eu aprendi assim:
primeiro você paga suas contas, se der, compra o supérfluo. E eu levei isso pra vida toda. Era prioridade. Só havia para o necessário e muito medido e controlado.
AVEZ-VOUS COMPRIS?
✍️Aprendi sobre o Amor Próprio quando fui ignorada pelo "amor alugado", ele também desconhecia o próprio Templo.
🌷🔎💌💌✍️
✍️Aprendi sobre o Amor Próprio quando fui ignorada pelo "amor alugado", ele também desabilitou o próprio Templo.
🕉️👁️👁️💕💝🫶
