Aprende que ser Flexivel
Como ser justo com um mundo tão injusto, copiar e colar é o que as pessoas fazem, mas ninguém cola com Jesus.
Ser filho(a) de pais separados é estar, permanentemente, numa batalha sem instrumentos ofensivos ou defensivos.
QUANDO A RIQUEZA ENCONTRA A HUMANIDADE
O homem pode possuir muitas coisas e, ainda assim, ser pobre de espírito.
Pode encher sua casa de riquezas e deixar vazia a morada do coração.
Por isso, quando Jesus disse ao homem rico que vendesse seus bens e os repartisse com os pobres, talvez não estivesse apenas falando sobre aquilo que ele possuía.
Estava revelando aquilo que o possuía.
Pois não é a riqueza que prende o homem, mas o apego àquilo que ele chama de seu.
Aquele que possui e não reparte torna-se servo daquilo que acumulou.
Aquele que possui e sabe repartir transforma a posse em serviço.
Que valor tem o ouro diante da fome de uma criança?
Que valor tem uma grande casa quando alguém dorme sem abrigo?
Que valor tem a abundância daquele que passa diante da necessidade e fecha os olhos?
O verdadeiro tesouro não é aquilo que permanece em nossas mãos.
É aquilo que, passando por nossas mãos, devolve dignidade à vida de outro.
O homem busca a grandeza acumulando.
O sábio encontra a grandeza servindo.
Não basta conhecer a verdade.
É preciso tornar-se verdadeiro diante dela.
Não basta falar de compaixão.
É preciso agir quando a compaixão exige alguma coisa de nós.
Porque toda riqueza traz consigo uma responsabilidade.
Toda força traz um dever.
Toda vida que recebe muito é chamada a perguntar:
“Para quem será aquilo que me foi confiado?”
Talvez o ensinamento de Jesus não fosse simplesmente:
“Abandone suas riquezas.”
Talvez fosse:
Liberte-se daquilo que impede você de enxergar o outro.”
Pois quando o coração aprende a repartir, a riqueza deixa de ser senhor e torna-se instrumento.
E quando o homem deixa de viver somente para si, começa a compreender algo que os sábios de todas as eras conheceram:
A vida que não serve à vida perde o sentido de ter sido vivida.
O homem rico possuía muito.
Mas naquele encontro, Jesus mostrou que ainda lhe faltava aquilo que nenhuma riqueza poderia comprar:
um coração livre para amar.
A LIBERDADE ESPIRITUAL
Para muitas pessoas religiosas ou espirituais, isso pode ser uma verdade difícil de engolir.
A verdadeira iluminação não é o que realmente queremos. Não é nem um pouco emocionante, mas é totalmente comum.
Apesar disso, a maior parte da espiritualidade é construída sobre a busca do extraordinário.
Altos níveis de frequência não o levam necessariamente a experiências "espirituais".
Na verdade, altos níveis de frequência destroem a própria ilusão de que existe algo como uma experiência “espiritual”.
Na cultura contemporânea da nova era, o materialismo espiritual é abundante - ou seja, as pessoas agora têm uma nova droga chamada busca da verdade.
É importante entender que não há nada de errado com nenhuma dessas coisas.
Se você é levado a buscar algo mais elevado, então algo está empurrando você, levando-o a algum lugar.
Se você segui-lo até sua conclusão natural, ele revelará seu verdadeiro caminho no final.
Para algumas pessoas, buscar é um caminho direto para a transcendência, mas para outras serve simplesmente como uma distração que as afasta ainda mais de sua verdadeira natureza.
A Vitimização impede o buscador espiritual de seguir seu impulso até sua conclusão natural. Ele faz isso identificando-se com a forma do ensino, ou com o professor, ou com o próprio caminho. Portanto, vemos três categorias básicas de pessoas em um caminho espiritual - aquelas que estão presas pela estrutura de um determinado ensinamento, aquelas que estão presas pelo poder magnético de um professor particular e aquelas que estão presas por sua própria compulsão constante de ser um turista espiritual.
Todas essas três armadilhas espirituais são estágios autênticos de qualquer caminho que acabará levando à verdadeira liberdade, mas todas as três também se disfarçam como a própria liberdade. Estes são alguns dos níveis mais sutis da Sombra da Vitimização.
A verdadeira liberdade não tem nada a ver com a forma como gastamos nosso tempo no plano material.
A verdadeira liberdade não é um efeito. É uma espécie de espaço sempre em expansão que surge espontaneamente dentro de você quando você passa a entender o quão profundamente você foi vitimizado por suas próprias crenças centrais.
Pensar diferente não significa ser preconceituoso; ter liberdade de opinião é relevante e não sinal de preconceito.
“Nem toda ferida deseja ser esquecida. Algumas querem apenas ser transformadas em sabedoria.”
— Juliana Hoffmann Liska
Ser forte não significa nunca ter medo, incertezas ou momentos de dúvida. Ser forte é olhar para as próprias vulnerabilidades, reconhecer suas marcas e, mesmo assim, escolher caminhar com integridade e honestidade. O respeito mais valioso que você pode conquistar na vida não é o aplauso dos outros, mas aquele momento em que você se olha no espelho e sente orgulho da pessoa que se tornou.Siga firme,respeitando o seu próprio tempo. A caminhada é sua e cada passo conta...
*Bora pra cima*
E agora ele voa,
Sem olhar pra trás.
A dor foi a mola
Que o fez ser capaz.
Ninguém mais o para,
Ninguém diz que não.
Seguiu a própria direção.
Mente Calma
Uma mente calma não corre atrás de vento.
Não grita pra ser ouvida,
não empurra o rio pra ele correr mais rápido.
Ela entende que provar cansa,
que controlar machuca,
e que paz não se conquista na força.
A mente calma é como água:
se adapta, contorna a pedra,
mas não perde a essência.
Ela sabe que o mundo lá fora pode gritar,
mas por dentro... por dentro escolhe silêncio.
Escolhe limite.
Escolhe leveza.
Porque quem está em paz com si,
não precisa vencer discussão.
Precisa só continuar inteira.
"Deus me deu 3 motivos pra ser forte, 3 motivos pra sorrir e 3 motivos pra agradecer todos os dias:
Minhas 3 filhas.
Minha vida inteira em 3 corações."
Viva para ser livre e errar, não para fingir que o seu amor é perfeito. Dê a si mesmo o tempo que você tanto chora para pedir. Um tempo para respirar, juntar os seus pedaços e parar de carregar sozinho a culpa de um amor que só machuca. A vida muda de fase, e deixar ir quem não te faz bem traz paz ao coração.
A Inteligência de Perguntar
Ser inteligente não é ter todas as respostas. Talvez seja justamente o contrário: é compreender que nenhuma resposta consegue encerrar completamente uma pergunta.
Há pessoas que passam a vida procurando certezas. Querem saber onde pisar, o que pensar, em quem acreditar e qual caminho seguir. Outras, porém, aprendem que viver também significa caminhar por territórios onde ainda não existem respostas. E são essas pessoas que descobrem que a dúvida, quando nasce da curiosidade, não é sinal de fraqueza. É sinal de uma mente que continua viva.
A verdadeira inteligência talvez comece quando temos coragem de dizer: “Eu não sei, mas quero entender.”
Porque quem acredita que já sabe tudo fecha as portas do próprio pensamento. Quem pergunta deixa uma janela aberta para aquilo que ainda pode aprender.
E aprender não acontece apenas nos livros, nas escolas ou nas grandes conversas. Existe conhecimento escondido na simplicidade dos dias. Na mesma rua percorrida todas as manhãs. No silêncio de alguém que amamos. Na conversa aparentemente sem importância. Nos nossos erros. Nas escolhas que deram certo e, principalmente, naquelas que nos obrigaram a recomeçar.
O curioso vê profundidade onde muitos enxergam apenas repetição.
Talvez por isso duas pessoas possam atravessar exatamente o mesmo dia e voltar para casa carregando experiências completamente diferentes. Uma apenas cumpriu sua rotina. A outra observou, perguntou, sentiu, comparou, duvidou e descobriu alguma coisa que ainda não sabia sobre o mundo ou sobre si mesma.
Existe uma espécie de envelhecimento que não acontece no corpo. Acontece quando deixamos de ter curiosidade. Quando já não perguntamos “por quê?”, “e se?”, “como seria?”, “o que existe depois daqui?”. Nesse momento, mesmo cercados de novidades, começamos a viver apenas daquilo que já conhecemos.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja o quanto sabemos, mas o quanto ainda desejamos descobrir.
Porque conhecimento não é acumular respostas como quem coleciona objetos. É permitir que cada resposta nos conduza a uma pergunta maior.
No fim, a inteligência não está naquele que chegou ao último ponto da estrada. Talvez esteja naquele que, depois de caminhar tanto, ainda consegue olhar para o horizonte com os mesmos olhos curiosos de quem está começando.
E então fica uma pergunta dessas que não precisam ser respondidas depressa:
O quanto você tem se permitido descobrir?
Eu não pedi que você ficasse.
Há um momento exato em que o amor deixa de ser tragédia
e passa a ser apenas clima.
Como garoa em roupa esquecida no varal.
Como cheiro de cigarro preso no banco de um carro antigo.
Como aquela dor de cabeça que já não preocupa ninguém
porque aprendeu a morar no corpo.
Você arrumava as coisas lentamente
e eu pensei, com uma serenidade quase ofensiva:
ela finalmente cansou de mim.
Não de mim inteiro —
isso seria grandioso demais —
mas desse homem pela metade
que chega do hospital cheirando antisséptico e cidade,
que fala de literatura latino-americana
como quem tenta salvar alguma dignidade do mundo,
que coleciona moedas estrangeiras
porque nunca conseguiu pertencer completamente ao próprio país.
Escorei no Renault noventa e um.
O carro estalava baixo, esfriando o motor,
como um animal velho respirando durante o sono.
Acendi um tabaco ruim.
Misturei mate uruguaio no fumo.
Não por boemia.
Nem estética.
Por superstição.
Alguns homens rezam.
Outros adulteram o cigarro.
Você passou por mim sem dizer nada
e eu gostei disso.
As grandes despedidas são profundamente constrangedoras.
Ninguém deveria transformar amor falido em espetáculo.
Pensei em Manuel Bandeira olhando janela de pensão barata.
Pensei em Benedetti entendendo tarde demais
que Montevidéu sempre foi uma maneira elegante de sofrer.
Pensei em Clarice,
naquela coisa terrível dela de perceber a alma das coisas
até quando elas já estavam mortas.
E então percebi uma coisa pequena,
quase ridícula:
eu tinha sobrevivido tempo demais.
Sobrevivi aos problemas.
Às cobranças que pareciam ser infinitas.
À vergonha de pedir ajuda.
À escola sugando meus últimos gestos humanos.
À fumaça.
À exaustão.
À sensação humilhante de fracassar devagar.
Sobrevivi até mesmo à esperança,
o que talvez seja a forma mais adulta de tristeza.
Você abriu o portão.
O barulho do ferro ecoou na rua vazia
como ecoam certas decisões irreversíveis:
sem dramaticidade,
apenas definitivas.
Eu poderia dizer que ainda te amava.
Mas seria inútil.
O amor, às vezes, não acaba.
Ele apenas perde utilidade prática.
Então fiquei ali,
encostado naquele Renault cansado,
fumando um cigarro adulterado com erva estrangeira,
olhando você ir embora
como quem observa um país desaparecer pelo retrovisor.
Sem raiva.
Sem poesia suficiente.
Sem salvação.
Só aquela melancolia fronteiriça
dos homens que aprenderam tarde
que viver também é perder território.
Cair na armadilha do ego é achar que deixar legado ou ser lembrado é o que importa. No fim, o essencial é fazer o que você ama e compartilhar isso com quem também escolhe estar com você.
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