Aprendi que não Adianta
Sou Pauleremonopsicofilosofante: na dor aprendi, na tristeza cresci, na solidão venci. Filho do mar, mas eu não me afogo.
Aprendi a pensar nos outros e não desistir em nome da minha mãe, a Alfonsina Buconzo Ngoio, aprendi a medir a atitude, saber quando e como agir, a confiar em Deus e ninguém mais, aprendi a me abrigar com postura e não despedaçar o meu corpo e não desperdiçar o meu tempo com substantivos que não têm importância.
Aprendi a me autoestimar mais e mais e não me importar com apartes negativos dos outros e aprendi a não definir o limite na proteção da mente, do coração e do corpo.
“Eu aprendi, em meio à solidão, a amar tanto a minha própria companhia, que permanecer sozinha já não pesa… parece, na verdade, uma excelente escolha. Porque a paz que construí dentro de mim vale mais do que qualquer presença vazia.”
Depois de conversar
com um milionário, aprendi,
que rico mesmo, é quem possui bens,
que não perdem valor
e dinheiro nenhum
consegue comprar!
Eu, aprendendo com a vida:
Aprendi que nem todos ao meu lado, são meus "amigos";
Aprendi que muitos desses "amigos", só o são enquanto eu tive algo a oferecer-lhes;
Aprendi que quando eles se afastaram de mim, me fizeram um bem;
Aprendi que "amigos" são especiais e poucos;
Aprendi que enquanto aprendo, vou vivendo melhor!
Sob a luz da lua
Sob a luz fria da lua,
aprendi a caminhar sozinho…
não porque queria,
mas porque a vida arrancou de mim
todas as mãos que um dia prometeram ficar.
Houve noites em que o silêncio gritava mais alto que minha própria voz.
Noites em que chorei escondido,
olhando para o céu e perguntando a Deus
se eu ainda tinha forças para continuar.
E mesmo quebrado… eu continuei.
Quando o mundo dormia,
eu lutava contra meus próprios pensamentos.
Quando todos sorriam ao meu redor,
eu travava guerras dentro do peito
que ninguém via.
Disseram que eu tinha perdido.
Disseram que eu era fraco.
Que meus sonhos eram grandes demais
para alguém tão destruído.
E quando caí no fundo do poço,
não apareceu multidão para me salvar.
Não houve aplausos.
Não houve abraço.
Só existia eu…
a dor…
e a decisão de não morrer ali.
Foi na lama que descobri quem realmente sou.
Porque o sofrimento ou destrói um homem…
ou faz ele renascer mais forte do que antes.
E eu renasci.
Renasci das cinzas das humilhações,
dos “você não consegue”,
das noites sem esperança,
das lágrimas que molharam meu travesseiro
quando ninguém estava olhando.
Cada cicatriz virou armadura.
Cada queda virou força.
Cada vez que duvidaram de mim
alimentou o fogo que hoje arde dentro da minha alma.
Agora olham para mim e enxergam alguém forte,
mas não imaginam quantas vezes eu precisei morrer por dentro
para me tornar quem sou hoje.
E quer saber?
Ninguém mais pode me parar.
Porque quem sobrevive ao próprio inferno
aprende a não ter medo do fogo.
Eu saí da lama.
Saí do abandono.
Saí da dor que tentava me afundar todos os dias.
Hoje não sou rei por ter riquezas…
sou rei porque venci a batalha
que muitos desistiram de lutar.
E se a vida tentar me derrubar outra vez,
eu caio…
levanto sangrando…
mas continuo caminhando.
Porque a lua foi testemunha das noites em que chorei,
e agora também ilumina
o homem que eu me tornei.
Eu aprendi cedo a ser forte,
dessas prendas que seguram o mundo no peito
e não desmontam na frente de ninguém.
Mas tu foi diferente.
Tu me deixou vivendo um luto silencioso,
desses que ninguém percebe,
porque não tem enterro,
não tem despedida,
só um vazio quieto tomando conta dos dias.
E mesmo tentando seguir,
tem partes minhas que ainda esperam teu retorno
como quem espera chuva boa depois da seca.
Entre um passo e outro, aprendi a me olhar com mais ternura e a me escolher sem culpa.
- Edna de Andrade
Decidi não lamentar o que me falta.
Prefiro agradecer a Deus por tudo o que já tenho.
Aprendi a celebrar os pequenos passos,
porque são eles que me levam aos grandes destinos.
A felicidade mora aí:
na gratidão cotidiana,
no caminho que se constrói com fé
e um passo de cada vez.
— Edna Andrade
@coisasqueeusei.edna
Eu aprendi a me refazer em silêncio,
a costurar as dores com delicadeza
e transformar cicatriz em caminho.
Aprendi também a valorizar
quem fica.
Quem segura a presença como
um abraço e não solta...
Porque tem amor
que não promete
cura, mas
promete
companhia.
E isso já salva
tanta coisa
por dentro.
- Edna de Andrade
Se tem algo que aprendi — e valorizo profundamente — é não permitir que o comportamento dos outros envenene minha mente, adoeça meu estado de espírito ou apodreça minha alma.
Blindando a minha alma e fechando as portas para tudo que rouba o meu riso. Aprendi a colocar preço naquilo que não tem valor: a minha tranquilidade. Minha paz custa caro demais para ser negociada com quem não sabe respeitá-la.
Ian N.T
Aprendi a chorar...
Porque,
quando guardo
tudo para mim,
a dor transborda
de maneiras
muito mais
difíceis.
Hoje o sentir virou
minha forma de cuidado,
com a minha história
e comigo mesma.
“Aprendi a falar pouco — só o necessário.
Com o passar dos anos, aprendi a ouvir mais, a acertar mais,
porque já não tenho tempo para erros.”
— Wander Von Müller
Com o tempo, aprendi a ser quem sou
e a ouvir o meu próprio ritmo.
Entre o barulho e o silêncio,
é na calma que encontro paz
e onde minhas ideias florescem.
Gosto da vida simples,
das pequenas alegrias
que iluminam o dia sem esforço.
Não sigo padrões que aprisionam;
prefiro a liberdade da mente desperta.
Alguns vivem presos à própria verdade,
girando em círculos sem perceber.
Por isso escolho a serenidade:
um lugar silencioso
onde a alma respira
e a mente vê além dos olhos.
Entre Silêncio e Recomeços
Aprendi que o silêncio não é fraqueza, mas clareza.
Não se trata de ignorar o mundo, mas de não gastar palavras com quem não deseja ouvir.
Não explicar-se tornou-se meu maior ato de maturidade.
Aprendi que afastar-se não é orgulho, é autoproteção.
Cortar laços com ambientes e pessoas que drenam nossa energia
É plantar o solo fértil para que a própria vida floresça.
Aprendi que a dor da decepção não nasce do outro, mas do que projetamos nele.
Expectativas não cumpridas não são falhas alheias, mas lembretes para olhar para dentro.
Recomeçar é aceitar a própria vulnerabilidade e, ainda assim, caminhar de cabeça erguida.
O amor-próprio não é vaidade.
É coragem.
É saber que cada silêncio, cada recomeço, cada desapego,
É um passo firme rumo à liberdade emocional.
Na tua ausência, aprendi a fazer do pouco um refúgio.
Inventei universos paralelos onde, ao menos lá,
meu coração podia experimentar o gosto de te ter.
E nessa fome de ilusões, aceitei migalhas —
tua amizade bastava, mesmo quando teus olhos
se perdiam em outros amores,
enquanto eu, em silêncio, me desfazia em espera.
A vida me ensinou...
A vida me ensinou que aprendemos o tempo todo. E, com isso, aprendi que:
- Na vida, recebemos aquilo que oferecemos.
- Se perdemos algo, muitas vezes é porque não valorizamos como deveríamos.
- Tudo o que realmente importa precisa ser conquistado, e não simplesmente ganho.
- Se você não cuida, com o tempo, tudo se desfaz.
- Tudo o que vai, volta, mas nunca da mesma forma que foi.
- Amor é companheirismo; paixão é prazer.
- O prazer se modifica com o tempo, e cabe somente a nós apreciar cada etapa dele.
- Sem fé, não chegamos a lugar nenhum.
- Tudo se renova, e cabe a nós nos adaptarmos a cada mudança.
- A vida é uma constante evolução. Mas, se você não sair da inércia, sua evolução poderá acontecer em um ritmo mais lento.
- Somos como as borboletas: precisamos passar pela metamorfose para criar asas e voar.
Enfim...
Aprendi que viver é aprender, e aprender é viver.
O Espaço Entre os Pensamentos
Com o tempo, aprendi que nem todas as respostas são encontradas no movimento.
Durante muitos anos, procurei compreender a vida através das experiências, das pessoas e dos caminhos que surgiam diante de mim. Mas foi no silêncio que encontrei algumas das reflexões mais importantes.
Existe uma sabedoria discreta na quietude.
Quando nos afastamos por instantes do barulho, das opiniões e das exigências do mundo, começamos a ouvir algo que normalmente passa despercebido: nossos próprios pensamentos.
É nesse espaço silencioso que surgem ideias, questionamentos e percepções que dificilmente aparecem em meio à agitação cotidiana.
Aprendi também que estar sozinho não significa estar em solidão.
Há uma diferença profunda entre sentir-se isolado e escolher, por alguns momentos, a companhia de si mesmo. A solitude pode ser um lugar de descanso, de reorganização interior e de reencontro com aquilo que realmente somos.
Talvez por isso eu tenha aprendido a respeitar meu próprio tempo.
Nem tudo precisa acontecer imediatamente. Nem toda resposta precisa ser encontrada agora. Algumas compreensões amadurecem em silêncio, como frutos que seguem seu próprio ritmo até estarem prontos para serem colhidos.
Vivemos em uma época repleta de informações, opiniões e estímulos constantes. Somos convidados a reagir o tempo todo, mas raramente somos incentivados a refletir.
Por isso, considero o silêncio um dos grandes refúgios da consciência.
Não porque ele nos afaste da vida, mas porque nos aproxima dela de uma forma mais verdadeira.
É na quietude que muitas vezes conseguimos enxergar aquilo que o ruído nos impede de perceber.
E talvez seja justamente nesse espaço entre um pensamento e outro que habitem algumas das respostas que procuramos.
